Recomenda-se

O diário espanhol El País tem uma ferramenta de sonho: Librotea, um recomendador de livros. Na verdade, é uma livreira digital – e é mulher porque as estatísticas dizem que as mulheres lêem mais e que as escritoras têm cada vez mais peso nas listas dos livros mais vendidos. Mas isso pouco importa para quem gosta de ler e, quando vai a casa de alguém, não consegue deixar de cheirar estantes alheias. Librotea permite conhecer as estantes de escritores, críticos, ensaístas e bloggers, gente da música, do cinema e das artes plásticas. Todos os leitores podem abrir um perfil na Librotea (librotea.com) de forma gratuita e criar as suas próprias estantes, seguir outros utlizadores, partilhar o que andam a ler nas redes sociais e até comprar os livros recomendados (através de ligações a livrarias virtuais) ou fazer crítica literária. A grande diferença entre este «recomendador» e outros do tipo (a Amazon também recomenda) é que, em vez de um complexo algoritmo, aqui os conselhos podem vir de especialistas ou outros utilizadores da rede com quem vamos sentindo afinidades; e, além disso, as categorias das estantes são muito mais amplas do que numa livraria online, pois podemos encontrar as listas de títulos que marcaram ou ensinaram a ler determinada pessoa que admiramos (Vargas Llosa está lá, por exemplo) ou uma estante de livros que atingiram o sucesso depois de adaptados ao cinema, juntando duas obras tão distintas como As Horas e O Padrinho. Para terminar, a Librotea permite ligações a entrevistas e artigos escritos no El País sobre as obras que pesquisamos. Uma espécie de boca-a-boca das novas tecnologias. Também quero disto em Portugal.


 


P.S. Se amanhã o blogue tiver um look diferente, não estranhem. São mudanças a favor de uma maior legibilidade em todos os tipos de dispositivos.

Comentários

  1. Interessante, de facto. Sobretudo se se tratar de uma verdadeira rede de opiniões... ao serviço do leitor, mais do que das Editoras. Sobretudo das que têm maior capacidade - também - de persuasão. Bom dia a todos os amantes dos livros.

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  2. Realmente isso parece uma coisa Extraordinária!

    Librótea... apesar de ter nome de peixe, em português seria livrótea ?

    E por cá quem poderia avançar com tal coisa? Que jornal? O Expresso?

    Saudações interessadas da Cidade Morena

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  3. Cláudia da Silva Tomazi29 de fevereiro de 2016 às 02:48

    Gostei de saber que mulheres estão a ler mais! Claro, independente de raça, cor e credo, historicamente as mulheres vêm assimilando por responder dedicadas à formação.

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  4. Vou esperar por amanhã para observar as mudanças:). E não sei se com uma librotea eu não perdia exagerado tempo retirado à leitura, verificando opiniões e estantes. Mas venha ela que o povo é livre de tomá-la como lhe aprouver.

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  5. Julgo que algumas das mencionadas funções já se encontram no www.goodreads.com, que goza de expressiva adesão junto dos leitores portugueses e de alguns (poucos) escritores portugueses. Por exemplo, o João Pinto Coelho tem enorme amabilidade e humildade de comentar e elucidar algumas das "reviews" feitas ao seu livro naquela plataforma. Eu fui uma das felizardas.

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