A dar cartas

Em muitas matérias estivemos sempre na cauda da Europa (pronto, a Grécia, uma vez por outra, ficava atrás de nós); mas, falando de livros, há – e ainda bem – uma categoria em que estamos, de alguns anos a esta parte, continuamente na vanguarda: a edição de livros infantis e juvenis. Na Feira do Livro de Bolonha, dedicada a este género específico – uma alegria visual, aposto! –, ano após ano, todos esperam que os livros portugueses ganhem os principais prémios de ilustração e texto, porque vai sendo hábito as nossas editoras encontrarem-se entre as finalistas; a Pato Lógico, de André Letria, a Planeta Tangerina, de Madalena Mattoso e Bernardo Carvalho, entre outros, e a Orfeu Negro são exemplos de que estamos muito à frente do resto da Europa – e todas elas já foram nomeadas ou vencedoras do prémio de Editora do Ano ou, pelo menos, publicaram os livros que venceram nas várias categorias a concurso (Ficção, Não-Ficção ou Primeira Obra). Catarina Sobral, Mafalda Milhões, André Letria, Afonso Cruz e muitos outros autores que trabalham este género são considerados a geração de ouro da literatura infantil e os seus livros estão traduzidos em muitos países. Tirando as palavras da boca do consultor editorial que vende os direitos de alguns destes génios, o facto de eles estarem na pole position só pode facilitar-lhe o trabalho... Parabéns! Os mais novos e os mais velhos agradecem.

Comentários

  1. Emílio Gouveia Miranda9 de maio de 2016 às 02:03

    Uma boa notícia.
    Parabéns aos felizes contemplados, pela sua criatividade e sensibilidade apuradas. O olhar infantil, ainda que desprovido de alguns ângulos escusos de visão, é, ainda assim, muito mais perspicaz do que de um adulto, e ser capaz de percebê-lo e acompanhá-lo, num mundo em constantes mutações, é uma arte - capacidade - dada a poucos.

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  2. Parabéns pois então. Que todos agradecemos haver boas histórias com boa ilustração.

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  3. António Luiz Pacheco9 de maio de 2016 às 02:53

    É bom saber dessas notícia e situação, como dos resultados!
    No resto, e apesar de tudo, ainda acredito que por cá temos uma actividade bastante satisfatória no tocante à literatura.
    Li com agrado uma entrevista ao dono da Chiado Editora, em que ele dizia que o panorama é animador... e realmente vendo tanto concurso e tanto festival e encontros, etc. acredito que sim!

    Leia-se!

    Saudações optimistas cá da Cidade Morena!

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  4. E há autores mais «antigos» mas que muito fizeram e fazem pela literatura infantil e juvenil, como o Álvaro Magalhães, o António Torrado, o António Mota e a Alice Vieira, entre outros. Os meus filhos adoram o humor inspirado do Álvaro Magalhães. Hoje mesmo comecei a ler na turma do mais novo (do 2.º ano) um conto do livro A Mata dos Medos, desse autor. Foram 15 minutos de concentração! E sorrisos vários. Vou ter de lá voltar, pois o conto tem sete pequenos capítulos, e vou ler um por dia. Volto com todo o gosto.
    Os livros da Planeta Tangerina também são dos preferidos lá em casa. Já os li várias vezes, ao deitar. São de uma simplicidade poética, textos e ilustrações! Adoramos o P de pai e o livro dos Quintais. E estou sempre a dizer que temos de escrever juntos o M de mãe...
    Todas as noites em que me é possível, leio um pouco aos meus filhos e muitas vezes é difícil parar. Nem sempre há ilustrações para mostrar. Agora estou a ler Danny, o Campeão do Mundo, de Roald Rohan, e eles estão a adorar. O livro quase não tem ilustrações e eles têm de imaginar praticamente tudo. Os livros têm essa grande vantagem face à televisão: dão liberdade total a quem lê. Liberdade para imaginar e sonhar.

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    Respostas
    1. António Luiz Pacheco9 de maio de 2016 às 11:16

      "Os livros têm essa grande vantagem face à televisão: dão liberdade total a quem lê. Liberdade para imaginar e sonhar."

      Consigo imaginá-la a ler à cabeceira dos miúdos...

      É isso mesmo o que é a leitura!!!!!

      Saudações imaginativas cá da Cidade Morena!

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  5. Escritores e ilustradores talentosos criando em conjunto! Que maravilha. Parabéns.

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  6. António Luiz Pacheco9 de maio de 2016 às 12:58

    Dizia o Gentil, da Chiado... e muito bem, "é ver a quantidade de blogues... e etc. " - enfim, mais ou menos isto e peço desculpa porque estou a citar de memória, depois de jantar e isso tudo, com a chamada de sangue aos órgãos internos em detrimento do cérebro e sistema nervoso central...

    (Joaquim Jordão, o isso tudo, por sinal é um "scotch" engarrafado na África do Sul, nada mau... com gelo óbviamente, o que é mau sinal mas marcha tão bem quanto aquele nosso do "Sítio do Costume")... eheheh!
    Diria que estamos de parabéns, nós leitores e gente da escrita em geral.
    Brindo a isso!

    Saudações ainda optimistas cá da Cidade Morena!

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    Respostas
    1. Pois... Era "responder"... Mas quê? - Com isto do scotch, e tal...
      A resposta está já aí em baixo.
      À nossa!

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  7. Deve ser efeito do dito cujo, mas o facto é que não percebi, ó Pacheco: você está explicar-me que «o “isso tudo” é por sinal um scotch ”…» – ou a apelidar-me de «Jordão, o “Isso Tudo”»?
    ( Gluck …) Ahhh !
    Bem: admitindo que se refere ao dito cujo acima mencionado, pois bem: desde que seja de facto um scotch ” como este ( Gluck …), e se ainda por cima acha que não é “nada mau”, qual é o problema de ser “engarrafado na África do Sul”?
    Agora a hipótese de me sobrecarregar com o apelido de “Jordão Isso Tudo” – isso agora, calma aí! Deixe-me cá beber mais uns golinhos para avaliar se isso não me coloca em risco de ser confundido com o “Dono Disto Tudo”…
    ( Gluck …) Ahhh !
    Porreiro! Isto de um gajo se sentir dono disto tudo apenas por beberricar um scotch de menos de sete euros por garrafa semanal… Ahhh !
    ( Gluck …) Ahhh ! Que porreiro! Nem é preciso andar lá pela África do Sul, nem pelo Panamá, nem o caraças…

    Prontos. Good night , ou lá como é que se escreve por aí, ó Pacheco!

    [Eh pá, que vergonha!: com isto tudo até me esqueci de “dar cartas”… Desculpem…]
    ( Gluck …) Ahhh !
    [‘Tás a ver o que me arranjaste, ó Pacheco?]

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