Brincar aos Maias (sem cometer incesto)
Os Maias, Becoming an Expert diz-lhe alguma coisa? Pois bem, é um jogo com 448 perguntas de escolha múltipla, divididas por níveis – uma espécie de concurso desenvolvido por uma equipa multidisciplinar de investigadores da Universidade de Coimbra, com o apoio de profissionais de design e programação informática, para tornar a aprendizagem da obra de Eça de Queirós mais entusiasmante e interactiva. O jogo destina-se, ao que parece, a smartphones e tablets e já foi testado com alunos do 11.º ano em estabelecimentos de ensino do Centro e Norte do País com bastante sucesso: as reacções, tanto de alunos como professores, foram francamente positivas, razão para a coordenadora do estudo financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia concluir que é necessário alterar as práticas de ensino e ir além da aula tradicional de tipo expositivo. Se os alunos levam o telemóvel para a aula e não o conseguem ignorar, então o melhor é usá-lo para aprender a matéria (neste caso Os Maias, mas há outros temas, como a implantação da República, por exemplo). Os jogos – que inicialmente serão quatro – vão ser lançados em Maio e disponibilizados a todas as escolas que se mostrem interessadas em experimentá-los. Vamos lá ver quantos peritos em Eça vão nascer nas escolas.
Muito bem! Parece uma iniciativa extraordinária. Esperemos dê fruto e que se possa alargar-se.
ResponderEliminarPor uma vez, e esperemos que não seja a única, há um passo positivo no sentido de cultivar e no uso adequado desses malfadados aparatos electrónicos de multimédia!
Quanto aos telemóveis e quejandos na aula, é simples de resolver quando se queira: Os ditos cujos serem obrigatóriamente desligados sob pena de expulsão da aula e mais, ao entrarem na aula teriam de os colocar num recipiente... também obrigatóriamente.
Já sei que serão medidas tidas como antipedagógicas, traumatizantes e quem sabe se de violência protofascista contra os alunos... mas sei de um professor que o faz já, e com bom resultado... porque por esse andar os alunos irão de moto para dentro da sala, ou levarão um plasma, ou quem sabe se um qualquer aparelho musical que ponham a tocar durante a aula!
Regras, normas, fazem parte da educação e da formação... porque depois em chegando ao mercado de trabalho vai ser como? Vão para reuniões de trabalho de IPAD ou coisa parecida???? E vão contestar usá-los ou manter ligados durante a mesma? Já me sucedeu ter de pedir a pessoas que reúnem comigo que desliguem os aparatos... até clientes, não gostam mas eu digo-o delicada e firmemente, dizendo que caso a minha apresentação não seja do seu interesse posso terminá-la imediatamente...
Funciona sempre, e ficam mais embaraçados que mal-encarados.
A questão é que não nos podemos deixar intimidar!
Saudações Queirozianamente Maiescas cá da Cidade Morena!
High School: the best COIMBRA
ResponderEliminarYES!!
EliminarAnd it’s wonderful library… oh! oh!
My best regards, Cláudia.
De lés a lés.
EliminarThoroughly, you mean.
EliminarCoast to coast, I believe.
Ui!!! Eu, velha do Restelo (com alguma propriedade ) me confesso. Nada deve substituir a leitura de Os Maias. Um jogo inter - quê? Uma 'coisa' proactiva ? Para um brincadeira, um jogo entre miúdos, um serão entre amigos, muito bem. Entusiasmar os alunos para a leitura de Eça com uma aplicação, um questionário de escolha múltipla com diferentes níveis, tipo, (como dizem os meninos e as meninas que não lêem) concurso de televisão? Não, muito obrigada. A quente, de chofre a minha resposta é :"não gosto e não li". Ponto.
ResponderEliminarExpliquem-me como se faz, muito bem explicado e eu aceitá-lo-ei, quiçá, como brincadeira fora da sala de aula. Serei conservadora, ultrapassada - jurássica! - no modo como entusiasmo os alunos para a leitura. Aceito todos esses epítetos. Não aceito, aliás, tenho dificuldade em compreender como se explica, como se transmite o prazer de um serão em Santa Olávia no écran de um smartphone . Quero saber como se faz, por favor! Com alguma apreensão, claro está. Telemóveis ligados, na sala de aula? Eu não permito, o regulamento da minha escola não permite, as regras da boa educação não o permitem. Creio que tudo isto está relacionado com a forma como, em sociedade, aprendemos a viver com todos estes aparelhos. Ou não?
Ninguém gosta de ser incomodado num espectáculo, numa conferência, num serão mais intimo, pelos acordes da banda sonora da Guerra das Estrelas ou pelo miar de um gato, pois não?
Bem me parecia.
Haja Bom Senso e Bom Gosto!
Eu vou ali comer um prato de arroz de favas.
Os Maias: um dos livros maiores da nossa literatura e da literatura universal. Tudo quanto lhe dê visibilidade é bem vindo.
ResponderEliminarNão me parece que a intenção seja que o jogo substitua a leitura; servirá mais para cimentar conhecimentos. Poderão existir aulas com smartphones e tablets (que espero todos os alunos tenham ou dá buraco) e aulas de leitura. Umas não invalidam as outras. O verdadeiro problema será conseguir que eles se entusiasmem tanto que não entrem em jogos e sms ou o que seja, paralelos. Mas havendo por exemplo equipas constituídas e entusiasmo, talvez se consiga.
ResponderEliminarGosto muito da ideia, só espero que não venha a servir para o mesmo que os livrinhos da Europa-América! Pode ser divertido fixar respostas com um quizz mas nada bate o verdadeiro divertimento de ler Eça :)
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