Os orfanatos de Ceausescu
Depois de prémios e nomeações várias, Ana Cristina Silva regressa à publicação com um romance, A Noite não É Eterna, cuja acção decorre nos anos de chumbo da Roménia, sob o jugo do ditador Nicolae Ceausescu, com a população enfraquecida pela fome e dominada pelo terror. Seguindo as orientações do Presidente para a criação de um exército no qual os soldados são treinados desde crianças, Paul, um ambicioso funcionário do partido, decide levar de casa o filho de três anos e entregá-lo aos cuidados do Estado. Quando a mãe se apercebe do desaparecimento do pequeno Drago, a culpa e o desgosto já não a abandonarão, bem como o firme desejo de acabar com a vida do marido. Correndo riscos tremendos, Nadia não desistirá, porém, de procurar o menino, ainda que para isso tenha de forjar uma nova identidade, de fazer falsas denúncias, de correr os orfanatos cujas imagens terríveis chocaram o mundo e até de integrar uma rede que transporta clandestinamente crianças romenas seropositivas para o Ocidente. Mas será que o seu sofrimento pode ser aplacado enquanto Paul for vivo? Enquanto o ditador for vivo? Leia para saber.
Ideia interessante. Não li nada desta menina. Mas vai ser um êxito de certeza, parece que a garota é mesmo boa nestas coisas da escrita.
ResponderEliminarÉ boa, Beatriz! Vale mesmo a pena ler. Bom fim de semana!
EliminarTenho lido romances verdadeiramente interessantes desta autora. O facto de ser professora numa escola de psicologia sem dúvida que lhe dá um cunho pessoal/profissional nestes temas muitas vezes abordados por outros autores sem esta profundidade na mente humana. Com a Ana Cristina Silva, além da qualidade, digamos literária, sentimos que é alguém que percebe como funciona a psicologia do ser humano (para mim o fio condutor desta sua última fase de romancista). Gosto do seu estilo e do ambiente em que tem situado os livros, quase todos no imaginário português, a inquisição no séc. xvi em PT, várias abordagens às nossas colónias em África e suas personagens quase míticas, a sociedade portuguesa no tempo da grande guerra, a vida clandestina durante o estado novo. Nesta sua nova obra estou à espera disto tudo, apenas me questiono porquê a Roménia? Mas ainda bem, vai ser a primeira vez que lá vou.
ResponderEliminarSou casado com uma romena e não imagina as histórias que tenho ouvido ao longo destes anos... especialmente contadas pelos meus sogros, que sofreram bem mais que a Gabi.
ResponderEliminarNunca li nenhum livro desta escritora, pelo que tenho aqui um perfeito 2 em 1.
Bom fim-de-semana,
Rui Miguel Almeida