60 anos!
Não faltam muitos anos para me tornar sexagenária (que palavra terrível), mas a Fundação Calouste Gulbenkian – um verdadeiro marco nas actividades culturais dos lisboetas (e não só) desde que me lembro – está quase quase a cumprir 60 anos (no próximo dia 23, na verdade). Para os comemorar, de resto, apresenta uma programação especial e muito rica, apontando em várias direcções, entre as quais o cinema, a música, a pintura e a literatura. Os magníficos jardins serão «ocupados» de todas as maneiras e feitios, realizando-se concertos nos anfiteatros ao ar livre e noutros locais menos convencionais, leituras e até workshops, assim o tempo ajude. E lá dentro, claro, também não faltarão espectáculos e exposições, porque não é todos os anos que se chega aos 60 com tanto vigor e memórias tão boas. No conjunto de iniciativas, destaca-se, aliás, uma curiosidade: sendo o senhor Gulbenkian de nacionalidade arménia, o legado arménio por ele deixado será mostrado nestas comemorações através de objectos e também de actividades que darão a conhecer aos visitantes a história e a cultura da Arménia. O programa poderá ser consultado no site da Fundação. Parabéns a esta grande casa!
Tenho vários motivos para gostar da Fundação, um deles era publicarem livros técnicos (manuais, compêndios) a preços acessíveis.
ResponderEliminarNão sei se ainda o fazem... mas a sua actividade cultural e o seu legado não são únicos no país, são talvez os de maior vulto, julgo eu.
Saudações sexagenárias cá da Cidade Morena.
Bolas... faltou ali o "se" ...
EliminarE merece mesmo parabéns!
ResponderEliminarFez (e continua a fazer...) mais que o chamado Estado pela Cultura no nosso país.
As suas bolsas tornaram "gente grande" em "gigantes" da Cultura, com benefícios para todos nós.
Longa Vida a esta magnífica instituição portuguesa, marco da nossa identidade, da nossa solidariedade e da nossa generosidade. Sessenta anos não são nada, mas o que esta instituição já proporcionou nestes 60 anos é de incomensurável valor. Votos de que viva e sirva outros sessenta (para já).
ResponderEliminarEm 1º lugar devo à Fundação duas coisas pelas quais lhe estou eternamente grato: uma bolsa de estudo que me permitiu estudar do 1º até ao antigo 7º ano do Liceu;e a possibilidade de frequentar a biblioteca itinerante nos anos 60 (eu vivia na Beira Alta) pondo-me em contacto com a grande literatura. Depois já na faculdade não esqueço os concertos, as exposições, os ciclos de cinema do Bénard da Costa, o Jazz em Agosto, a sua Biblioteca de Arte, etc. Abençoado Gulbenkian que dotou Portugal do verdadeiro Ministério da Cultura que nunca houve no Estado Novo.
ResponderEliminarSessenta anos! Isso mesmo 60! E havia um certo homem que certo dia quis preencher um cheque de 60 contos e, não sabendo a grafia correta - se sessenta, se secenta, se cessenta - fez 2 cheques de 30.
ResponderEliminarE, quem ao seu lado 60, 70.
E venham mais 30, 60, 70, 100 anos para tão digna Fundação. Parabéns FCB.
E todo este trá-lá-lá para dizer que não sei se foram 60 se 100 ou mais dias sem que por aqui passasse. Tive mais de 1000 saudades. De verdade. Tantas... e foram elas que me fizeram voltar.
Saudades de Rosário, das areias finas e brancas da Praia Morena, Baía Farta, etc; saudades de Eme, Severino, Beatriz e de todos, sem citar mais nomes, mas todinhos. Todos sábios e cultos. Por incrível que possa parecer, até de Cláudia, aquela que lemos, não entendemos rien de rien e que nos deixa saudades dos tempos em que estudávamos hieroglifos (está bem escrito?).
Gostei de revê-los, todos com extraordinário aspecto e com um ar de felicidade inegável.
Que assim continuem.
:):)
Obrigado Rosário pela informação das comemorações da Gulbenkian.
ResponderEliminarÉ um lugar maravilhoso onde é bom voltar.
Atrever-me-ia a escrever itemporal, porque têm alma. Perdura para além dos calendários e das gerações.
É também uma óptima sala de visitas para levar os nossos amigos estrangeiros.
Tanto há para dizer da Gulbenkian, que arquitectura é aquela que permite trazer os pequenos jardins secretos para dentro das salas dos tesouros?
Onírico reino das fadas e dos rasteiros palácios dos melros...
Segredos de uma cidade e como sempre, mais uma vez, há vista de todos os que quiserem entender.
E já agora porque falou também da Arménia, que é uma Terra, um país muito antigo e misterioso.Completamente fora do "mainstream" turístico, de mosteiros encarrapitados no cimo de montanhas impossíveis. Dignos do " Nome da Rosa", onde monges inteligentes, habituados que estavam ás inúmeras evasões escondiam os preciosos manuscritos em vasos de barro, acondicionados com palha para subsistir há humidade e depois os enterravam por debaixo do lajedo pesado das capelas. Lado a lado com os restos dos eminentes humanos, também eles aspirantes há imortalidade.
Tão bem foi conseguido este subterfúgio, que ainda hoje se descobrem manuscritos assim presevados nesse canto perdido do Cáucaso.
País que tem cidades com nomes como Armavir e Dvin, e outros, dignos do Tolkien.
Que país fabuloso para a fição. E para os verdadeiros Indiana Jones;)
Saudações
Puck