Colômbia premiada
Mais logo, pelas 17h30, nas novas (e creio de belas) instalações da Casa da América Latina em Lisboa, será entregue o Prémio de Literatura 2016 a Juan Gabriel Vásquez, pelo seu romance As Reputações. Não li ainda esta obra do escritor colombiano que, por acaso, conheci há muitos anos num festival no Norte de Espanha (nessa altura ele vivia em Barcelona) e reencontrei com grande alegria no ano passado, quando fui à Colômbia, num muito simpático jantar em casa de Pedro Rapoula, o actual director da Feira do Livro de Bogotá. Mas até aposto que o prémio é merecido, porque o seu primeiro romance que me chegou às mãos, Los Informantes, de 2004, era, apesar da sua estreia, um texto de grande maturidade literária, confirmada, aliás, por O Barulho das Coisas ao cair, com traduções em mais de dez línguas e o grande aplauso da crítica em todo o lado, incluindo em Inglaterra, aonde é difícil chegar. Por isso, se já conhece este escritor ou quer conhecê-lo pessoalmente, apareça logo mais na sessão da entrega deste prémio e, não podendo, faça o favor de ler um dos seus belos romances.
Fica registado. Obrigado.
ResponderEliminarObrigado. Era-me completamente desconhecido. Vou anotar.
ResponderEliminarBom dia! Claro, livros traduzidos em dez línguas donde o escritor pouco ou nada o conhecemos, torna-se privilégio monótono ou tributo aos desconhecidos. Sinceramente passa ao lado gente empenhada neste alpinismo cultural de Espanha. Mas, é óbvia e respeitável vossa recomendação de quando surgir oportunidade lê-lo.
ResponderEliminarCom relação o povo britânico, uns visionários e lhes intriga superfícies lisas.
Anónima????
EliminarAhahahah! Eu sei quem é! Eu sei...
Claro que sabe. Tenha um bom dia Pacheco.
EliminarEheheh! Os ingleses destacaram-se sempre como alpinistas, fossem os piratas a subir ao mastro grande para localizar os nossos navios, fosse o sir Edmund Hilary a subir o Everest!
EliminarBom fim de semana Extraordinária Cláudia!
Por falar em “subir ao mastro grande para localizar”, sabe por acaso o Pacheco como era chamado o cesto da gávea, colocado lá no cimo do mastro grande, nas primeiras caravelas portuguesas, que foram construídas no Porto, com a colaboração de pessoal galego?
EliminarSe sabe, não responda com as letras todas, que alguns Extraordinários podem achar mal.
Mas é um termo náutico... como traquete, aliás!
EliminarO pessoal conhece o termo cesto da gávea... mas na verdade este cesto onde o vigia se colocava, chamava-se "caralho"... aliás a correspondência entre termos náuticos e sexuais é grande, sabem o que significa "verga" também, ou "mastro"?
Me perdoem, mas é literatura e creio que somos adultos, não estará descontextualizada a nossa conversa, creio eu pelo que não é mera obscenidade, mas peço sinceras desculpas se alguém se sentir desconfortável com a crueza do meu linguajar.
Saudações vernáculas cá da Cidade Morena.
Ora bem, Pacheco. De facto, e embora não pareça, a nossa conversa não está lá muito descontextualizada. Veio a propósito daquelas palavras da Cláudia, que nos disse que “(..) o povo britânico (…) lhes intriga as superfícies lisas”. Depois você introduziu a questão de os ingleses gostarem de “subir ao mastro grande”, o qual, sendo embora grande, é uma superfície lisa, mas que ainda assim lhes permite, àqueles piratas, irem para o caralho espreitar a ver se localizam os nossos navios, e outras coscuvilhices. Depois, entretidos e agitados a espiar lá de cima, deixam cair o que calha, e nós, cá em baixo, é que – para voltar ao tema do post – ainda hoje temos de aturar “O Barulho das Coisas ao Cair”, por causa do Brexit , e tal…
EliminarPortanto, se os ingleses não querem navegar connosco na mesma nau, que não nos chateiem e vão para o caralho da nau deles.
Não obstante, o que historicamente importa registar é que as nossas primeiras caravelas com caralho foram construídas no Porto – e daí o frequente e generalizado uso do termo, que por aqui, ao contrário de Lisboa, ninguém leva a mal. É aqui tão corrente que, digamos, já “não faz barulho ao cair”.
Um abraço.
Ahahahah!
EliminarQue delícia de texto, ó J.J.!
Um grande abraço aí para Amarante - a saparia anda em grande, imagino...
Li "O Barulho das Coisas ao cair", há uns anos, poucos... sei lá, uns 4 ou 5. Trouxe-o até comigo para o Cariango, onde o li.
ResponderEliminarÉ um livro que espelha uma realidade que não é estranha a quem leia autores Sul-americanos, se bem que o tema e o ambiente sejam os actuais e já não os dos coronéis, mas vai dar no mesmo... um belíssimo livro aliás.
Saudações da Cidade Morena, onde há generais...
Faltou--lhe dizer quem traduziu, Maria do Rosário.
ResponderEliminarNão me diga... ahahahah!
EliminarMas claro, isso explica a qualidade da versão portuguesa e não o digo por gentileza mas porque já me habituou a ela (qualidade).
Saudações agradecidas cá da Cidade Morena!
Tem razão, mas é que não tenho o livro e a notícia do prémio eram só duas linhas... Fui ver, em todo o caso, à página da editora e o tradutor é Vasco Gato (um poeta, para quem não saiba).
EliminarLi "O barulho das coisas ao cair". Gostei.
ResponderEliminarABC