Prémio para Língua

Na sexta-feira passada, fui agradavelmente surpreendida pela notícia de que Biografia do Língua, de Mário Lúcio Sousa, vencera o Prémio PEN de Narrativa (que será entregue já no próximo dia 29). Falei-vos deste livro certamente há um ano, quando o publiquei, mas aproveito agora a «embalagem» do galardão para vos dizer que a votação do júri foi por unanimidade, o que não deixa dúvidas sobre a qualidade do romance (uma coisa é o editor dizer bem dos seus livros, outra é isso ser confirmado por um júri idóneo). Mário Lúcio Sousa já tinha publicado antes na Dom Quixote O Novíssimo Testamento (também premiado), e Biografia do Língua (que vencera o Prémio Miguel Torga na sua versão inédita) é a história de um condenado à morte a quem os carrascos oferecem a possibilidade de realizar um último desejo e que então pede para contar uma história. O problema é que não só a história parece não ter fim como acaba por atrair tantos ouvintes de tantas partes que dá lugar ao nascimento de uma nova sociedade ligada pelas histórias. Parabéns, Mário Lúcio Sousa, por mais um prémio!


O Língua K.jpg


 

Comentários

  1. É precisamente um dos livros na minha lista de leituras ... que aqui não encontro, com pena minha...

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  2. É precisamente um dos livros na minha lista de leituras ... que aqui não encontro, com pena minha...

    Saudações livrescamente frustradas cá da Cidade Morena mas escassa em livrarias!

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  3. Parabéns ao autor e continuação do êxito. E também a todos que participaram de alguma forma na feitura dos livros dele. É sempre bom colaborar em coisas que valem a pena e de reconhecido valor.

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  4. É precisamente um dos livros na minha lista de leituras ... que aqui não encontro, com pena minha...

    Saudações livrescamente frustradas cá da Cidade Morena mas escassa em livrarias!

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  5. Fiquei com uma enorme vontade de ler o livro. Grata pela partilha.

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  6. Emílio Gouveia Miranda16 de novembro de 2016 às 11:28

    Parabéns ao premiado.

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  7. "aproveito agora a «embalagem» do galardão para vos dizer que a votação do júri foi por unanimidade, o que não deixa dúvidas sobre a qualidade do romance (uma coisa é o editor dizer bem dos seus livros, outra é isso ser confirmado por um júri idóneo)."

    Sim. E outra coisa, que deita por terra a sua retórica, é o editor substimar uma obra (romance) e essa mesma obra ser premiada por um júri idóneo. Aconteceu com a obra inédita "Caverna de Deus", Prémio Literário cidade de Almada 2016. Afinal, qual é o papel do editor? Não precisa comentar, eu já sei qual é a resposta.
    AC

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