Em Abril livros mil

Não há meses melhores nem piores para quem gosta de ler e lê naturalmente todo o ano; mesmo assim, dou comigo a sonhar com os dias compridos do Verão para neles caberem ainda mais leituras – e sobretudo as que nada tenham que ver com a profissão, já que, no resto do ano, são centenas as páginas lidas por obrigação e relativamente poucas, em comparação, as profundamente desejadas. E, no entanto, decerto porque Portugal não lê o suficiente, duas entidades – a Câmara Municipal de Lisboa e a Associação Portuguesa de Editores e Livreiros – lançam neste mês de Abril a campanha «Ler em todo o lado». Vai ser, pois, na capital, um período cheio de actividades para todas as faixas etárias, com vista a incentivar os hábitos de leitura dos Portugueses: exposições, leituras públicas, sessões de autógrafos, feiras de rua ou horas dedicadas ao conto, tudo isto e muito mais preencherá os dias que faltam para chegar Maio. Vale a pena estar atento a este programa de promoção da leitura.

Comentários

  1. António Luiz Pacheco13 de abril de 2016 às 05:01

    É que ler, diria eu, é a actividade lúdica mais barata de todas... ou não é?
    Um livro (novo, que há usados...) custa em média uns 15€.
    Dá bem para uma semana...
    Se for de uma biblioteca, então é práticamente grátis!
    Quanto custa um bilhete para um espectáculo? Quanto dura?
    Quanto custa ir ao cinema? Quanto tempo dá?
    Creio que dividindo custo pelo tempo, o livro bate a todos...

    Resta a TV, pois, mas essa também tem custos... uma TV é um investimento pesado logo à cabeça, mais a box, a antena, etc.

    Parece-me que em tempos de crise ou fora dela, o livro é de facto o entretenimento que fica mais económico!

    Vivam os livros!
    Extraordinárias são as horas que passamos a ler!

    Saudações entusiásticamente livrescas cá da Cidade Morena

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Ora agora é que era uma boa oportunidade para o Pacheco carregar um burro com livros e levá-lo até à capital, para fazer ver aos congéneres lisboetas como se lida com burros – perdão: com livros.

      Eliminar
  2. Emílio Gouveia Miranda13 de abril de 2016 às 07:39

    Ler é bom. Ler o que é nacional é melhor!

    ResponderEliminar
  3. Sinto-me contaminado pelo entusiasmo do Extraordinário Pacheco. Se não gostasse de livros, passava a gostar.
    Parecem-me interessantes estas iniciativas da Câmara e da Associação. E como moro em Lisboa vou abordar o programa para participar no que se oferecer.
    Se pudesse convencia a organização a trazer da Cidade Morena à Cidade Branca um dos mais entusiastas cultivadores do livro e da leitura.

    ResponderEliminar

Enviar um comentário

Mensagens populares deste blogue

Em Berlim

O que ando a ler

O principal e o acessório