Digitalizar livros
Há ainda muitos livros impressos nas nossas estantes que são de um tempo anterior aos computadores e à paginação electrónica. Foram publicados no tempo dos caracteres de chumbo ou dos fotolitos e, por isso, não há ficheiros digitais nos quais estejam guardados. De vez em quando, alguém se lembra de que seria bom pô-los outra vez a circular no mercado e, quando isso acontece, dá muito jeito que alguém que tenha o livro em casa o empreste para ser digitalizado. Para dizer a verdade, fujo de o fazer; porque normalmente é preciso desfazer o livro, separá-lo da capa e digitalizar uma página de cada vez. Quando mo devolvem, é raro estar nas melhores condições… Mas parece que esse problema vai ser em breve resolvido: uma equipa de investigadores do MIT está a desenvolver uma tecnologia avançada que permitirá digitalizar livros inteiros – pasme-se! – sem ter de os abrir. Esquisito, não? Também me pareceu, mas leio que é possível com o recurso a radiação tetrahertz, que é absorvida pelo papel e pela tinta de uma forma especial. Não pesco nada da matéria (por isso vos deixo um vídeo, em inglês, que podem ver e ouvir), mas, se isto for para a frente, tenho a certeza de que muitíssimas bibliotecas do mundo ficarão gratas a estes investigadores.
Ora aí está uma boa notícia!
ResponderEliminarAs invenções assim boas e úteis é que nos animam, sinal de que há quem esteja atento e disposto a fazer bom uso das capacidades, da ciência e das tecnologias!
Saudações contentes, cá da Cidade Morena!
Fantástica tecnologia, filha do génio humano!
ResponderEliminarA tecnologia, quase ficção científica, ao serviço do povo: será um belo instrumento a ser colocado em museus para permitir a consulta de livros antigos, cuja manipulação lhes é tão prejudicial.
ResponderEliminarPara digitalizar os livros a reeditar, dos quais não existe suporte eletrónico (os da era do fotolito), uso um processo que não precisa destruir o livro, que em vez de ler folha a folha (em scanner plano), lê, ou melhor, fotografa e o livro fica intocável. A trabalheira vem depois, que é limpar os gralhas decorrentes do OCR, em que alguns softwares interpretam muito mal.
Saudações !
Muito bem, agradecemos a sua explicação!
EliminarOop’s que até dói! Não imaginava sequer, que para digitalizar um livro era preciso ter de o dissecar.
ResponderEliminarVenha de lá a radiação tetrahertz ou outra, que permita copiar os livros sem os magoar.
Já tinha visto esta notícia, na transversal e nem tinha prestado muita atenção.
Mas explicado assim, faz de facto muita diferença.
Reparei também na equipa dos investigadores, os jovens cientistas das mais diversas proveniências a fazer jus, aos nomes.
É assim, quando a humanidade se une, “... o mundo pula e avança, como bola colorida, entre as mãos de uma criança.”
Gostei também do magno gesto, nada subliminar e sim profundamente intencional do jovem investigador no final, nos remeter para o livro do professor Kinu.
E sobretudo, porque me deu a conhecer um livro que acho que vai ser uma prenda de natal fantástica. Para alguém que dizia aos seis anos, que a gravidade era uma espécie de cola, que colava os planetas ao céu. E assim é, entre outras coisas.
Na altura, esta conclusão valeu-me ser chamado à escola por mor da demasiada imaginação do meu filho.
Vá se lá explicar, que há coisas que são genéticas e que a imaginação nunca foi um sinal de menos. Mas sim um MAIS muito MAIS.
“ PARA O INFINITO E MAIS ALÉM”
Buzz Lightyar
Quando preciso de coisas boas, passo por aqui. Obrigado por continuar a fazer Horas.
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