Liberdade de expressão
Nunca pensei ver o nome de J. K. Rowling, a autora da famosa série Harry Potter, premiada com o PEN de Liberdade de Expressão, galardão que no ano passado distinguiu a revista satírica francesa Charlie Hebdo e que, em anos anteriores, foi já entregue Tom Stoppard e a Salman Rushdie. Mas a verdade é que a inglesa o receberá este ano “pelo mundo da fantasia sem preconceitos” presente na saga juvenil que criou, alegando a Associação Americana de Escritores que Rowling ensinou às crianças a importância de dizer o que pensam e de ouvir as opiniões dos outros. Além disso, a senhora que se tornou rica em poucos anos com a sua escola de feitiçaria é, ao que parece, uma activista da liberdade de expressão, bem como uma importante colaboradora de uma ONG que se dedica a proporcionar o reencontro de crianças abandonadas com as suas famílias. J. K. Rowling vai receber o prémio numa gala no Museu de História Natural, em Nova Iorque, a 16 de maio.
Embora não tenha lido nenhum dos livros do Harry Potter, os meus filhos leram-nos na altura e acharam-nos muito interessantes. Sei que a J. K. Rowling entretanto escreveu romances para adultos que tiveram boa aceitação. Penso mesmo que se testou a si própria publicando um desses novos livros sob pseudónimo e que viu serem-lhe escritas boas apreciações por críticos profissionais que não sabiam estar a comentar uma nova obra da autora do Harry Potter.
ResponderEliminarQue bom saber que é uma militante a sério de boas causas !
Se calhar porque é uma boa alma e não se esqueceu dos tempos difíceis do início da sua vida adulta, em parte passada aqui no Porto. Um destes dias terei que folhear um dos livros da J. K. Rowling para adultos.
Já que estamos a falar de bifes, deixem-me usar a exprssão dos Monty Python, and now for something completely different, para perguntar: leram o artigo do embaixador do Brasil ontem no Público, a propósito do AO ? Se tiverem curiosidade está neste link:
https://www.publico.pt/culturaipsilon/noticia/o-brasil-e-o-acordo-ortografico-da-lingua-portuguesa-1722770
Fui ler. É assunto arrumado.
EliminarExatamente !
EliminarNão me dá acesso... é pena...
EliminarCaro António Luiz, aqui vai o texto do embaixador:
Eliminar"O Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa (AOLP) passou a ter plena vigência no Brasil a partir de 1.º de janeiro de 2016. A fase discursiva do exame de acesso à Universidade de São Paulo (USP), realizada em 10 de janeiro do corrente, com a participação de 26 mil estudantes, foi o primeiro grande exame de acesso ao ensino superior brasileiro a aceitar apenas a ortografia prevista no AOLP.
O Acordo Ortográfico, firmado em 1990 por Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste, representa ponto de inflexão na trajetória internacional do idioma. Desde 1911, Brasil e Portugal ou realizaram reformas unilaterais ou ensaiaram esforços baldados de aproximação ortográfica. O AOLP interrompe essa tendência e manifesta a disposição dos países da CPLP de evitar maior dispersão da grafia do idioma.
Ademais, a uniformização das normas ortográficas contribui para a internacionalização do português ao reduzir os custos de sua transformação para língua de trabalho ou oficial em organismos internacionais. Ademais, propicia sua disseminação em sistemas de comunicação globais, como a Internet; possibilita a circulação de bens culturais entre os países de língua portuguesa, num espaço ampliado, com mais de 250 milhões de pessoas; e favorece o seu ensino como língua estrangeira ao reduzir a discrepância entre suas variantes.
Como se sabe, a incorporação do AOLP ao ordenamento jurídico brasileiro remonta a 2008, quando se finalizou o processo de ratificação do Acordo e de seus dois Protocolos Modificativos. Na ocasião, foi previsto período de transição de quatro anos (2008-2012). No entanto, com o intuito de assegurar sua implantação em todo o território nacional (o Brasil é do tamanho de um continente), bem como de ajustar os prazos de aplicação obrigatória com os outros países da CPLP, o Brasil optou por prorrogar o período de transição até 31 de dezembro de 2015. Desse modo, a plena aplicação do AOLP, em 1º de janeiro de 2016, ocorreu em data mais próxima de sua vigência em Portugal (maio de 2015) e em Cabo Verde (outubro de 2015).
Mesmo antes de se tornar obrigatória, a nova ortografia já estava sendo amplamente adotada no Brasil. Em 2008, passou a ser utilizada nos documentos do Governo, bem como pelos meios de comunicação impressos e pelas editoras brasileiras. Entre 2009 e 2012, foi introduzida no sistema escolar brasileiro, tendo em conta o cronograma trienal do Programa Nacional do Livro Didático (PNLD), considerado um dos maiores programas de distribuição de livros didáticos do mundo. Segundo a Associação Brasileira de Editores de Livros Escolares (Abrelivros), a totalidade das obras didáticas editadas no país já segue as normas do Acordo Ortográfico.
Entre 2008 e 2015, durante o período de transição, o Brasil sempre reiterou seu compromisso com a plena aplicação do AOLP. Internamente, como já mencionado, por meio da utilização da nova ortografia nas comunicações oficiais, no sistema educacional e nos meios de comunicação social. Internacionalmente, por intermédio de declarações emanadas de Cimeiras e Reuniões Ministeriais da CPLP; de Cimeiras bilaterais Brasil-Portugal; e dos documentos finais das Conferências sobre o Futuro da Língua Portuguesa no Sistema Mundial (Brasília, 2010, e Lisboa, 2013).
Tive a safisfação de também confirmar o compromisso em duas cartas dirigidas aos deputados da Assembleia da República, respectivamente, em 12 de setembro de 2013 e 20 de fevereiro de 2014, ocasião em que esclareci não haver qualquer intenção do Brasil de questionar ou recuar na aplicação do AOLP, a despeito de notícias em sentido contrário aqui divulgadas.
A adoção de regras ortográficas comuns pelos países de língua portuguesa representa passo pioneiro e decisivo no sentido da gestão multilateral do idioma, que tem, até o momento, no AOLP e no Instituto Internacional da Língua Portuguesa (IILP) suas expressões mais concretas. A ortografia comum possibilita
Tema elegante, prémio idem. Parabéns aos ingleses estão bem representados em NY.
ResponderEliminarHo , premiados... activista... ai se descrevesse aqui tudo que sei: observando acções das ONGS , não esqueçam que organizei alguns festivais multiculturais na zona da capital... dá tanto jeito certas colagens...
ResponderEliminarBom, no que tange à questão da liberdade, não sei e nem sabia mas presumo que a sua obra se possa inserir no conceito de liberdade de expressão, e mais, em conceitos que me parecem muito importantes sobre coragem, iniciativa, amizade... valores.
ResponderEliminarSó conheço Harry Potter do cinema, confesso e vi quase todos os filmes... aliás como não? Nunca calhou foi ler, mas pelo que vi no cinema é de uma imaginação Extraordinária, e penso que pode alcandorar-se a autora a um patamar próximo de Verne, Tolkian e por aí fora.
Saudações imaginativas cá da Cidade Morena
Nada a opor. Não li uma linha do que escreveu e só vi um nico do primeiro filme. E não estou de modo algum à altura de discutir possíveis adversários. Acho bem que tenha enriquecido. Satisfaz-me que pessoas normais e sem fortuna enriqueçam por sua conta e de forma honesta. Sem escreverem as sombras de Grey que, pelo visto são 50 e nem sei como é que a autora dá conta de tanta sombra.
ResponderEliminarParabéns! Nunca li nada desta autora, mas respeito a opinião de quem tem o poder de a designar.
ResponderEliminarParvoíce.
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