Livros de graça
Eu bem sei que venho um pouco tarde, porque hoje é o último dia para poderem aproveitar esta dádiva, mas pode ser que morem ou passem pela Freguesia de Arroios, em Lisboa, e ainda cheguem a tempo. (E, embora não seja o caso aqui no blogue, a verdade é que não deve haver assim tanta gente interessada, digo eu, sabendo o nível de hábitos de leitura dos portugueses.) A história é esta: uns quantos livros foram espalhados por vários locais de Arroios no âmbito de uma acção conjunta da Biblioteca de S. Lázaro (a mais antiga de Lisboa) e da Junta de Freguesia de Arroios; e podem ser sessenta só num dia! Aparecem nas piscinas, em bancos de jardim, em esplanadas de cafés, em quiosques, e no fundo o que querem é alguém que lhes deite a mão, os leve para casa e, evidentemente, os leia. Há de tudo, de policiais a poesia, de livros portugueses a literatura traduzida. E o que se pretende é que as pessoas percam o medo aos livros, lhes peguem e experimentem ler… De graça, ainda por cima! Em anos anteriores, a oferta de livros acontecia na própria biblioteca, mas, claro, aparecia pouca gente, iam sempre os mesmos – e esses eram quase todos leitores firmados. Assim, sempre pode surgir alguém que queira tentar … e goste. É sempre assim que começa.
Numa primeira reação não se pega no livro. Alguém se esqueceu deste livro aqui, pensa-se. Depois de repetir muitas vezes a experiência transformar-se-à certamente num sucesso, numa espécie de atividade de culto. Muito boa ideia.
ResponderEliminarExcelente iniciativa. A semear...
ResponderEliminarNão é só esta biblioteca municipal que disponibiliza livros gratuitos aos seus frequentadores. Também a Biblioteca da Penha de França, apesar de não fazer uma divulgação concertada, oferece livros ao longo de todo o ano.
ResponderEliminar:)
Pois... isto nos dias que correm nem dados, nem digitais, nem 2 em 1, nem nada. Nem são os pobres dos livros, é mesmo a leitura que está pelas ruas da amargura.
ResponderEliminarParece ser uma boa e correcta forma de se convidar alguém a pegar num livro!
ResponderEliminarQuanto à leitura estar pelas ruas da amargura... não sei se será bem assim, pois tanto quanto me lembro vejo livros às carradas, a monte, às paletes, expostos nos pontos de venda, e, conhecendo o espírito de alguns deles, adivinho que não ocupariam tanto espaço se não vendessem ...
E direi mais, não haveria tanto festival e encontros, etc. a propósito se estivesse assim tão mau.
Estarei errado? Digam de sua justiça os Extraordinários que estão ligados profissionalmente ao sector. Creio que nunca se publicou e vendeu tanto livro...
Saudações expectantes cá da Cidade Morena.
Boa tarde. Uma ideia gira, sim senhor. Necessita é de ser mais publicitada. Essa e outras que ajam. Quanto a ler-se muito ou pouco, lê-se mais, mas menos bem. Mas, é o que eu acho.
ResponderEliminarÉ o que tamém m'a mim parece ... mais mas menos bem, se bem que seja sempre discutível o que é ler bem, claro!
EliminarPara o leitor de José Rodrigues dos Santos, Miguel Real é intragável... e para o leitor de João Ricardo Pedro, faço idéia que Tom Sharpe nem pensar... eheheh!
Caro António, li do JRS A Anjo Branco eu ? é público o que achei, de Miguel Real li O Feitiço da Índia eu ? também é pública a minha opinião, gosto de ler quase todas as críticas que o Miguel Real escreve no JL. Não conheço o João Ricardo Pedro nem o Tom Sharpe, mas o que sei eu ??
EliminarSei do que gosto eu ? sei do que não gosto de ver os outros ler. Escolhas.
Que texto esquisito que escrevi, eis o que queria escrever:
EliminarCaro António, li do JRS A Anjo Branco e é público o que achei, de Miguel Real li O Feitiço da Índia e também é pública a minha opinião, gosto de ler quase todas as críticas que o Miguel Real escreve no JL. Não conheço o João Ricardo Pedro nem o Tom Sharpe, mas o que sei eu ?
Sei do que gosto e sei do que não gosto de ver os outros ler. Escolhas.
A opinião da Ana Ribeiro é pública? não percebi.Mas quem é a Ana Ribeiro?é que, sinceramente, perdoe-se-me a ignorância, mas não faço a mínima idéia de quem seja (para além de frequentadora deste blogue, — tal como eu—).
EliminarCaro ASeverino, não sou ninguém de relevo, sou uma mera leitora.
EliminarÓ Ana não me leve a mal mas poderia perfeitamente ser alguém que escrevesse em jornais ou revistas e que eu não conhecesse. Só fiz aquele comentário porque a Ana escreveu: "A Anjo Branco e é público o que achei, de Miguel Real li O Feitiço da Índia e também é pública a minha opinião".
EliminarOra se era público, entendi eu que toda a gente o sabia, mas certamente entendi mal. Obrigado pelo esclarecimento.
Estimado ASeverino, nada disso, vou então explicar-me, possuo um blog onde escrevo/reflito sobre tudo o que vou lendo, é muito singelo. Gosto tanto de palavras como gosto de números e leio por prazer e necessidade intelectual.
EliminarNada mais.
Boa noite.
O qu'a mim me parece é que, haja o que houver, regra geral o Pacheco age (ou será "aje"?...) como deve ser.
EliminarÉ c'mò Wilt do Tom Sharpe.
O caso é que, hoje em dia, escreve-se mais, mas menos bem.
Nesse contexto -- e ainda que "ajam" muitas -- uma boa "ideia" ficaria melhorzita sem acento.
Mas, com vírgula e tudo, é o qu'eu acho.
Fico-me por aqui, qu' isto às tantas ainda o chatéia...
Está demais, esta iniciativa! Parabéns ao(s) mentor(es). Os livros vão cair em boas mãos.
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