Escrever sem erros
Há quem pense que os doutores (os que tiraram um curso universitário, enfim) ou mesmo os escritores não dão erros, mas a verdade é que muitos, mesmo tendo estudado, escrevem de forma incorrecta, sobretudo palavras que ouviram muitas vezes mas nunca viram escritas. Eu, por exemplo, escrevia «atarrachar» em vez de «atarraxar», que é a forma correcta, até ver a palavra escrita por alguém que respeitava e ter conferido no dicionário que andava enganada havia muitos anos. Acontece a muito boa gente e não é crime, mas devemos obviamente tentar evitar escrever com erros. Marco Neves, que se tem vindo a especializar na área da revisão, dá umas dicas no blogue Certas Palavras para nos ajudar a corrigir os erros ortográficos, entre elas, claro, ler muito, ler cada vez mais. Porém, aconselha também a que sejamos humildes e aceitemos que não sabemos tudo, o primeiro passo para desconfiarmos de nós próprios e irmos ver tudo aquilo de que não estamos 100% seguros, aprendendo assim a rever os nossos textos antes de os mostrarmos a alguém, embora possamos pedir a um amigo em quem tenhamos confiança nestas coisas que os leia também (quatro olhos vêem mais do que dois). Os dicionários são igualmente de grande ajuda, entre eles o do processador de texto, que sublinha habitualmente palavras mal escritas a vermelho no ecrã do computador; mas não chega – um bom dicionário online ou em papel faz muita falta e consegue tirar muitas dúvidas. Rever com cuidado é também meio caminho andado para limpar gralhas; e ter a noção dos erros que cometemos mais frequentemente para estarmos mais atentos a esses também se revela fundamental. Se quiserem espreitar o blogue de Marco Neves, façam-no, pois vale muito a pena.
Excelentes sugestões.
ResponderEliminarJá la fui algumas vezes, suponho que a conselho do Horas Extraordinárias; é interessante para algumas situações, mas não me entusiasmou.
ResponderEliminarNa actualidade acontece-me algo que não acontecia quando comecei a escrever: tenho dúvidas de estou a escrever bem ou mal algumas palavras.
ResponderEliminarE também tenho o mesmo problema com a Rosário com algumas palavras, muito pela forma como ouvimos os outros "falar". Durante algum tempo pensava que algália era argália...
E também nunca fui um purista e sou um péssimo caçador de gralhas. Tantas vezes que olho para um texto e leio-o com a palavra que falta...
Não leve a mal, mas essa da argália / algália faz-me lembrar aqueles versos que o chulo (ou será xulo?...) dedicou à sua “protegida”:
Eliminar«Os teus olhos têm álcaro,
Também têm resmatível.
Quando olho para eles
Até me mete impossível.”
Confesso que, pós Acordo Ortográfico. muitas vezes dou comigo a pensar: mas escreve-se assim??? ou será assim??? e com variadíssimas palavras -e confusão perdura-.
ResponderEliminarVou espreitar a sugestão... A questão do acordo (com o qual entro em guerra muitas vezes!) veio suscitar dúvidas onde antes não existiam...
ResponderEliminarInteressante... mas óbvio, hum, será o tal orgulho que temos de evitar? Ou será porque já havia lido algures e creio que não da autoria do bloguista?
ResponderEliminarUma coisa é certa: dou erros e muitos! Por variadíssimas razões que vão da ignorância à falta de atenção, porém o corrector automático que está a sublinhar a vermelho a palavra corrector (mas eu escrevo mesmo corrector porque digo corrector!) não me ajuda lá muito dado que não aderi e nem conto aderir ao famigerado acordo ortográfico, mas às vezes sublinha a azul a construcção (não digo construção mas aprendi a escrever assim!) de frases o que se torna útil. Embora para quem escreva nem sempre, explico: é que muitas vezes sugere usar outra palavra ou não reconhece o termo (gíria) e isso compete ao autor e não a uma máquina analítica mas cega e insensível.
Saudações de um errante cá da Cidade Morena!
Lá está! Devia ter lido antes de publicar e verificado que falta uma vírgula em "... de frases o que se torna útil ... "
EliminarHélas...
Eu também não respeito o AO - mas em nenhum desacordo, o "c" de "corrector" se leu. Muito menos o "c" intruso, na palavra "construção", existiu.
EliminarPois, pode ser e se o diz assim será... mas eu digo correcção e como tal digo corrector... e escrevo o c intruso. Tal como em construção... já não me apetece desaprender o que aprendi, que quer.
EliminarMas obrigado pela informação.
:) Eu deveria ter dito: "em nenhum 'desacordo' do meu tempo". Concordo consigo, em absoluto, quando diz que não lhe apetece desaprender o que aprendeu. A mim também não, nem que seja por respeito à minha professora das primeiras classes, que era uma santa-paciência. Saudações para si, e obrigada pela cordialidade saudável da interacção.
EliminarOra essa, afinal nós somos Extraordinários!
EliminarAhahah!
Mas olha que eu acho que é mesmo - atarrachar - e não atarraxar...
ResponderEliminarEnfim, todos damos erros. Tenho visto por aqui e em escritos de altíssíssississima erudição, erros de cair para o lado! Já para não falar das pontuações que isso é de gritos!
A verdade é que todos damos erros. Sem dúvida. Uns mais do que outros, mas damos.
Cristina Carvalho
Ainda a respeito do meu poste anterior: quando digo - tenho visto por aqui - este - por aqui - quero referir-me à internet no geral.
EliminarCristina Carvalho
Já agora uma lengalenga por demais conhecida cheia de "erros": "Meu coração por ti(gela); Ando á procura de ti no tacho (não te acho); Passo por ti e não molhas (me olhas); Vê-se mesmo que já não mamas (me amas)".
ResponderEliminarSó que o maldito (des)acordo baralha-me de tal maneira que já tem vezes que não sei escrever...
ResponderEliminarSugeria que no corpo do texto fosse incluído o link para o blog. Facilmente chegarei lá através do Google mas será mais imediato para quem lê o post.
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