No Chiado

Eu sei que hoje era dia de dizer o que ando a ler, mas há duas razões para que não cumpra o que se tornou uma rotina aqui no blogue. A primeira é que ando há dias e dias a ler letras de fado por causa de um projecto em que estou envolvida (tenho, claro, um romance à cabeceira, de Juan Marsé, mas estou nas primeiras páginas e, por isso, só falarei dele mais tarde); a segunda é que hoje há uma sessão na Livraria Bertrand do Chiado às 18h30 que me parece a todos os títulos excepcional e achei que devia partilhá-la com os Extraordinários, acreditando que algum deles ali queira deslocar-se. Ler no Chiado – assim se chama a iniciativa que é há muito conduzida por Anabela Mota Ribeiro – traz este mês a vocalista dos Deolinda, Ana Bacalhau, acompanhada por André Santos, para cantar «Livros» de Caetano Veloso e Pedro Lamares para ler poemas de Sophia. Falará sobre a poetisa Carlos Mendes de Sousa, que organizou a sua Obra Poética. Vai ainda ser exibida uma curta-metragem de 1969, realizada por João César Monteiro, sobre Sophia – e, como se tudo isto não bastasse, espera-se que apareça e diga o que lhe apetecer esse pensador que todos adoramos chamado Eduardo Lourenço. Então, não acham que fiz bem?

Comentários

  1. Viva Lisboa ! Cidade culta e sofisticada. E nós por cá pelo Porto também não nos podemos queixar: temos o Fórum do Futuro !

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  2. Que programa interessante! Vou tentar aparecer, obrigada pela dica, Maria do Rosário.

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    1. Estive presente e gostei muito. Foi um final de tarde muito agradável. Obrigada, Maria do Rosário.

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  3. A Rosário fez extraordinariamente bem. E é pena que eu esteja tão longe da capital. Mas o evento há-de servir a muita gente e é isso que importa.

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  4. Hoje é o dia, mas não escrevo aqui sobre o que ando a ler, pelas razões evidentes e mais esta: é que

    o calor que tem estado,
    este persistente “verão
    deixa-me os olhos mais lentos sobre os livros”.

    … …

    (Onde é que eu fui buscar isto?...
    Ah!, já sei: é roubado de um poema da Rosário.
    O que me vale é que ela anda ocupada, pode ser que nem dê por este abuso da minha parte.)

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    1. Não é abuso nenhum. Sirva-se sempre que quiser.

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    2. Ora esta!
      Eu a pensar que a Rosário – perdoe-me novo “abuso” – estava ocupada, “divorciada dos outros pelo tempo destas entrelinhas”, e afinal está – e ainda bem – atenta.

      Terceiro abuso:
      “Regresso, pois, à primeira linha,
      à verdade que remexe entre as minhas mãos. Talvez os olhos
      estivessem apenas desatentos sobre o livro (…)”

      Ora esse livro, que, nos vagares deste persistente Verão, ando a ler, é «Amor & C.ª», de Julian Barnes.

      Mas pronto: quando entender oportuno esfregarei os olhos e falarei sobre ele.

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  5. Emílio Gouveia Miranda2 de novembro de 2016 às 10:47

    Quanto a mim, estou a ler O Fim do Homem Soviético, da Prémio Nobel do ano passado, depois de ter lido os seus outros dois livros publicados em Portugal. E julgo que todos deviam ler estas obras, pelo que nos revelam da natureza humana. Surpreendente! Chocante! Inesperado!

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  6. Acho que fez muito bem.
    Eu que resido em Lisboa e estou em Lisboa perdi este magnífico encontro porque só a esta hora tive dele conhecimento.

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