Testemunhos
Já aqui falei de Uma Parte Errada de Mim, um impressionante testemunho assinado por Paulo M. Morais, pensado e iniciado durante a quimioterapia que teve de fazer depois da descoberta de um linfoma, num ano em que já tinha havido demasiadas partes erradas. É uma leitura absolutamente electrizante, que não conseguimos largar; mas, ao contrário do que se possa pensar, não tem nada de negativo, nem sequer nas partes mais angustiantes, ajudando, aliás, a perceber o valor de sentimentos tão importantes como a amizade, a generosidade e a solidariedade (desculpem as rimas). Ao longo do tratamento do linfoma, a leitura foi de extrema importância para Paulo M. Morais, que recebeu vários livros de oferta, muitos de amigos que o liam no Facebook, alguns dos quais escritores como ele. Um desses escritores foi o americano radicado há anos em Portugal Richard Zimler que, além desse gesto bonito, provou ser uma pessoa realmente especial ao aceitar apresentar hoje Uma Parte Errada de Mim, sabendo nós que para um estrangeiro, mesmo a viver em Portugal, o português é uma língua muito complicada. Tenho, porém, a certeza de que ele se sairá magnificamente e que ficaremos todos a ganhar. Se quiser fazer-nos companhia e ouvir mais este testemunho, está convidado. Senão, leia o livro.
Comprei ontem o livro "Uma Parte Errada de Mim" do Paulo M. Morais (o M do meio presumo que seja para não ser confundido com o candidato presidencial; eu, circunstância, optaria por um pseudónimo...). E estou expectante em lê-lo. Talvez o faça durante este fim de semana que, aqui no Porto, será Valteriano. Gosto dos livros do Zimler, da sua simpatia pessoal e das suas ideias políticas e sociais. Pena eu não viver em Lisboa, se não iria com todo o gosto à Barata, livraria que frequentava durante a minha juventude lisboeta.
ResponderEliminarHá dias (poucos) em que fico com pena de não viver em Lisboa. Hoje é um deles. Votos para que corra bem, o Paulo merece.
ResponderEliminarRui Miguel Almeida
Desejo o maior sucesso em toda a linha, ao Paulo Morais que não tenho o prazer de conhecer mas como conto ler o livro ficaremos só por isso amigos!
ResponderEliminarPorém, e espero não ser mal-entendido, parece-me que há uma certa tendência actual para se escrever sobre a própria doença... estarei enganado?
É que vejo tanto livro sobre o tema, por toda a parte declarações mais entrevistas e fotos de famosos ou proto-famosos que rapam o cabelo ou escrevem sobre a sua luta contra a doença, que já nem sei o que diga...
Enfim... desempregado, divorciado, doente... remete-me para o Tom Sharpe que nos faria rir a bom rir com estes condimentos...
Saudações saudáveis cá da Cidade Morena (a poder de ácido fólico e Centrum... mais umas outras coisinhas que me parecem de bom e seguro efeito).
Tudo a correr bem para os envolvidos. São testemunhos que fazem falta. A quem tem problemas semelhantes. E a quem não. Revigoram a tonicidade vital, se é que tal coisa existe.
ResponderEliminarCom muita pena minha não poderei estar presente. Mas com muita alegria minha estará o livro do Paulo na minha estante.
ResponderEliminarNa rua onde vivi 30 anos, na livraria onde comprei o primeiro livro, nem posso acreditar que não estou aí convosco para dar um abraço ao Paulo.
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