Folio
Aqui há umas semanas, o director do Festival Literário de Ovar, Carlos Granja, dizia que os festivais deste tipo nunca eram demais; e, apesar de às vezes sentir que alguns autores não fazem senão andar de um lado para o outro a falar dos seus livros, em vez de escrever, a verdade é que todas as cidades merecem assistir a debates e conversas sobre literatura. Hoje é, de resto, a vez de começar o Folio – em Óbidos –, que tem neste ano a sua segunda edição com centenas de eventos em todas as áreas culturais e muitos convidados de peso. Falo, por exemplo de Salman Rushdie, o escritor perseguido e jurado de morte depois da publicação de Os Versículos Satânicos, ou de V.S. Naipaul, Prémio Nobel da Literatura. Mas haverá muito mais, claro, além destas vedetas: exposições (uma delas de Júlio Pomar); música (Camané vai cantar Tom Jobim, estou curiosa!); filmes (A Ópera do Malandro); conferências (Eduardo Lourenço vai falar sobre Vergílio Ferreira). É mesmo para todos os gostos, diria eu. E, para facilitar a vida a quem não tem carro e quer ficar em Óbidos até tarde, pois alguns dos eventos são à noite, o Folio fez um acordo com a CP e haverá um comboio de ida diário às 10h30, que parte da Estação do Rossio e regressa de Óbidos às 00h30. A viagem custa 10 euros, mas dá direito a leituras de poesia pelo caminho. O festival vai até dia 2 de Outubro e o programa completo pode ser consultado aqui:http://foliofestival.com/
O FÓLIO parece-me um programão!
ResponderEliminarE Óbidos é linda, ainda por cima pode-se ir de comboio. Que era coisa que eu não fazia ideia!
O tempo está ameno, e para além de todo o inspirador programa ainda tem a onomástica da ginginha .
Ciência que faz a alegria dos turistas que visitam o nosso país .
E que há-de ficar referenciada na farmacopeia do novo milénio como um componente anti-depressivo solarengo e orgânico de reconhecidas propriedades medicinais e anti-inflamatórias, reconhecidas também pelo eficaz combate aos nevoentos humores e pelos efeitos atenuantes na miopia crónica.
Saudações
Isto é um festival de festivais (literários!) ... e ainda bem, acho eu.
ResponderEliminarJá agora e pegando numa consideração feita, alguns autores era mesmo obrigá-los a andar só pelos festivais, deixando a escrita para outros, eheheh!
Saudações festivaleiras cá da Cidade Morena.
Parece bem interessante. Óbidos está de parabéns. E todos os portugueses a quem interesse e possam frequentar.
ResponderEliminarÓbidos e o Fólia merecem o maior aplauso, tal como os demais festivais: Correntes D'Escritas na Póvoa do Varzim ou o Festival Literário de Castelo Branco, a título de exemplo. Merecem o maior aplauso e sucesso.
ResponderEliminar"(...) a verdade é que todas as cidades merecem assistir a debates e conversas sobre literatura (...)", escreve-se no escrito que deu azo ao presente comentário. Absoluta verdade!
Não é cidade, não é festival, mas cabe no rodapé, em jeito de remate a este comentário, e porque também se conversa sobre literatura, dar nota do Escritos & Escritores que no último fim-de-semana de Outubro terá a sua 8.ª edição. Não é numa cidade, é na vila de Avis. Não é um Festival, é um apenas um pequeno encontro de pessoas que gostam de livros.