FIC

Começa hoje a segunda edição do FIC – Festival Internacional de Cultura, que tem lugar em Cascais e se espalha por diversos sítios, da Casa das Histórias de Paula Rego às ruas da baía, do Museu dos Condes de Castro Guimarães ao Jardim Visconde da Luz, do Casino Estoril ao paredão da praia, desta vez coberto por citações de Shakespeare, uma vez que este ano se comemora o 400.º aniversário da morte do poeta. Há convidados de peso – Caetano Veloso, Andrew Morton, David Lodge, Mathias Énard e muitos outros; e, além de mesas-redondas sobre literatura (uma delas com Caetano Veloso e o poeta António Cícero), política, história, etc., a programação inclui exposições variadas (da própria Paula Rego na sua casa, mas também das capas maravilhosas da revista Egoísta, por exemplo), um ciclo de cinema ao ar livre, concertos, leituras de poesia, teatro, gastronomia, animação infantil e ainda artes de rua para surpreender os passantes. O festival termina no dia 18 e, por isso, havendo todos os dias coisas para todos os gostos, não há razão para não ir lá fazer uma visita. Até porque também há uma Feira do Livro, aberta a partir das 16h, na qual se podem encontrar bons livros e autores a autografarem. A programação dos debates com escritores está a cargo de Inês Pedrosa e pode ser consultada aqui: fic.leya.com.


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Comentários

  1. António Luiz Pacheco9 de setembro de 2016 às 02:28

    Caetano Veloso e António Cícero, numa mesa redonda de literatura ou de poesia?

    Uma pergunta parva: Shakespeare deve ser nomeado "poeta" ou seria melhor dizer-se "dramaturgo"? Ele escreveu poesia, mas para peças teatrais tanto quanto me parece saber.

    Costumava frequentar o festival de jazz no Estoril. No início da minha vida de casado, cheguei a viver alguns anos em Cascais, ali na Quinta da Bicuda... foi uma época boa que deixou algumas saudades e pelo menos um fruto, o meu filho, que é natural e ali vive ainda! Nutro alguma simpatia pela vila de Cascais, onde ainda tenho amigos e conhecidos.

    Iria certamente ao festival!
    É uma boa notícia, sinal de que a cultura e a literatura estão vivas. Quem possa ir, aproveite mas deixe o carro onde possa e ande a pé, coisa que se faz muito bem, isso é um conselho, pois estacionamentos por lá são difíceis e adivinho que com a afluência de mais visitantes se torne até complicado.

    Saudações festivaleiras cá da Cidade Morena

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  2. Sem dúvida um bom programa para quem pode e o deseja. A ver e ouvir. Podia, por exemplo, passar na rádio...

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  3. Tantos e tão bons que até dói não poder ir.
    E a Beatriz tem razão, podia passar na rádio, só que não é um jogo de futebol...
    Alô, alô, Luís Caetano da Antena 2, será que não dá para fazer uma reportagem?
    :-) Antonieta

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  4. Até parece a Califórnia!
    Num muito bom sentido, é claro.
    Viva Shaskespeare e Cascais
    e tudo o mais...

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    Respostas
    1. O cansaço dá nisto, pareço uma sopa de ervilhas feita por um avarento. O caldo é o meu estado anímico e as ervilhas esparsas, são as minhas ideias, até já me engano a escrever Shakespeare!
      Válha-me o protector dos duendes!

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    2. ACTO V , cena II

      Fala de Puck:
      Se vos causamos enfado por sermos sombras, azado plano sugiro: é pensar que estivestes a
      sonhar; foi tudo mera visão no correr desta sessão. Senhoras e cavalheiros, não vos mostreis zombeteiros;
      se me quiserdes perdoar, melhor coisa hei de vos dar. Puck eu sou, honesto e bravo; se eu puder fugir do
      agravo da língua má da serpente, vereis que Puck não mente. Liberto, assim, dos apodos, eu digo
      boa-noite a todos. Se a mão me derdes, agora, vai Robim, alegre, embora.

      Digam lá da minha cultura, hein! Eheheheh!

      Olha Puck, eu cá sinto-me totalmente Oberon!

      Saudações shakespereanas cá da Morena Cidade!

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    3. Caro Pacheco,
      A sua cultura anda bem e recomenda-se, já a minha tem dias!
      Estou sempre no ano zero, no entanto esforço-me sobretudo a aprender, sempre.
      Saudações cordiais,
      cá do meio de Nenhures Federal State, instalado num "Killer room" do pior, que já me obliterou duas pernas e se não saio daqui depressa, deste hotel " a la Twin peacks", ainda me vejo no meio de algum " poltergeist " onde voam as portas dos armários ou qualquer coisa no género.

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