Um escritor do lado de fora
Habitualmente, quem ganha os principais prémios literários (nacionais ou internacionais, tanto faz) são os escritores conhecidos ou consagrados; mas já aconteceu por várias vezes um escritor arrebatar um galardão de respeito com a sua obra de estreia. Esse escritor será, no entanto, quase sempre alguém que já conhece o meio, que trabalha nele ou escreve em jornais, que segue o mercado de perto e sabe como as coisas funcionam. Mas, embora raramente, aparece às vezes uma pessoa que vem de fora do meio, desconhece quase tudo dele, viveu a vida sempre à margem da actividade literária e, de repente, chega e vence inesperadamente um dos mais cobiçados prémios da literatura. Foi este o caso de DBC Pierre, por exemplo, que confessou que a primeira vez que viu um escritor ao vivo foi no vestíbulo da sua editora britânica no dia em que foi assinar o contrato para o livro Vernon Little, O Bode Expiatório, que viria a ganhar o Booker Prize. Até esse momento, tinha sido de tudo um pouco, mas não escritor, e considera que foi a sua experiência de vida como actor, consumidor de drogas, cartoonista ou candidato a toureiro que o levou a escrever, e nada mais. Agora, aos aspirantes a escritores, diz: “Comecem a escrever e, ao primeiro sinal de algo inesperado, parem. Depois, comecem o livro nesse ponto.”
Buenos dias Dra. Maria do Rosário! Até parece que é Natal todo santo dia e, sinceramente faz-se presente lá... em Dezembro. Aplica-se (também) a nem todos os dias utilizar-me portunhol. Obviamente uma coisa está a ser regra e outra padrão mas, convenhamos se consultar Harold Bloom, livro "Onde encontrar a Sabedoria" este cita o famoso psicanilista (...) 'Freud fala de "conceitos de fronteira" e Agostinho é um criador de conceito de fronteiras, de vez que se posiciona entre antigas obras do pensamento grego e da religião bíblica'(...) e, mais adiante (...) 'Agostinho e Freud são antitéticos, exceto em uma característica: são os escritores mais tendenciosos que conheço. Ambos têm intenções concretas em relação ao leitor, e sabem exatamente aonde desejam levá-lo'(...) pág.309.
ResponderEliminarAs pessoas - quase todas as pessoas, eu incluída - gostam de aconselhar e aconselham até sem o pretenderem. Mas, baseado no seu modo de sentir e na experiência, cada escritor diz de seu. Até nesse ponto, cada um que queira escrever tem de encontrar modo próprio.
ResponderEliminar- Pensava eu que a sorte andava cheia de dioptrias!
ResponderEliminarE não é que com o DBC Pierre acertou no porta-aviões!
Caro Pacheco,
Tenho andado um"Puck" atarefado, por isso não consegui responder.
Mas cá vai. " A Sombra do vento" é tudo o que conseguir ler na net e muito mais.
Foi considerado um romance gótico( seja lá o que isso fôr), talvez porque se encontra lá uns pózinhos de Poe.
Mas nem assim perde força, ele o autor (Carlos Ruiz Zafón) não copia, entra por esses ambientes e leva-nos com ele.
Este livro tem aquela fórmula secreta de transformar os personagens em pessoas reais. Não lhe quero estragar a leitura, mas espere até conhecer o Fermín Romero Torres, o Daniel Sampere e outros.
Perca-se por favor no Cemitério dos livros esquecidos, numa madrugada de uma Barcelona brumosa.
Um dia, e se assim estiver de acordo o acaso, contar-lhe-ei uma história sobre este lugar, pois parece que cada cidade tem o seu...
As palavras deste livro
é como se o sábio que vive nos ventos, as sopra-se, uma vezes em prosa outras quase poema e de tal forma real, que o realismo fica a parecer uma fotografia á aura.
E é disto que o livro é feito, duma autenticidade genuína, honesta.
Se aquele mundo não existia, passou a existir.
Saudações cordiais e se houver"sugus"por aí nunca deixe de os comprar...
( segundo o Fermín ajudam em tudo:)
Desculpe o erro.
ResponderEliminarLeia soprasse e não sopra-se.
Vá se lá confiar num duende que tem de se levantar ás seis da manhã.
Puck