Encontradouro

Hoje parto para um encontro no Douro: o Encontradouro, está claro! No território de Miguel Torga, em Sabrosa, vou falar de fado e poesia com Aldina Duarte, Carlos do Carmo, Fernando Pinto do Amaral e a directora do Museu do Fado, Sara Pereira, que modera a conversa. Mas muito mais por lá se passará: a conferência sobre João Araújo Correia por Miguel Real; a conferência de abertura por José Marques; e, no sábado, a fechar, é a vez de Francisco Seixas da Costa nos brindar com as suas palavras (e ele costuma ser bom nisso). Pelo meio, muitas mesas-redondas com variadíssimos autores, de Afonso Cruz a Cristina Carvalho, de Cláudia Clemente a António Tavares, de José Manuel Fajardo ao mexicano Antonio Sarabia. A belíssima paisagem duriense dará ainda abrigo a uma feira do livro e uma exposição de fotografia de Georges Dussaut sobre Portugal. A coisa promete! Hoje e amanhã não verei os vossos comentários, mas na segunda estarei de volta.

Comentários

  1. Que plano fantástico! O douro como pano de fundo e inspiração suprema é sempre garante de sucesso!

    us4all.blogs.sapo.pt (qualidade alimentar)
    http://facebook.com/us4all/

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  2. Gosto do nome.

    À partida penso sempre que é melhor fazer o que quer que seja, que não fazer nada, para a promoção dos livros e autores.

    Mas o que gostava mesmo de saber (não sei se já alguém fez algum estudo...), é qual a importância que estes encontros têm para a literatura e sobretudo para descobrir novos leitores entre os "nativos".

    Parece-me que as "Correntes da Escrita" são um caso à parte, mas como não tenho dados, não sei se as populações aderem aos outros encontros como na Póvoa. Era importantíssimo que pelo menos tivessem sempre ligações às escolas, com visitas de autores.

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    Respostas
    1. Promoção dos escritoress. Há um artigo sobre o tema no Observador de algumas semanas

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    2. ui, que vergonha! promoção dos escritores, essa malandragem que enriquece à custa dos festivais

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    3. Que anónimo tão brincalhão. :)

      Parece que o único escritor que enriquece é o Rodrigues dos Santos e é mais graças à TV que aos festivais. :)

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  3. António Luiz Pacheco5 de maio de 2016 às 03:20

    Boa viagem e estadia aí pelas terras dos meus ancestrais... pode ser que encontre o meu parente José Pacheco Pereira, mas duvido, pois ele agora está mais pela minha vizinha Marmeleira.

    Creio que estes encontros e eventos são de acarinhar, promover e apoiar!
    A elite de "Lesboa" começa a perceber que há vida e cultura nas pequenas cidades e terras do interior, e só não há mais porque não se tem apostado nisso!

    Estamos a preparar para o fim do ano, um encontro em Santarém onde falarei a propósito dos portugueses no Oeste americano, e das nossas realizações enquanto povo e emigrantes.
    Já falei aqui, creio eu, nas tertúlias em Amareleja, Moura, Safara, Santo Aleixo, Ficalho, Barrancos ... onde provando vinho novo, umas linguiças ou uns boletos, se discutia mais do que política e mentiras de caça, pintura, literatura... idem em minha casa no Bairro, nos lagares dos vizinhos e alguma adega, em tantas outras pela Zona Centro!

    O meu "Largueza" foi promovido e vendido por mim em encontros desses, espontâneos ou combinados com amigos e conhecidos, em feiras de caça e eventos de caçadores! E, falo de um número elevado... foram 600 x 2 volumes!
    Ignora-se que há muitos artistas, escritores, pintores, que caçam! E caçadores que escrevem e sobretudo lêem, muito!
    Ficariam os Extraordinários surpreendidos... mas temos no Facebook grupos de literatura compostos só por caçadores/as!

    Por isso, sim, há que levar a cultura para fora da urbe!
    Só tenho pena de estar afastado desse cenário, mas desejo os melhores votos de sucesso cá da Cidade Morena!

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  4. Muita coisa acontece por esse Portugal fora. Oxalá se ganhem mais leitores. Ou andaremos nós em circuito fechado, um bocadinho como nas prelecções universitárias em que ouvintes e oradores se revezam, não se entendendo para que falam tanta vez apenas uns para os outros.
    Que sejam bons momentos de cultura democrática. Com fado e tudo o mais que pertence e vai estar.

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  5. Cláudia da Silva Tomazi5 de maio de 2016 às 05:32

    Bom dia! A Rosário bem o disse: territorialista "Miguel Torga".

    Boa viagem e bom encontro!

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  6. Terminado o Encontradouro todos ao embarcadouro, rio abaixo, rio acima, sempre Douro.

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