Dançar

Dizem que dançar é uma coisa maravilhosa que faz bem à saúde física e mental. Eu delicio-me a ver dançar quem sabe e já não dou uns passos de dança há mesmo muito tempo, mas, quando se usava dançar, também me fazia sentir bem. A dança liberta – e é sobre isso também que fala o livro que hoje vos trago, Dança, assinado por um dos maiores ilustradores portugueses – João Fazenda, com quem já tive a sorte de poder trabalhar na minha biografia de Amália para os mais novos. Mas desta feita João Fazenda trabalhou absolutamente sozinho e conseguiu contar uma história em imagens – a de um homem viciado em trabalho que não se consegue descontrair nem arranjar um momento de pausa para dar um passinho de dança com a mulher. Este livro cheio de cores mostra bem a tensão do homem e a descontracção da mulher e foi muito justamente distinguido recentemente com o Prémio Nacional de Ilustração 2015, promovido pela Direcção-Geral do Livro, Arquivos e Bibliotecas, naquela que é a sua vigésima edição. Receberam ainda menções especiais do júri Yara Kono e Bernardo Carvalho – e já se sabe que por aí se diz que são sempre os mesmos a cativar o júri, mas a verdade é que todos eles são muito bons! Dance-se um pouco com este livro!


 

Comentários

  1. Emílio Gouveia Miranda22 de julho de 2016 às 01:29

    Ora, aí está algo que não decididamente capaz de fazer: dançar. Paciência! Talvez em mim a dança seja um movimento interior...

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  2. Oh que coisa, são dois comentários de seguida com opinião semelhante, também não sei dançar, o meu corpo é imune à música. Mas quem sabe a alma dance.

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  3. Cláudia da Silva Tomazi22 de julho de 2016 às 03:54

    Ora vejam, um livro de Dança! Será que lembraram-se de lá pôr a magnífica dança alentejana?!

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  4. António Luiz Pacheco22 de julho de 2016 às 04:41

    Vou destoar para ser diferente... não sou propriamente um dançarino, mas no meu tempo dançava com alguma desenvoltura, passodobles, tango, valsa... minha mãe, tias e avó fazendo questão de ensinar e treinava com as minhas primas! Também aprendi o twist e depois abanava o capacete ao som dos Led Zeppelin ou agarradinho, ao som do Santana... eheheh!

    Gosto muitíssimo de música, toda ela - apenas não aprecio Lied e nem por isso música de câmara, talvez e justamente porque não mexe nada com o corpo? Enfim, mas e o fado ou a ópera? O cante? Bem, essas mexem-me com a alma...

    Talvez o meu género preferido seja mesmo o rithm & blues e o smooth jazz que mexem mesmo!

    Nunca percebi que a dança libertasse, no entanto... apenas gostava de me mover ao som daquilo que me caía bem!

    Saudações ritmadas cá da Cidade Morena!

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  5. O João tem traço!
    Mas talvez mais que o traço , seja a sua mistura entre a ilustração e a pintura.
    E humor!
    Gosto muito.
    Para quem não sabe, a ilustração tem sido uma espécie de parente pobre lá para os lados de Belas artes.
    Merecido prémio.
    Quanto há dança, ah a dança.
    Convoca em mim todas as latitudes distantes do meu DNA.
    Da música pimba, passando pelo " Die fledermaus", toda a música dançavel e até, com certas conjugações astronómicas, vai um fadinho:)
    Mas voltando aos prémios, que há uma certa endogenia nas elites intelectuais deste país. Há.
    Mas aproveitemos o hoje...
    Puck

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    Respostas
    1. António Luiz Pacheco23 de julho de 2016 às 10:31

      Eheheh! Só mesmo o Puck para gostar de morcegos.... mas tem toda a razão, e não será por acaso que a abertura dessa ópera é muitas vezes usada nos desenhos animados!

      Aliás nunca repararam que os desenhos animados - falo daqueles a sério e mesmo bons, clássicos - têm sempre por fundo música clássica?
      Penso que tem a ver com o facto de casarem com a parte descritiva.

      Lembro-me daqueles programas que davam na RTP (única) com o maestro Leonardo Bernstein, cujo nome não recordo mas era música para a juventude e onde ele ensinava música clássica num palco, com jovens na plateia. Lembro-me de ele pôr a orquestra a tocar o D. Quixote e não haver reacção do jovem público, depois ele contou uma história e desafiou a malta a imaginar que o superhomem ia libertar um amigo preso na cadeia de um vilão, e explicou passo a passo exemplificando com os trechos, o herói a surgir de rompante, a investir pelos guardas, a quebrar as barras, o vilão a aparecer... etc. No fim disse que iam ver o filme todo e tocou a peça inteira, foi completamente diferente a forma como se ouviu e a reacção! É deveras também a magia da música!

      Saudações de uma noite aqui nem por isso de Verão.

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