Bons prenúncios
Durante a mais recente edição da Feira do Livro de Lisboa, tivemos uma série de «convidados especiais». Numa iniciativa da diplomacia portuguesa com a colaboração da Associação Portuguesa de Editores e Livreiros, vieram visitar a feira e aproveitar para falar com vários editores portugueses uma dúzia de editores estrangeiros, entre alemães e ingleses, que publicam nos seus países obras traduzidas. A verdade é que a maior parte deles nunca publicou literatura portuguesa e conhecia muito pouco além de Saramago e Pessoa; outros, porém, como o editor da alemã Suhrkamp, já deu à estampa no seu país muitíssimos escritores lusos, entre os quais, para minha alegria, João Ricardo Pedro. O balanço foi muito positivo: enfrentando tardes de calor tórrido depois de deixarem o seu país com apenas 15 graus, alguns destes editores aguentaram uma tarde inteira de reuniões, nas quais lhes foi apresentada a literatura portuguesa contemporânea e propostos bastantes títulos que se pensa serem suficientemente universais para funcionarem nos mercados britânico ou germânico. Agora vão ter de analisar todas essas sugestões e ver se de facto decidem publicar uma ou outra nos seus catálogos. O interesse foi genuíno, resta-nos dar tempo ao tempo e, claro, ter esperança. Uma boa iniciativa que oxalá se repita para o ano com editores de outros países.
Ai! Com todo o respeito, porém sinceridade... fico espantado quando leio que a literatura portuguesa tenha como "mostra", "O teu rosto será o único"... mas isso é algo de muito pessoal, porque não gostei mesmo nada do referido romance, claro, mas tomara que mais do que agradar aos editores, seja um êxito junto do público e até acredito que sim.
ResponderEliminarDe resto o meu espanto só comprova a minha ignorância no que toca ao negócio editorial e sobre aquilo que se lê.
Claro que, e sempre honestamente falando, se me perguntarem que obra moderna ou contemporânea deva ser essa amostra, terei a maior dificuldade em dizer qual ou quais deveriam ser, até porque me parece impossível nomear uma única, teriam de ser várias divididas por áreas ou temas ou lá como se deva dizer.
De qualquer modo desejo o maior sucesso aos autores nacionais, como é evidente!
Saudações positivas cá da Cidade Morena!
Concordo consigo quanto ao escritor aqui mencionado.
EliminarQuanto a contemporâneos lembro-me de Teresa Veiga, A. M. Pires Cabral, Rui Nunes, Afonso Cruz, Rentes de Carvalho.
Todos de grande qualidade, na minha opinião, bem entendido.
Acrescentaria Almeida Faria.
EliminarGosto de ver o nome do João Ricardo, porque não fazia parte da lista dos "vinte nomes do costume" (sei que são mais, mas...), que costumam secar tudo à sua volta, como se não existissem mais escritores ou poetas no nosso país.
ResponderEliminarO "Jornal de Letras" é lapidar nesta "selecção", são poucos os que entram na "capelinha"...
Se daí resultar a publicação em língua inglesa, excelente. É que sem isso ou a atribuição do Nobel, não há difusão significativa.
ResponderEliminarInteiramente de acordo. A literatura estrangeira precisa encontrar-se com a portuguesa; ou encontrar a portuguesa. Oxalá resulte. Porque, resultando, acredito que se sucedam as visitas à Feira do Livro de Lisboa. E haja emprego para mais uns tradutores. Cada livro traduzido é vitória de vários donos.
ResponderEliminarA Beatriz perdoe, mas quando fala de mais emprego para tradutores... fala de traductores portugueses?
EliminarJá agora, e sendo pergunta mais técnica dirijo-a à Nossa Extraordinária Anfitriã, quando um livro é traduzido quem faça a traducção não deve ser alguém que seja nativo ou pelo menos fale como tal o idioma que vai traduzir?
Assalta-me esta dúvida, pois me ponho a pensar que no caso de quem traduza de português para alemão ou inglês, francês, etc. , não sendo alguém que tenha estas como língua corrente/mãe, haver o risco de a tradução ficar fortemente prejudicada? Mesmo sendo o traductor fluente, não é a mesma coisa que falar o idioma como língua de base, sendo que os luso-descendentes ou emigrantes de longa data e elevado nível linguístico e académico-literário, dariam excelentes traductores.
Não sei se me fiz entender?
Sim, eu pensei em portugueses que fossem fluentes na língua estrangeira. Mas, efectivamente, deve ser o contrário, dado que os editores são de outra nacionalidade. O meu raciocínio é fruto de desconhecimento sobre o meio em causa e complexo de um país cheio de desempregados, muitos vindos dos chamados "cursos de letras".
EliminarComo tradutora vos digo que, muitos livros são traduzidos por não nativos (e poucos fluentes). Há curso de tradução por algum motivo. Cadeiras de cultura, intertextualidade, língua são muito importantes.
EliminarO caso flagrante é de um senhor que traduz de norueguês, sueco e islândes. Esse senhor não é da área, dá imensos erros em norueguês e sueco. Erros básicos. E aprendeu islândes com aulas via internet.
Uma pena
*Islandês
Eliminarpara português.
Peço desculpa
Boas notícias.
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