As Quintas dele

Não, não estou a falar de propriedades com muitos hectares, mas das Quintas de Leitura do Teatro do Campo Alegre, no Porto. Estou a ouvir aí umas reclamações sussurradas do tipo: «Outra vez?!» Pois bem, para começar nunca é demais falar de um espectáculo que é um sonho de bem organizado e bem arquitectado, dando oportunidades a muitos artistas de várias áreas para mostrarem o seu trabalho: companhias de teatro e circo, músicos, pintores, fotógrafos, transformistas, bailarinos e muito mais. Mas não é apenas por isso que repito o tema, é que hoje é a vez de o Manel se estrear com a sua poesia nas Quintas de Leitura (e eu estou mortinha por assistir) no espectáculo «O Canto do Desencanto». A imagem desta feita estará a cargo de Mariana Baldaia (de quem, aliás, temos na sala um desenho lindo); a conversa decorrerá certamente sem rede, já que será conduzida pelo Francisco José Viegas, que o Manel conhece desde a criação da ASA como editora de literatura, portanto há mesmo muito tempo. Dizem os poemas, além do poeta, Diogo Dória e Paula Ventura, grandes vozes. Liliana Garcia, bailarina, voará (bem, mais ou menos) e o grupo vocal feminino Sopa da Pedra fechará a sessão. Só não digo para aparecerem porque já está esgotado. Até amanhã!


 

Comentários

  1. Fico deveras feliz que esteja esgotado e acrescento que os programas em torno da cultura nunca são de mais, uma vez que nos podem oferecer momentos mágicos e inesquecíveis.
    Desta feita, sendo a vez do meu querido Manel, e conhecendo eu o encanto, a naturalidade, a simplicidade com que este poeta, dentro da sua enorme generosidade, desenrola uma conversa, por mais banal que ela seja ou possa parecer, afianço que será uma excelente sessão. Sorte dos que se preveniram e reservaram bilhetes a tempo e horas.

    Depois virão as fotografias, os olhares ternos e atentos, (talvez) da nossa anfitriã, ainda tão deslumbrada com o charme do poeta.
    (bem, eu não disse nada)

    Divirtam-se é o que vos desejo.
    Um abraço desta vossa leitora.

    ResponderEliminar
  2. António Luiz Pacheco19 de maio de 2016 às 04:55

    Ainda bem que a cultura "mexe" ... são excelentes notícias e um indicador de que nem tudo está perdido. Enquanto há cultura, há vida!

    Saudações culturais de uma cidade também em festa!

    ResponderEliminar
  3. Nas suas 7 quintas. É isso, contei bem: teatro, circo, música, pintura, fotografia, transformismo, bailado. Por modéstia ou para não ultrapassar o número mágico, a poesia não consta.

    ResponderEliminar
  4. Uma tarde ouvi num programa de rádio Manuel Alberto Valente a falar de poesia em geral, também da sua poesia e a lê-la. Não sabia nada dele. Zero. Foi nesse programa que contou que a mulher o incentivara a publicar de novo. E que soube, creio que pelo entrevistador, já não consigo precisar, que é casado com a Rosário. Eu gostei de ouvir o poeta que assumiu que a publicação não é o motor da sua escrita. E leu coisas tão bonitas com a mesma simplicidade. Só pode ser uma pessoa boa quem assim falou. Parabéns. Acho que a quinta correu bem. Já estava esgotado antes de começar. Portanto...

    ResponderEliminar

Enviar um comentário

Mensagens populares deste blogue

Em Berlim

O que ando a ler

O principal e o acessório