Venham mais dez

Foi há dez anos que se criou o PNL – Plano Nacional de Leitura, com o objectivo de aumentar o nível de literacia dos Portugueses, começando especialmente pelas crianças e jovens em idade escolar. O programa proposto pelo Ministério da Educação em 2006 previa uma vigência de dez anos, mas agora, que já estão cumpridos, o seu comissário, Fernando Pinto do Amaral, assegura que o PNL é para manter e que, além de dar continuidade às actividades de promoção da leitura em ambiente escolar e retomar a realização de estudos sobre leitura e literacia, esta nova fase do PNL vai também contemplar mais de perto os adultos, reactivando a rubrica Adultos a LER+ (uma boa notícia, digo eu, já que as crianças imitam geralmente os comportamentos dos pais e, se estes lerem, já é um quarto de caminho andado para também elas se tornarem leitoras). Ao longo destes dez anos, o PNL envolveu professores, bibliotecários, educadores, pais e alunos (4000 escolas e cerca de 1,2 milhões de crianças e jovens), fazendo com que haja hoje, segundo o comissário, «uma consciência maior da importância da leitura dos pais em relação aos filhos». Venham, pois, mais dez anos.


 

Comentários

  1. António Luiz Pacheco27 de junho de 2016 às 02:01

    Vou falar por mim, a traça literária, óbviamente e sabendo que "cada um é como cada qual e ninguém é como evidentemente" (sic. Parafuso):

    Desde a mais tenra idade e até antes de saber ler (mas via...) que fui atraído por livros, não sei porquê, mas felizmente havia em minha casa uma grande e variada biblioteca com muitos livros ilustrados. Porém o que complementou esse interesse e mais me despertou para a leitura de tantas obras e portanto me pôs em contacto com os autores, foi já na escola, através das "Selecta literária" que faziam parte da panóplia dos livros de estudo, compêndios etc. Lembram-se? Ainda as tenho religiosamente guardadas!

    Foi o meu "plano de leitura"!
    Nelas lia excertos de obras que me despertavam interesse e curiosidade, depois procurava a obra completa que felizmente muitas vezes encontrava e sem dúvida que foram responsáveis pelo desenvolvimento da minha paixão pela leitura!

    Saudações Selectas aos Extraordinários, cá da Cidade Morena!

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  2. Emílio Gouveia Miranda27 de junho de 2016 às 02:28

    Venham mais dez, se possível com a importância a prevalecer ao valor.

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  3. Uma pergunta:
    -Mas este PNL – Plano Nacional de Leitura que envolveu professores, bibliotecários, educadores, pais e alunos (4000 escolas e cerca de 1,2 milhões de crianças e jovens) , cumpriu (minimamente) o objectivo de aumentar o nível de literacia dos Portugueses? Será que cumpriu? tenho dúvidas, muitas dúvidas...

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  4. Bem-vinda de volta, Maria do Rosário.

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  5. Infelizmente quem educa o Povo Português é a TVI e o Correio da Manhã, tanto assim que qualquer taberna/café/pastelaria/restaurante (de norte a sul do país) que faculte jornal aos clientes será o CM e se tiver televisão estará sintonizada na TVI, e não me venham cá com conversas (PNL's e outras tretas) porque isto são factos indesmentíveis!!!!!

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    1. António Luiz Pacheco27 de junho de 2016 às 06:14

      A TVI é qu'induca, o Correio da Manhã é qu'instrói! M'ai nada!!!!

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    2. Ouvi na TV a um jornalista sério, o que a CMTV tem feito ao Ronaldo -por exemplo, entre muitas outras canalhices, passar um vídeo do pai dele alcoolizado- é uma actuação simplesmente vergonhosa, inenarrável; merecia muito, mas muito mais do que apenas o micro atirado ao lago.

      O pai do Ronaldo já faleceu!

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    3. Ó Pacheco essa deveria ser umas das suas principais funções!

      Mas quem manda nisto é o dinheiro meu amigo e o resto é conversa para "endrominar" o Zé, porque um povo instruído e educado não convém -já sabemos isto há long long time...- vê bem que no país onde estás até prendem uma série de putos por citarem (ou lerem) um livro...!

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    4. Provavelmente, noutros países também existe o equivalente à TVI e ao CM. As pessoas podem ler e gostar da TV e talvez a leitura as ajude, mais tarde, a seleccionar conteúdos. O PNL pode não ter dado os resultados esperados, talvez os alunos que têm gosto em ouvir falar de livros e os vão ler sejam os que já antes disso liam qb. Sem menosprezar a importância das escolas paralelas digo que a escola pública não pode desistir de criar gosto pela leitura. E depois há o preço dos livros do PNL que é convidativo. E os próprios livros que são qualidade tornada acessível a quase todas as bolsas.

      Estou curiosa por ver como é que a escola vai pôr os pais a ler. Parece-me boa ideia.

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    5. António Luiz Pacheco27 de junho de 2016 às 14:28

      Ora... "Serão para Trabalhadores" pode ser uma boa iniciativa com leituras obrigatórias, e os pais irem ler aos filhos à deita . li muito para o meu, todavia preferia que eu lhe contasse histórias inventadas na hora, sendo a do cão "saltinho" e o ouriço "eurico" que vivia debaixo da casota, as preferidas... notem que o "saltinho" foi um excelente cão de coelhos que tive, cruzado de podengo, e ou ouriço existia mesmo e ia comer à gamela do saltinho com o descaramento ouriçal que se sabe... as histórias e as conversas dos mesmos é que eram inventadas!

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  6. Tenho muitas dúvidas da eficácia desse tal PNL. Ainda há tempos numa entrevista á RTP 2 o Presidente da Porto Editora dizia que nos primeiros tempos isso funciona mas chegando á adolescência os teenagers deixam de ler positivamente porque têm outros interesses, computador, jogos, tablets, smartphones, iphones,etc. e isso eu constato que é verdade pelo exemplo que tenho dos meus dois filhos, que positivamente deixaram de ler.

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