Eu e o outro
Depois de agraciada com um dos mais importantes prémios nacionais de ficção – o Grande Prémio de Romance e Novela da APE-DGLAB – pelo seu romance de estreia (Que Importa a Fúria do Mar), Ana Margarida de Carvalho regressa aos escaparates com uma nova ficção suculenta intitulada Não Se Pode Morar nos Olhos de Um Gato, apropriando-se (e bem) de um verso de Alexandre O’Neill. Desta feita, a acção decorre em finais do século XIX, quando, apesar de abolida a escravatura, continua a haver navios negreiros e transporte clandestino de negros nos porões. Um grupo de passageiros brancos, entre os quais um padre e uma antiga traficante de escravos, e alguns tripulantes terão, de resto, de conviver de perto com alguns destes negros e ganhar-lhes a confiança na sequência de um acidente que o navio tem ao largo do Brasil. Encurralados numa praia, a relação de forças e poderes inverter-se-á? O que aconteceu a este grupo de pessoas será realmente o pior que lhes podia ter acontecido – ou, afinal, serão as memórias do passado de cada indivíduo ainda mais negras e soturnas do que esta espécie de prisão? Nada se pode revelar do espantoso romance que será apresentado mais logo por Francisco Louçã. O convite aí vai, apareçam!
De Francisco Louçã, só conheço em co-autoria "Os donos angolanos de Portugal", coisa tão mal-escrita que comparo a um mau trabalho de um aluno, que ele certamente reprovaria! Por isso admira-me ser o apresentador de um romance como o que se anuncia...
ResponderEliminarQuanto ao livro... bom, já foi para a lista dos "A comprar e ler", pois acho o tema muito interessante e vem-me logo à memória "Amistad" - romance baseado no roteiro do filme, ao contrário do usual!
Neste caso e pelo apresentado parece-me mesmo apetecível.
Desejo sucesso à autora!
Saudações anti-esclavagistas cá da Cidade Morena,
A Ana Margarida é um furacão a escrever, por isso espera-se um belo romance. Estou muito curiosa para descobrir novas palavras, é que a autora, para quem não saiba, tem um talento especial para utilizar palavras que não lembram ao diabo, embrulha-las nas frases e presentear o leitor com uma prosa delirante. E isso torna-a muito singular e apetecível.
ResponderEliminarUm abraço.
Carla Pais
Gostei muito do romance de estreia., pelo que este também vai para a minha lista.
ResponderEliminarOra aqui está uma apresentação a que gostaria de assistir. Quer Francisco Louçã, quer a autora, me merecem ampla simpatia.
ResponderEliminarComo não é possível, os desejos de um bocadinho de tarde agradável.