A oeste tudo de novo

É hoje que começa o festival Livros a Oeste, que decorre até ao próximo dia 7 de Maio. Tendo como tema central «Livros sem fronteiras», a presente edição do evento, organizado anualmente pelo Município da Lourinhã, contará com a presença de muitos autores, entre os quais Afonso Cruz, Alice Vieira, Andréa Zamorano, António Tavares, Inês Pedrosa, João de Melo, João Morgado, Mário Zambujal, Patrícia Portela, Rita Ferro, Rita Taborda Duarte e Rui Zink (por ordem alfabética, para não beneficiar ninguém). Haverá mesas-redondas e debates, arruadas e espectáculos de música com a colaboração de alunos de várias escolas, apresentações de livros, performances, hora do conto para os mais novos, degustação de vinhos, teatro e até sessões de promoção da leitura levadas a cabo por quem sabe da poda, ou seja, bibliotecários. No dia 6, realizar-se-á também um recital de poesia por gente muito jovem, e até os bebés têm direito a actividades na manhã de domingo. João Morales é o curador. Vamos lá?

Comentários

  1. Emílio Gouveia Miranda3 de maio de 2016 às 01:21

    Muito bom. Excelente notícia. Que as palavras brilhem e que os livros contaminem!

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  2. António Luiz Pacheco3 de maio de 2016 às 02:39

    Sucesso para a iniciativa, é o que desejo!
    Uma vez comprei numa feira agrícola em Torres Vedras, um excelente livro dedicado ao maravilhoso no Oeste (nosso Oeste, não o Far-West!)... não me recordo do autor... Júlio Roberto? Júlio César... é novecentista, isso sei, pois ainda falava de viagem em diligência a partir da Bemposta!

    Saudações festivaleiro-livrescas cá da Cidade Morena!

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    1. Ó Pacheco já descobriste o autor? parece-me interessante.

      Anda Pacheco...

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    2. João J. A. Madeira3 de maio de 2016 às 11:20

      Júlio César Machado, arrisco eu...

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    3. António Luiz Pacheco3 de maio de 2016 às 14:10

      Esse mesmo!!!!!

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    4. António Luiz Pacheco4 de maio de 2016 às 10:20

      Jornalista, tradutor, autor de romances, contos e peças de teatro, um dos mais destacados polígrafos da segunda metade do século XIX, Júlio César da Costa Machado nasceu a 1 de outubro de 1835, em Lisboa, e faleceu a 12 de janeiro de 1890, também em Lisboa. Salientou-se, sobretudo, como folhetinista e cronista.
      Depois de uma breve passagem pelo Colégio Militar, de onde fugiu devido aos maus tratos do professor de Latim, matriculou-se no liceu. Datam dessa época as suas primícias literárias: Estrela de Alva, romance dos catorze anos, será publicado na revista A Semana, de Camilo Castelo Branco. A morte prematura do pai forçou-o a ganhar a vida com a escrita, tornando-se tradutor efetivo do Teatro do Ginásio. Em 1852, com apenas dezassete anos, publicou o romance Cláudio, confessadamente influenciado pelas Memórias de um Doido, de Pedro Lopes de Mendonça, que viria a ser o seu mestre, tanto no romance como no folhetim; a partir de 1858, César Machado substituiu-o como folhetinista regular em A Revolução de setembro. No mesmo ano, publicou o romance contemporâneo A Vida em Lisboa. Seguiram-se-lhe Contos ao Luar (1861), porventura a sua obra mais interessante do ponto de vista literário, Cenas da minha Terra (1862) e Contos a Vapor (1863). Em 1864, ocupou o lugar de secretário do Instituto Industrial de Lisboa e em 1870 tornou-se um dos cofundadores da Associação de Homens de Letras.
      Ao longo da sua vida, Júlio César Machado deixaria uma imensa colaboração dispersa por jornais e revistas como a Revista Universal Lisbonense, o Diário de Notícias, o Jornal do Comércio do Rio de Janeiro, a Revista Ocidental, a Ilustração Portuguesa e o Eco Literário, de que foi cofundador em 1886, entre muitos outros. Muitos dos seus folhetins e crónicas de viagem seriam reunidos em volume.
      Ironicamente, a sua vida, consagrada à escrita humorística do quotidiano, terminaria num ambiente de tragédia familiar. Dois meses depois do suicídio do seu filho único, em 1890, Júlio César Machado e a mulher tentaram também o suicídio. O escritor morreu, para consternação dos seus contemporâneos, que lhe admiravam o estilo claro e ligeiro, o tom coloquial e humorístico, a atenção aos temas do quotidiano. Ramalho Ortigão, como ele cronista, escreveria mais tarde (in Costumes e Perfis): "Em toda a sua obra, nos folhetins e nos livros, há uma larga claridade hospitaleira de toalha lavada, de jantar servido ao ar livre dos campos".

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  3. João J. A. Madeira3 de maio de 2016 às 03:31

    Excelente iniciativa na Lourinhã. Como excelente seria encontrar uma livraria nesta bonita vila. Bem podemos, eu sei, andar poucos quilómetros e ir à cidade de Peniche, mas também não há lá nenhuma digna desse nome. Talvez um pouco mais para o interior. Bombarral, Cadaval, mas elas onde estão? Ah, por ali, algures, à mistura com cadernos e gomas, canetas e pastilhas, consigamos o último do Paulo Coelho, do JRS ou ou os textos facebookianos do Chagas. Festivais literários é ter onde beijar os livros...digo eu.

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    1. João J. A. Madeira3 de maio de 2016 às 03:47

      talvez consigamos*

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    2. A ver vamos...

      Livrarias?

      Somos um país belo, mas de alarves, grandes alarves (comer, comer, comer, comer...).

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