Mil livros até ao Natal

Uma aldeia portuguesa situada a mais de mil metros de altitude tem apenas cerca de 150 habitantes, dos quais 15 ou 20 são crianças e adolescentes. Mas não é por isso que não merece uma pequena biblioteca (foi, pelo menos, o que o dramaturgo Abel Neves, com casa no local, achou) e há quem esteja a lutar por ela com unhas e dentes. Em Pitões das Júnias, no concelho de Montalegre, a Junta de Freguesia quer pôr a sua gente a ler e até já tem algumas prateleiras cheias de livros que vieram de muitos lados, Brasil incluído, provando que os leitores são sempre generosos. A iniciativa Um Livro para Pitões foi lançada por Rui Barbosa, um bracarense apaixonado pelo Parque Natural da Peneda-Gerês, e tem uma página no Facebook (ver no fim da mensagem) que apela à doação. O objectivo é que se consigam 1000 livros até ao Natal para formar uma biblioteca que faz falta num lugar que é um pólo cultural muito interessante, no qual se realizam já as Jornadas das Letras Galego-Portuguesas, o Fiadeiro dos Contos e ainda a celebração do Entrudo, que leva milhares de forasteiros a Pitões. Os livros podem ser enviados pelo correio ou entregues em mão (o pretexto é, de resto, óptimo para visitar esta terra linda). De que está à espera com tanto livro lá em casa em que já não voltará a pegar?


 


 https://www.facebook.com/Um-Livro-Para-Pit%C3%B5es-171390756597979/?fref=ts


 


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Comentários

  1. Não conheço embora tenha estado lá bem perto há muitos anos.
    Parece uma aldeia lindíssima e, embora não tenha facebook, não vai ser difícil enviar alguns livros para esta nova biblioteca.
    Espero que a iniciativa tenha muito sucesso - e agora que vêm aí
    os dias frios, tão bons para ler à lareira.
    :-) Antonieta

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  2. Se calhar vou dizer um disparate, mas correrei o risco e apelo desde já à clemência extraordinária aqui da confraria:

    Um livro para Pitões, é sem dúvida uma louvável iniciativa.
    Assim haja depois quem os leia, e, não fiquem apenas a decorar uma sala qualquer. Estimo que haja...

    Porém, assalta-me uma dúvida nestas iniciativas, tal como vi acontecer nas campanhas de recolha de alimentos (sou contribuinte habitual) e em que felizmente houve o bom-senso da entidade receptora de listar o tipo de alimentos ou produtos que são mais precisos. Numa iniciativa de solidariedade para imigrantes de Leste, lembro-me de se pedirem por exemplo produtos de higiene (pessoal e para o lar)...

    Ou seja, a ajuda, o apoio e a solidariedade carecem de orientação para serem deveras eficazes, é o que quero dizer.
    Nos presente caso dos livros, pergunto: Mas e que tipo de livros se vão dar aos leitores de Pitões das Júnias?
    É que muitas vezes os livros que estão disponíveis para serem dados, são a colecção da Anita ou a Enciclopédia Verbo Juvenil que ocupam espaço lá em casa e já não têm utilidade. Ou coisas do género... mas as pessoas dão, imbuídas simultâneamente do espírito solidário e do alívio em se livrarem dos monos, só que são ofertas inúteis.

    Portanto, não me parecia nada má idéia que quando houvesse destas iniciativas se dessem algumas orientações, ou teremos bibliotecas públicas cheias de livros de pouca utilização... as Anitas mais vale oferecer aos infantários e escolas primárias da zona, idem às enciclopédias... já as colecções de livros policiais e de "cóbois" que o pai ou um familiar coleccionou enquanto fez a tropa e deixou num caixote, bem esses podem interessar aos nosso Pitões, sem desprimor mas com sentido prático.

    Saudações solidáriamente livrescas cá da Cidade Morena.

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    1. Concordo. Convém saber o que será lido ou não, as preferências. Crianças, jovens, adultos e idosos a que gostariam de ler. Eu (24 anos) li Enid Blyton, Uma aventura, Patricia, O colégio das torres e sucessores, Peter Pan, Jão sem medo, e depois enveredei pelos clássicos. Portugueses, Espanhóis, Russos, Ingleses, Franceses, Noruegueses, Japoneses, Gregos, etc. Enviar livros só porque sim, para os bichos comerem não vale a pena.
      Claro que todos merecem livros e efectivamente é um direito que deveriam ter mas há que pensar no que será realmente lido.Existem muitas bibliotecas nas cidades, escolas ou províncias que agradecem doações.

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  3. Sem dúvida uma boa ideia. Vou ver o que posso fazer em prol de. Tenho livros repetidos e outros em que já não pego. Se bem que os últimos sejam aqueles que menos gostei de ler e tenha alguma relutância em doar o que menos me atrai. Logo se vê.

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  4. Emílio Gouveia Miranda23 de setembro de 2016 às 05:45

    Excelente!

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  5. Excelente ideia e incentivo á leitura. No meu caso pessoal já doo livros essencialmente de ficção á biblioteca da Universidade Sénior da Portela-Loures, que frequento, nas disciplinas de Literatura Portuguesa e Sociedade Actualidade e Cultura. Ainda agora vou doar a colecção completa do Camilo editada pelo jornal Expresso porque já tenho todos repetidos.

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    1. à leitura
      à biblioteca
      Ai os acentos, sr. universitário...
      João Gralhas

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    2. Para a próxima seguindo as regras do novo AO não ponho acento nenhum. Pim!

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    3. «E morra o Dantas! Morra! Pim!»
      Espero que não tenha levado a mal...
      João G.

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  6. Por mera coincidência, a Déjà Lu separou hoje meia dúzia de livros que nos tinham sido doados em duplicado para mandar para Pitões.
    E não, não são enciclopédias Verbo, são livros que andam ainda pelas livrarias e que estão em óptimo estado.

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