A Vegetariana
E pronto, A Vegetariana já está na rua! Vencedor do Man Booker International Prize há uns meses, eis o livro de Han Kang que destronou obras de Elena Ferrante, José Eduardo Agualusa e até o Nobel Pahmuk e desde então vendeu cerca de meio milhão de exemplares só na Coreia, país natal da autora. É a história de uma mulher que era absolutamente normal. Nem bonita nem feia. Fazia as coisas sem entusiasmo de maior, mas também nunca reclamava. Deixava o marido viver a sua vida sem sobressaltos, como ele sempre gostara. Até ao dia em que teve um sonho terrível e decidiu tornar-se vegetariana. E essa sua renúncia à carne – que, a princípio, ninguém aceitou ou compreendeu – acabou por desencadear reacções extremadas da sua família. Tão extremadas que mudaram radicalmente a vida a vários dos seus membros – o marido, o cunhado, a irmã e, claro, ela própria. A violência do sonho aliada à violência do real só tornou as coisas piores; e então, além de querer ser vegetariana, ela quis ser puramente vegetal e transformar-se numa árvore. Talvez uma árvore sofra menos do que um ser humano… Um romance mesmo bom, de que Ian McEwan disse merecer todo o sucesso que alcançou. A tradução é de Maria do Carmo Figueira. Leiam, leiam.
Tenho mesmo de ler... mas a minha actual condição com uma forte anemia, não me permitirá por agora converter ao regime, ahahah! Tenho mesmo de comer carne vermelha e fígado, em sangue claro!
ResponderEliminarEste é dos que não vou perder!
Saudações anémicas cá da Cidade Morena.
Dizem que o hábito faz o monge! A degustação é uma coisa alimentação outra. Ah, gemada faz bem caríssimo ALP.
ResponderEliminar...a Cláudia em dia de língua portuguesa:).
EliminarTenho um livro para troca na FNAC. Acho que escolho A vegetariana. Nem que seja para avaliar se vale a pena tanta fama e proveito.
ResponderEliminarE pronto, comprei-o anteontem à tarde, comecei a lê-lo à noite e acabei-o ontem a seguir ao almoço.
ResponderEliminarÉ um livro de leitura imparável, mas é também um daqueles livros para releitura de algumas partes (os sonhos) e, sobretudo, para trocar impressões com outros leitores. À falta de um clube de leitura recorri à net e encontrei recensões e entrevistas bem interessantes.
E ontem apeteceu-me mesmo dar os parabéns à Rosário pela edição
deste livro, mas o tema do Horas era outro...
Faço-o hoje com muito gosto.
Parabéns e obrigada.
E leiam, leiam.
Apenas um senão: ser em acordês.
:-) Antonieta
Pronto, este é que não vou ler!
ResponderEliminarDesculpem, não quero ser descortês.
Eu não sei em que mundos vivem, mas no meu, o que eu mais vejo é seres a passarem ao vegetal.
Não o estado neurológico, mas o estado animista, aquele em que o olhar já se solta de todas as coisas. Em que o corpo se recusa a ser corpo, para só ser um envólucro, como um embrulho de cartão.
Pessoas que foram gente, caminham ao meu lado sem amanhã. E são tantas.
Pessoas essas, que nem os sonhos lhe restam, habitadas que estão por todos os apocalipses.
Algumas, já nem lhes resta desejo nenhum e de vegetal passaram ao fóssil, animadas só e apenas pela teimosa persistência duns vasos sanguíneos bem calibrados.
É uma paisagem quieta e lúgubre no prenúncio de um olhar.
Assusta-me! Porque a sei real.
Emprestem-me umas asas, por favor.
" Talvez uma árvore sofra menos que um ser humano..."
Teremos sempre de perguntar ás arvores...
- sou o Puck
EliminarNa esteira do comentário acima também não vou ler. Não acho original. Milhões de pessoas mudam de regime alimentar quer sejam vegans ou vegetarianos, acho o motivo banal para ser consagrado com prémios. Aposto no novo Ian McEwan "Numa Casca de Noz" em que um feto ainda na barriga da mãe em estado adiantado de gravidez observa e vê tudo, inclusive a trama que planeia a grávida para envenenar o marido, pai da criança, de conluio com o seu amante e cunhado. Além deste a minha prioridade vai para "Humilhados e Ofendidos" do Dostoievski que saiu agora na Presença. Bom proveito. Vegetariano não sou.
ResponderEliminarPois, caro Albertino, não quer ler não leia. Pode e deve escolher os livros que pretende ler, só lhe posso dizer que o título é enganador e é apenas a ponta do iceberg para outros problemas bem mais graves.
EliminarO McEwan, aliás, descreve-o assim:
«Um pequeno romance sobre sexualidade e loucura que merece
todo o sucesso que alcançou.»
Também quero ler o Nutshell, se bem que a ideia do feto não é tão original assim. Quando li a sinopse lembrei-me logo das primeiras páginas da Eterna Demanda, da Pearl S. Buck, que descreve um nascimento na perspectiva do feto.
Boas leituras!
:-) Antonieta
Ó! Gostava que tivesse ganho o José E. Agualusa, gosto muito da sua escrita. Realmente acabei por não me aperceber que não tinha sido ele o vencedor.
ResponderEliminarDa Elena Ferrante, li o primeiro volume, A Amiga Genial e não fiquei com vontade de continuar os restantes volumes que compõem a saga.
Ainda não li nada de Orhan Pahmuk, mas é um autor que quero conhecer.
Quanto à feliz premiada, também não conheço. Talvez um dia.