Um estranho enigma
Nunca fui grande apologista de trabalhos de grupo e, embora tenha escrito mais de vinte livros a meias, penso sempre que o trabalho me rende mais se o fizer sozinha. E, no entanto, não pude resistir a um apelo que me fizeram recentemente do Centro Nacional de Cultura (Guilherme de Oliveira Martins nem precisou de ser demasiado insistente) para participar na escrita de um folhetim de Verão intitulado Um Estranho Enigma com mais nove escritores (e ilustrado pelo talentosíssimo Nuno Saraiva). Os autores são, além de mim, Afonso Cruz, Ana Margarida de Carvalho, António Carlos Cortez, Djaimilia Pereira de Almeida, José Jorge Letria, Luísa Costa Gomes, Manuel Alberto Valente, Nuno Júdice e Patrícia Portela – ou seja, uma paleta bastante variada de idades, estilos e universos. Um dos escritores começa (o público leitor não saberá até ao fim quem escreveu o quê) e, semanalmente, à sexta-feira, o texto é publicado no site do Centro Nacional de Cultura (e noutras páginas cujos links revelo no fim deste post). Este é um verdadeiro cadavre exquis, cuja publicação foi iniciada no primeiro dia deste mês, pelo que hoje, dia 11, já terá os dois primeiros capítulos para ler, se tiver vontade. Eu, que já lá fui espreitar, acho que vale mesmo a pena. O folhetim termina a 2 de Setembro, dia em que o enigma será, imagino eu, resolvido.
http://www.e-cultura.sapo.pt/artigo/21101
https://facebook.com/centronacionaldecultura/posts/1115721728449058
https://www.facebook.com/cnc.ecultura/posts/1024852284278213
Deve mesmo ser necessário pedir-se a escritores tal tarefa. Em tempos tive um blogue onde fiz uma proposta do mesmo género e os respondentes em três linhas arrumaram o assunto.
ResponderEliminarA Beatriz havia de fazer como fizeram os autores de “O Código d’Avintes”: umas jantaradas lá em Avintes, e tal… O facto é que daí resultou um livro divertido, para nós, os leitores, e para eles, os autores (imagino a inveja que terá sentido Dan Brown).
EliminarNão quero com isto dizer que este “O Estranho Enigma” não venha a ser também interessante. Até porque, certamente, haverá também pretextos (pré-textos…) para umas confraternizações gastronómicas entre os dez autores. Só têm de cuidar de não beber um copito a mais para não correrem o risco de denunciar o enigma de quem já escreveu o quê…
Pois é, pois é...mas a intenção era a mesma, que as pessoas dessem largas à imaginação. Não esperaria a qualidade dos famosos que agora participam e escrevem o enigma, mas estava longe daquele máximo de três linhas.
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