Detroit-Leiria
Já aqui tenho falado da Livraria Arquivo, em Leiria, aonde tenho ido regularmente com autores que publico, tanto marinheiros de primeira viagem como reincidentes. Não é, de resto, a primeira vez que acompanho João Ricardo Pedro a essa livraria, pois, quando ele ganhou em 2011 o Prémio LeYa pelo romance O Teu Rosto Será o Último, que seria publicado uns meses mais tarde, também lá estivemos juntos. Mas é sempre uma alegria regressarmos a locais onde nos sentimos em casa e nos tratam bem, onde o público comparece e faz perguntas inteligentes, onde quem acolhe gosta de livros tanto como nós e faz absolutamente questão de promover a literatura. Por isso, se estiver em Leiria ou perto, hoje pelas 18h30 terá oportunidade de fazer parte de um grupo muito simpático de espectadores e ouvintes, muitos dos quais já trarão lido Um Postal de Detroit, o segundo romance de João Ricardo Pedro, no qual se fala da terrível dúvida que assola uma família quando, num acidente de comboios, é encontrada a mochila de uma rapariga chamada Marta, a filha mais velha do casal, embora o seu corpo e os seus documentos nunca apareçam. E, se não puder fazer-nos companhia, leia o livro, que só lhe fará bem.
Um belíssimo livro. Com descrições magistrais que parecem cenas de um filme feito com câmara à mão. Só que, aqui, a câmara é a Bic dourada.
ResponderEliminarQue bom é "ouvir falar" da nossa terra nestes termos acolhedores, gosto de saber que os visitantes sentem a hospitalidade daquela cidade, daquelas pessoas, em particular daquela livraria que é a Arquivo. É verdade que a Arquivo costuma ter um publico interessante, interessado e participativo no que toca a livros e autores. Estive muitas vezes no meio desse publico, ainda que num tom muito tímido.
ResponderEliminarDesejo pois claro uma excelente sessão à Rosário e ao João Ricardo Pedro. Quanto ao livro, ele mesmo fala por si, não precisa de grandes defesas e os leitores que já o leram sabem certamente disso!
Um abraço aos extraordinários desta sala e boas leituras.
Carla Pais
Como acabei de ler o livro, também vou escrever algumas palavras sobre ele.
ResponderEliminarEmbora esteja bem escrito e tenha muita acção, torna-se confuso em muitas partes.
Tal como aconteceu com o seu primeiro livro (na minha opinião com uma história superior a esta), penso que existem personagens e cenas a mais, o que causa uma grande dispersão em relação à ideia principal do livro.
Talvez o João Ricardo Pedro faça isso de propósito. Mas eu como leitor preferia que não se afastasse tanto do "Postal de Detroit".
Interessante Rosário, gentilmente marinheiros de primeira agradam por motivos (vários).
ResponderEliminarA esta hora já passou tudo. Talvez. Mas ainda assim, que seja um encontro produtivo e se divirtam. Não li senão o primeiro livro e gostei.
ResponderEliminarJá chegou mas ainda está na caixa da encomenda, por abrir, não vá eu cair na tentação de o começar a ler sem antes ter terminado a do À Espera no Centeio, que tenho arrastado apenas para tentar «viver» mais um pouco na companhia daquele rapaz de 17 anos.
ResponderEliminarOlá Maria do Rosário
ResponderEliminarCom muita pena não pude estar presente ,ontem na Arquivo,por me encontrar com problemas de saúde (coisas de quem já existe há muito tempo :) ). Penso que a Susana lhe transmitiu o meu recado.
Gostava tanto de ter conversado consigo! Claro que nos voltaremos a encontrar.
Agradeço o beijinho que me deixou e retribuo-o com amizade
Rosário Varela
Conheço bem a Arquivo. No ano passado, a propósito de um trabalho mais ou menos longo na zona, fiquei hospedado em Leiria, onde alguns dias após a estadia e o repouso de final de tarde e de jornada laboral numa esplanada, descobri num pequeno passeio a Arquivo. A partir daí, todos os dias eu passei o meu final de tarde na Arquivo, comodamente sentado na sua cafetaria, na companhia de um conjunto de belas leituras para explorar. Foi uma perdição, do ponto de vista financeiro, como é bom de ver, mas acabei por descobrir e adquirir algumas raridades que por lá se encontravam, algures nas estantes mais recônditas e também menos procuradas. Uma esplêndida livraria, como hoje já vem sendo cada vez mais raro encontrar. Aliás, com muita pena minha, cada vez é mais difícil encontrar livrarias na grande maioria das localidades do nosso território. Só se encontram quiosques/papelarias e pouco mais. Os dois grandes grupos de livrarias, tornaram quase completamente árido o negócio livreiro por cá.
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