No Japão
Valter Hugo Mãe (Prémio Saramago com O Remorso de Baltazar Serapião) está de volta com um novo romance intitulado Homens Imprudentemente Poéticos. Passa-se num Japão com perfume antigo e conta a história de dois homens – o artesão Itaro, que faz leques maravilhosos, mas é um homem amargo que cuida de uma irmã cega que salvou da morte certa; e o oleiro Saburo, que está permanentemente apaixonado pela própria mulher e tem a felicidade das coisas pequenas, plantando fileiras de flores na orla da montanha e juntando cores vivas ao lamacento barro. A zanga entre ambos é, porém, muito grande – e a «poesia» de Saburo vista como uma imprudência pelo seu vizinho Itaro. O resto da história deixo para quem quiser ler para não me chamarem desmancha-prazeres, acrescentando apenas que José Tolentino Mendonça descreveu o livro como «uma luminosa parábola que fica a reverberar por muito tempo». Amanhã, o romance é lançado no Teatro S. Luiz, pelas 16h00, com a moderação da jornalista Teresa Sampaio, leituras por Pedro Lamares e a participação das cantoras Márcia e Ana Bacalhau. A entrada é livre, mas, porque existe um limite de lugares sentados, é preciso levantar bilhete antes da sessão. Seja, por isso, poético – se lhe apetecer – mas não imprudente.
P. S. Já depois de escrever este post, reparei que Mario Vargas Llosa vai estar, igualmente amanhã, às 18h00, no CCB, para apresentar o seu romance Cinco Esquinas. Isto é tramado...
O "Cinco Esquinas" é uma paródia muito deliciosa escrita com a fluidez e a elegância do Mestre. Há muito tempo que não me ria tanto para dentro e com tanto gozo ! Está cheio de episódios trágico-cómicos que ele usa para comentar com fina ironia os nossos costumes. Passado no Peru de Fujimori tem, como sempre em Vargas Llosa, muito de intemporal sobre a condição humana e as suas variadas e inesgotáveis vertentes. Apesar de ter estado na Casa da Música, ainda não comprei o último livro do Valter Hugo Mãe. Pareceu-me muito fora, demasiado poético para os meus interesses atuais de leitura. É que não há tempo (nem dinheiro) para tudo. Preferia que ele escrevesse sobre temas mais realistas como o que tratou no seu "Máquina de Fazer Espanhóis".
ResponderEliminarE se o Valter enche o S. Luíz e o CCB fica pela meia casa ?
Já se foi o tempo das cerejas.
ResponderEliminarMas as palavras, ficaram elas com essa estranha incumbência de sumarentas características.
E porque se falou em poesia e em grandes escritores;
Lembro que hoje, o adorável Mia, lança em Lisboa “ A espada e a azagaia”.
É na B.leza pelas 21.30.
Isto é tramado, mas nós estamos cá para dar uma ajudinha:)
Saudações
Como leitor fiel do valter hugo mãe (sei que ele já não escreve com minúsculas) fico feliz com este novo lançamento. Já vai entrar para o cabaz deste mês.
ResponderEliminarE não... não sou anónimo.
EliminarAquela entrevista que o Sr. Mãe deu ao Observador é péssima. Falar mal de pessoas que não são chamadas à conversa é vergonhoso. Tanto choradinho não se aguenta. Independentemente de gostar ou não, e não gosto, da sua escrita, a entrevista é mesmo desagradável
ResponderEliminarTambém li e achei horrível.
EliminarO 1.º lido e degustado há uns anos; o 2.º prestes a chegar a casa. Entre os dois não li mais nada. Mas vou seguramente ler este último, mal me chegue às mãos. Idade Média e Japão Medieval - iguarias a não perder!
ResponderEliminarBons livros são sempre bem vindos, mesmo que a gente não possa ir à apresentação. Viva!
ResponderEliminarVHM,o escritor mais palhaço da literatura portuguesa.
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