Escritores online

Se quer saber alguma coisa sobre um escritor português de quem gosta, morto ou vivo, tem dois bons instrumentos à sua disposição. A Base de Dados de Autores Portugueses, da responsabilidade da Direcção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas, que inclui cerca de 5000 autores (há tantos? Não sabia) e foi construída com base no Dicionário Cronológico de Autores Portugueses que foi publicado entre 1983 e 2001 e, a partir daí, passou a estar apenas online mas é permanentemente actualizado; e a novíssima plataforma escritores.online, que se centra nos autores contemporâneos, fornecendo informação biobibliográfica, fotografias, links para os respectivos sites e blogues, excertos de obras, entrevistas, notícias e até vídeos enviados pelos próprios escritores, pois muitas vezes a saída de um novo livro gera eventos interessantes e pequenos videoclips elucidativos. Por isso, quando andar à procura de um título de que já se esqueceu, ou quiser averiguar em que cidade ou ano nasceu determinado autor, tudo o que publicou e quando se realiza o lançamento do seu próximo livro, tem aqui tudo aquilo de que precisa. Quer ir espreitar? Os links são estes:


http://escritores.online/


http://livro.dglab.gov.pt/sites/DGLB/Portugues/autores/Paginas/PesquisaAutores.aspx


 


 

Comentários

  1. Emílio Gouveia Miranda4 de novembro de 2016 às 02:14

    É interessante. O meu não consta desta lista...

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    1. Ó Emílio não se chateie pois se, como já aqui referi anteriormente, John Steinbeck, impensavelmente, não consta do Dicionário Biográfico Universal de Autores (da Bompiani, creio que em Portugal terá sido editado pela Artis)...

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    2. Emílio Gouveia Miranda4 de novembro de 2016 às 03:28

      Não me chateio, creia. Curiosamente dá-me alguma vontade de rir...

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    3. Se não está, deve contactá-los. Só assim eles poderão ter uma melhor base de dados.

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    4. Emílio Gouveia Miranda4 de novembro de 2016 às 05:13

      Obrigado. Já contactei a minha Editora. Parabéns pelo seu Blogue. Bom fim-de-semana.

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    5. Emílio. Tem uma base de dados bem melhor bem mais eficaz do que as mencionadas, que revelam preguiça e interesse. Esta, com chancela biblioteca nacional: http://catalogo.bnportugal.pt/ipac20/ipac.jsp?session=1478Q7B4392H4.2397&profile=bn&menu=search&ts=1478271447691

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    6. Emílio Gouveia Miranda4 de novembro de 2016 às 08:12

      Sim, aqui já consta a meu nome. Obrigado.

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    7. E não se chateia...

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  2. Boa ideia. Tenho que os copiar. Podem vir a fazer falta.

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  3. Isto do online quer dizer que o pobre do escritor – que, por definição, precisa de sossego como de pão para a boca – se calha de ter o azar de lhe publicarem um livro, fica automaticamente com as portas escancaradas...

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  4. Como se contabiliza um autor? Um que escreve um livro, dois, três, quatro...?
    Um que escreve para um número restrito de leitores?
    Um autor independente?
    Um autor dependente?
    Afinal, como se contabiliza um autor, quem lhe dá vida?

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  5. Quem lhes aproveita o sopro de vida são os leitores, mas é preciso que tenham vida. E isso, nem todos.

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    1. Sem dúvida, amalivros! Embora haja, como nas relações amorosas, pelo menos um leitor para um livro.

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  6. António Luiz Pacheco4 de novembro de 2016 às 08:23

    Acho 5000 até muito pouco!
    Falando de autores, claro. Autor é todo aquele que publica um trabalho.
    Escritor, isso é outra coisa... o escritor escreve, não se limita a ser autor.
    Porém há autores prolixos... que publicam muitos trabalhos sem serem escritores.
    Logo, 5.000 é mesmo muito pouco!

    Saudações autorais da Cidade Morena!

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    1. Sem dúvida, António. Um autor é um escritor em formação. Pode lá chegar, ou não. Nesse trânsito, publica, ou não. O drama para um autor está, no entanto, na visibilidade do que publica ou na condição da visibilidade que sustenta a sua escrita. Na sua própria condição de recursividade; na sua capacidade, ou vontade, ou mesmo necessidade, de se tornar presente ou notado.
      Sem intermediação, sem publicação, a sua visibilidade, a sua motivação, a sua avaliação, o mérito, ou não, do seu trabalho, fica sempre na dependência: da perceção a cada momento do gosto do leitor, logo, da intermediação de terceiros; ou, na sua própria, tornando-se ele próprio intermediário da sua obra.
      Continuem pois os que amam a escrita a publicar, que a eternidade autoral já a ganharam para si próprios.

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  7. Mas quem é que não escreve hoje? Acho que 5000 é pouco e alguns ainda se queixam que não constam da lista!; eu, se fosse escritor teria vergonha de constar de tal lista; então vejamos: hoje não publicam pivôs e apresentadoras de TV, futebolistas e mães de futebolistas, treinadores de futebol, vendedores de banha da cobra, sinas e horóscopos, etc?, cujas "obras" enxameiam os escaparates das livrarias? E cada vez é mais difícil escolher um livro no meio daquele "lixo" todo, a não ser que previamente se leve o que se deseja! A mim dá-me vontade de vomitar, mesmo visitando FNACS, Bertrands e quejandos; aquilo tudo incinerado, salvo honrosas excepcões, dava uma bela noite de Walpurgis. No fundo está a acontecer uma coisa que um visionário nos anos 60 previu; no futuro, dizia ele, toda a gente iria escrever, (é o que está já aí, embora escasseiem os leitores) o que ele denominava pelo neologismo "escrivósis", quer dizer uma diarreia mental em forma de livro, digital ou não. É pena, mas como diz o Perez Reverte temos sempre os clássicos, refúgio seguro para o "inverno do nosso descontentamento"; desculpem, se sou o "eterno descontente" mas é difícil ser optimista nesta conjuntura.

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  8. Esses senhores desapareceram e levaram consigo dinheiro de pobres autores anónimos que só queriam divulgar o seu trabalho.

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  9. Boa tarde. Por acaso sabe o que aconteceu ao site escritores-online? Era, de facto, um serviço muito. interessante e útil. Encontramos alguma coisa desse tipo noutro "site"? Obrigado. E parabéns pelo blog.

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    1. Infeizmente, alguém que estaria a pagar o site deixou de o fazer. E não, não conheço outro site com o mesmo tipo de informação. Obrigada.

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