Húmus

Em Março do ano que vem – mais exactamente no dia 12 – comemoram-se 150 anos do nascimento do grande escritor Raul Brandão. A belíssima cidade de Guimarães prepara para esse mês um festival literário em torno da figura e da obra do autor de Húmus, mas já começou, na verdade, a festejar o escritor em Abril deste ano com sessões várias na Biblioteca Municipal Raul Brandão, na qual confrades e estudiosos se debruçam sobre o mestre, que também foi jornalista e morreu em Lisboa em 1930. Depois de Pedro Vieira, Bruno Vieira Amaral, Afonso Cruz, João Tordo ou José Luís Peixoto, é hoje a vez do poeta e crítico Pedro Mexia participar da actividade «Escritor no Concelho», durante a qual terá oportunidade de falar da sua leitura de Raul Brandão, mas também de conversar sobre o seu próprio percurso literário. Eu gostaria de ir, mas estarei no Porto para o lançamento na Invicta de Uma Parte Errada de Mim, de Paulo M. Morais, que desta feita contará com a apresentação do escritor João de Melo na FNAC de Santa Catarina. Até amanhã!

Comentários

  1. E já temos Nobel: Mr. Robert Zimmerman, mais conhecido como Bob Dylan.
    E eu estou muito feliz!
    Quem também deve estar feliz é o Severino, ahahah.
    Mas ó Severino, é o Nobel da Literatura, não é o da Canção.
    :-) Antonieta

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    1. E, como todos os anos, havia tantos melhores do que ele... O ano passado, o Prémio Nobel da Literatura foi para quem escreve livros muito interessantes mas que não pertencem ao que chamo de literatura. Este ano, não é bem assim. Mas que diabos... se for para castigar os que vivem exclusivamente da escrita e dar o prémio aos menos previsíveis, o Leonard Cohen escreve bem melhor que o Dylan. Só para dar um exemplo.

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    2. Eu gosto muitíssimo do Leonard Cohen, mas o Bob Dylan influenciou toda uma geração de músicos, a começar pelos Beatles, por exemplo, o Bob Dylan joga noutro campeonato.
      Isto só mostra que THE TIMES THEY ARE A-CHANGIN' at the Nobel Academy, and I'm very
      happy.
      :)))) Antonieta

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    3. Já eu, como apreciadora de Literatura estou chocada.

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    4. Porque será que os/as chocados/as nunca assinam?
      Intrigante...
      O Bob Dylan marcou a minha geração, não apenas pela música mas especialmente pelas palavras.
      O primeiro livro que comprei "Writings and Drawings (de 1972 mas comprei-o em 1983) deu-me a conhecer um grande poeta e é por isso que acho este Nobel bem
      atribuído.
      :-) Antonieta



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    5. Ainda não comentei, não sou o anónimo. Só passei aqui para ler o post de hoje. Mas, aproveito e dou a minha opinião que, coincide com a do anónimo.
      Pôr pessoas a gostar de poesia é muito bonito mas não sei se corresponde à realidade. As pessoas gostam das canções dele, os poemas aliados às melodias, foi essa combinação que as tornou icónicas, verdadeiros hinos de uma geração. Se nunca tivesse musicado os seus poemas, nada disto seria possível. Os poemas podem ser bons mas não são excelentes e, para mim, o Nobel da literatura deve ser atribuído a excelentes escritores.

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    6. :( = Dionísio Antunes13 de outubro de 2016 às 09:43

      Se era para dar a um letrista, que se desse a um letrista que fosse verdadeiramente poeta... Muito melhor que o Bob Dylan teria sido há umas décadas o Jacques Brel. Muito melhor que o Bob Dylan é o Leonard Cohen. Muito melhores que o Bob Dylan são inúmeros outros cantautores.

      Melhores, muito melhores que o Bob Fanhoso, seriam muitos dos escritores que nunca receberão o prémio, como o Kundera, o Roth, o Handke, o Rushdie...

      Quem escolhe o Nobel da Literatura não percebe nada de literatura. Percebe de lobbies.

      Dionísio Antunes é o meu nome. Em que difere isso de ":(" ou "anónimo"?

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    7. Há inúmeros prémios de música. O Nobel agora também faz parte? Absurdo, simplesmente absurdo.
      Uma grande bofetada aos excelentes escritores.
      E concordo em absoluto com a Isabel.

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    8. Eu logo vi que o seu problema era ele ser fanhoso. Agora para ganhar o Nobel, para além de escrever bem, há que ser bonito e ter uma voz cristalina. Enfim, critérios...
      Antonieta

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    9. É escritor, é poeta? A sra pode gostar muito dele mas convenhamos.
      Queriam um americano para lhes tirar barriga de miséria de há 20 e tal anos, e escolheram este.

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    10. Antonieta:
      Quando até a secretária da AS para a LITERATURA recomenda um álbum e não um livro está tudo dito.
      Dylan é músico.

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    11. Estou mesmo a ficar baralhada com tanto anónimo a bater em mim (será um ou serão vários?).
      Bem também não interessa.
      Vou encerrar o assunto respondendo:
      Não faço parte do Comité Nobel nem votei no Bob Dylan (como é óbvio) mas fiquei feliz por ele ter ganho este prémio.
      Posso?
      Permitem que eu me sinta feliz?
      Muito obrigada.
      Antonieta

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    12. Confesso que estou deprimido. O nobel da literatura deu a última machadada na literatura. Gosto de bob dylan. Mas o que ele escreve não dá, não faz sentido que dê para ganhar o nobel. E agora? Vão republicar essa mediocridade chamada Tarântula? As canções que só têm alma quando a música as companha e outros as cantam? Deprimido. Baralhado.

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  2. António Luiz Pacheco13 de outubro de 2016 às 06:51

    Raúl Brandão ... ignorava a sua naturalidade em Guimarães, pois julgava-o nascido no Porto!
    Da sua obra desconheço Húmus, vou mais pelas ilhas, os pescadores, el-rei Junot ...
    Gosto muito da sua escrita!

    E, já agora, gosto muitíssimo de Dylan, mas não percebo muito bem porque atribuir-lhe o Nobel da escrita... ele é compositor e poeta, mas não própriamente escritor diria eu, talvez muito erradamente, mas isto já se sabe the answer, my friend is blowin' in the wind!

    Saudações surpresas cá da Cidade Morena

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    1. Quer você dizer que, por atribuir o Nobel a Bob Dylan, a Academia está a ficar uma espécie de "húmus" (*)?

      (*) - “Húmus -- camada superficial do solo, composta em especial de matéria orgânica, maioritariamente vegetal, decomposta ou em decomposição” (Dicionário Priberam da Língua Portuguesa)

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    2. António Luiz Pacheco13 de outubro de 2016 às 08:58

      Bom... húmus não sei, mas o Dylan está mais ou menos mumificado ahahah! Aquilo lá na academia também devem estar vários fósseis!

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    3. Calma!
      Continuando o meu raciocínio: o húmus é, na prática, o terreno fértil.
      E, ao que se vê, está a dar frutos lá no quintal da Academia do Nobel da Literatura.

      Assim, e quanto aos diversos comentários de hoje, desculpem lá mas não vejo qual é o problema de ter sido distinguida poesia que, no séc. XXI, é veiculada não por livro mas através de música.
      Pois não temos nós, cá em Portugal, tão magnífica poesia veiculada, por exemplo, pelo Fado -- que até já foi, também por isso, promovido a Património da Humanidade ?
      E na Andaluzia não temos um fenómeno idêntico com o Flamenco dos autores modernos e contemporâneos ?

      Como tal, o que está em causa não é tanto se era o Dylan que merecia o prémio, ou outro qualquer poeta-músico.
      O que está em causa é que, finalmente, a Academia procura acertar o passo com a realidade contemporânea que, graças à fertilidade do húmus, está a frutificar.

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  3. Hoje o que vem escrito no vento são as perguntas. O vento sopra de leste, mas as orientações bem como as ordens vêm do oeste. Que é onde fica a Academia sueca (de vez em quando disfarça).

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    1. António Luiz Pacheco13 de outubro de 2016 às 07:50

      Não resisto a comentar, e não me leve a mal, que todos os anos oiço dizer:
      "O Nobel só é atribuído a escritores da esquerda, porque a academia é socialista e mandada pelos comunas" . Saramago, etc...
      Noutro ano oiço/leio comentários como o seu de que as ordens vêm do Oeste (referem-se ao do outro lado do Atlântico ó Cristina Carvalho, não daí das suas bandas...) ou de outra tendência tida por "da direita".
      E assim sucessivamente...

      Pois eu acho que nem uma coisa nem outra... e na verdade pena tive que nem o comunista Torga nem o carbonário Aquilino fossem galardoados, para não falar no comunista Jorge Amado, entre outros... já o monárquico Pessoa, não sei se se enquadraria ... Ahahah!

      Para mim nisto da literatura, há autores e mérito... e aposto que também para a maioria dos Extraordinários comparsas.

      Pela minha parte, sou políticamente mulato como diz o meu amigo Joaquim Taborda! Saudações cá da Cidade Morena!

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  4. A Academia sueca talvez precise de uma reciclagem. O nobel da literatura a um músico que foi letrista parece que bastante bom. Pois também discordo. E até me parece que diminui um bocado os restantes concorrentes. Essa novidade entra-me muito devagar e faz mossa.Parecem-me naturezas diversas. Ou será preconceito meu.

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    1. A secretária foi reciclada há 2 anos e tem sido bastante polémica.
      (Até ela como secretária da AS recomendou um álbum - não um livro - do novo nobel da literatura)

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    2. Que vergonha alheia. Um ábum para um Nobel da Literatura.

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  5. Do Raul Brandão li apenas nas férias "As Ilhas Desconhecidas" livro de viagens que realizou durante três meses pelos Açores e Madeira. Excelente. Três estrelas.

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    1. a um livro que afirma excelente dá três estrelas...

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