Um colóquio para O'Neill

Estamos há trinta anos e um mês sem Alexandre O’Neill, grande publicitário e poeta notável, além de autor de grandes fados (Gaivota é o mais conhecido). Mas ninguém o esquece – e o Centro de Estudos de Comunicação e Cultura da Universidade Católica Portuguesa vai dedicar-lhe um congresso inteirinho nos próximos dias 22 e 23 de Setembro na Sala de Exposições do Edifício da Biblioteca. Para falar do grande mestre da ironia estarão nestes dois dias muitos especialistas portugueses e estrangeiros, de Clara Rocha (sim, a filha de Torga) a Fernando J. B. Martinho, de Burghard Baltrusch a Fernando Cabral Martins (conhecido sobretudo pela sua obra sobre Pessoa), de Miguel Tamen a Pedro Mexia. Muitos serão os temas tratados – o medo, a sátira, a espiritualidade (que será tratada por José Tolentino de Mendonça, sacerdote e poeta) ou a Lisboa do escritor. A entrada é livre (grátis!), mas os interessados terão de se inscrever neste link:


https://docs.google.com/forms/d/1b5Se0-qpUtPnaK3uutZG1AiDfiSh_dZd6CBNPbx_ht8/viewform?edit_requested=true


Para mais informações, podem consultar o link abaixo. E bom Congresso!


https://ocoloquiodooneill.wordpress.com


oneill.jpg


 


 


 


 


 

Comentários

  1. A ironia é a alma da inteligência.

    ABC

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  2. (...)
    No céu (para colorir)
    a nuvem, pontual,
    aguarda a vez de ser
    chovida no nabal,
    enquanto o Sol dardeja
    na eira proverbial.
    (...)
    Alexandre O’Neill – "Lego", 1979

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  3. Emílio Gouveia Miranda20 de setembro de 2016 às 09:52

    Tanto tempo e tão pouco!
    Tempo nenhum consome o Tempo.
    Assim o nome do Poeta vive.

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  4. Gostaria de assistir, mas não me é de todo possível. E quem me dera ficar sentadinha a descansar ouvindo falar sobre o poeta. Haverá quem fique e se encante. Possivelmente.

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  5. Com muita pena minha não poderei estar presente por outros compromissos já assumidos, mas dele tenho "As Poesias Completas" edição da Imprensa Nacional . Entre tantos poemas memoráveis destacarei dois: O Poema Pouco Original do Medo e Um Adeus Português; será que o patronímico Bulhões tem a ver com a linhagem do nosso Santo António, Fernando de Bulhões? Seria mais uma ironia do O'Neill.

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