Vampirizar

Há colecções que fazem história e a Vampiro, da editora Livros do Brasil, é seguramente uma delas. Quem tem leitores na família tem de certezinha absoluta exemplares da Vampiro em casa e lembra-se desses livros pequenos com um morcego por logótipo sobre uma frase que dizia qualquer coisa como «Mestres da Literatura Policial». Estavam lá todos os bons autores de policiais, todos os melhores detectives e, claro, também os melhores criminosos de sempre. Diz quem sabe que a Vampiro fez muitos leitores em Portugal, trouxe muita gente para a leitura; e, iniciada nos anos 1940, chegou aos 700 títulos! Pois bem, depois de um interregno, a Vampiro está de volta e com as mesmas características de sempre, incluindo o formato, a numeração e, o que é melhor, o preço baixo. Disponíveis estão já os dois primeiros volumes – Os Crimes do Bispo, de S. S. van Dine, e Vivenda Calamidade, de Ellery Queen. Vamos vampirizar?

Comentários

  1. Emílio Gouveia Miranda9 de junho de 2016 às 01:32

    Felizmente têm renascido algumas boas «ideias» literárias que jaziam, se não mortas, pelo menos moribundas. Esta é uma delas. Trazer de volta bons livros e bons conceitos editoriais, de baixo custo e de grande qualidade literária é algo sempre bem vindo.

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    1. António Luiz Pacheco9 de junho de 2016 às 03:36

      Absolutamente de acordo!
      Tendo-se-me extraviado o excelente "Ferrugem americana", que eu não queria de modo algum perder (acho que o meu filho o levou, e depois emprestou a um amigo que emprestou a outro amigo... e assim se perdem livros e por isso eu não empresto!!!!), foi com grata surpresa que o encontrei numa edição de bolso, económica, na Bertrand!
      Ficou a ganhar o prevaricador que pagou menos pelo livro que me levara!

      Mas ficamos todos a ganhar, com estas edições económicas, sempre de saudar... mais de metade da minha biblioteca tem capas de papel mole, baratas... de cordel...
      Os artistas têm de viver, mas o custo das capaz é capaz de ser elevado...

      Saudações económicas cá da Cidade Morena!

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    2. Emílio Gouveia Miranda9 de junho de 2016 às 03:54

      Saudações, Amigo.

      Já li O Filho - do autor -; muito bom! Ainda não li Ferrugem Americana... Recomenda?
      Também não gosto muito de emprestar livros, mas reconheço que já gostei menos. Talvez com a idade, tenhamos tendência a desapegar-nos às coisas.
      Abraço desta terra à beira Tejo plantada.

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    3. "FERRUGEM AMERICANA" - excelente!

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    4. António Luiz Pacheco9 de junho de 2016 às 09:33

      Direi mesmo mais, Ferrugem Americana é excelente... o regresso ao Grande Romance Americano!!!!
      De resto, se leu "O filho", pode acreditar que sim... a escrita é esmagadora!

      Um abraço literário! Ou leiturário?

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    5. Emílio Gouveia Miranda9 de junho de 2016 às 09:38

      Obrigado, Amigo.
      Já está na minha lista. O Filho foi, de facto, do que melhor li ao género do clássico romance norte-americano.
      Um abraço e Bom dia de todos nós.
      Que a memória dos valores prevaleça! E que a prática dos mesmos se sobreponha à simples evocação!

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  2. Tenho parte da minha juventude em duas estantes cheias desses vampiros.

    ABC

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  3. Não são todas as características de sempre... Este «regresso» da «Colecção Vampiro» faz-se sob um crime de «acordização ortográfica», o que não surpreende, dado que a Livros do Brasil foi adquirida pela Porto Editora, mais uma vez a culpada num caso destes - aliás, basta ver, nas novas capas, «coleção» para se desaconselhar a compra e se sugerir, em alternativa, a procura (em alfarrabistas e em bibliotecas) das edições originais.

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    1. António Luiz Pacheco9 de junho de 2016 às 03:39

      Colecção, lê-se e diz-se "culéção"! Certo?
      Coleção, lê-se e diz-se "culeção"... por acaso é como se pronuncia aqui em Angola... onde bébé se diz bebé... e comprometimento se diz cumpremetemento... o acordo, repito, abastarda a nossa língua e vai pôr-nos a falar como falam os que falam mal!

      Sódades da Cedade Morena...

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    2. Esta editora faz jus ao nome da colecção...nem tão pouco se importa de adulterar a ordem da mesma, interessa lá que "OS CRIMES DO BISPO" não tenham sido o nº. 1 da colecção...nem que "O FALCÃO DE MALTA" não tenha sido o nº. 3, nem que o miserável papel em que agora é impresso nem para embrulhar castanhas sirva, o que interessa é facturar, facturar sem olhar às vítimas , muito menos aos criminosos...é o rei verde que manda...o resto é romantismo...

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    3. sejamos românticos, então.

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  4. E os leitores da comunidade LERDOCELER , para a qual eu tinha programado «O Falcão de Malta», e que andavam, quais detectives, numa difícil perseguição do livro desaparecido, agora vão tê-lo novinho em folha e à discrição.

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  5. António Luiz Pacheco9 de junho de 2016 às 03:43

    Não podia deixar de rejubilar com o revivalismo desta colecções!
    Não sou grande leitor de policiais, mas li alguns... Ellery Queen é sobejamente conhecido mas não reconheço o título citado, já "Os crimes do bispo", lembro-me de o ter lido mas não me recordo o autor!
    Tenho alguns livros desta colecção, mas ignorava que chegasse aos 700!
    Suponho que seriam de meu pai...

    Saudações vampirescas, aliás morcegosas, cá da Cidade Morena!

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  6. Cláudia da Silva Tomazi9 de junho de 2016 às 04:14

    De facto o nível íntegro e superlativo.

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  7. Pertenço à comunidade que desenvolveu hábitos de leitura na Vampiro e Os Crimes do Bispo devolvem-me algumas reminiscências. Mais tarde deixei absolutamente de ler policiais. Ou devo arrumar nessa categoria o Bufo & Spallanzani, de Rubem Fonseca, que li há pouco tempo e de que gostei?

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  8. Não sei mesmo se esses livros ainda me prendem. Mas já me agarraram horas a fio. Muitas. Não há como experimentar e ver o que dá:). A Vivenda Calamidade agrada-me pelo título, duas palavras desavindas. Tenho de pesquisar para não repetir o volume.

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  9. Não tenho nenhum desses livros em casa mas li quase todos os livros dessa colecção que havia na biblioteca da minha terra. Acho bem que estejam de volta.

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  10. Vamos, claro! A Literatura Policial é imprescindível.

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