100 anos

Falei-vos há tempos do centenário de Vergílio Ferreira. Mas comemora-se este ano o centenário do nascimento de um outro escritor, Mário Dionísio, que também foi artista plástico e professor na Faculdade de Letras (se não me engano, dava aulas de Técnicas da Expressão do Português quando tirei o curso, e os alunos tinham-lhe muito respeitinho). Foi, aliás, nesta Faculdade – e igualmente na Casa da Achada (onde funciona o Centro Mário Dionísio) e ainda no Museu do Neo-Realismo – que recentemente se realizou um congresso dedicado a este autor, um dos mais importantes e polémicos teóricos do movimento neo-realista. A sua Poesia Completa foi recentemente publicada pela Imprensa Nacional num só volume com cerca de 500 páginas e uma introdução do encenador Jorge da Silva Melo; e o seu espólio, devidamente tratado e catalogado, pode ser encontrado e consultado na Casa da Achada, ali à Mouraria, que hoje é um lugar de culto dirigido por Eduarda Dionísio, sua filha e também escritora. Num tempo em que «quem não aparece esquece», a efeméride é um bom pretexto para visitar ou revisitar a obra de Dionísio.


 

Comentários

  1. Tão triste isso de "quem não aparece esquece". Assim se faz a memória dos homens. Acredito no entanto que alguns ultrapassem a efeméride.

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  2. António Luiz Pacheco9 de novembro de 2016 às 03:09

    É uma das muitas vantagens de frequentar este blog!
    Desconhecia Mário Dionísio - poesia não é a minha área, como reconheço.
    Mas fiquei pelo menos a saber que existiu e poetou... agora vou-me informar um pouco mais no gúguel.

    Saudações poéticas da Cidade Morena

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    Respostas
    1. Mas olhe que Mário Dionísio não é só poeta, tem também obra em prosa.

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    2. E tem, também, se me é permitido acrescentar, uma obra não menos digna de exaltação na pintura, com quadros arrebatadores, o que o torna um artista bastante versátil e completo, pela forma diversificada e abrangente com que dá expressão às ideias e ao sensível.

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    3. António Luiz Pacheco9 de novembro de 2016 às 05:32

      Já fui ver, e me informei disso obrigado, assim como fiquei a saber também pintou... e gostei do que vi!

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  3. Penso que Mário Dionísio saiu muito prejudicado pelas polémicas que menorizaram o neo-realismo, corrente de que era um dos maiores representantes. "A Paleta e o Mundo" é uma obra sua de grande fôlego no domínio do ensaio e da crítica. A Casa da Achada apresenta a partir de hoje três obras de teatro do século XVI: Sá de Miranda, Jorge de Vasconcelos e António Ferreira (Gil Vicente já é conhecido).

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  4. Emílio Gouveia Miranda9 de novembro de 2016 às 11:33

    Reconheço que é uma das minhas lacunas de leitura. Possuo dois ou três livros deste (importante) autor, mas (ainda) não li nenhum deles, nem qualquer outros dos que não possuo. Quem lê muito, nem assim lê tudo quando deseja ler... Espero poder um dia destes conhecer melhor a escrita deste autor.

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  5. Emílio Gouveia Miranda9 de novembro de 2016 às 11:36

    Quanto ao Mário Dionísio, admito a minha maior ignorância. Vou procurar conhecer melhor. Obrigado pela indicação.

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