Editora ou autora?
Quando me convidam para festivais, congressos sobre a língua portuguesa, debates a propósito de livros e edição, etc., tenho sempre o cuidado de perguntar em que qualidade me querem lá: se como editora, se como autora. Às vezes, querem tudo ao mesmo tempo (dá jeito uma pessoa que veja os dois lados da questão e poupa-se um quarto de hotel, se for o caso), mas, quando a poesia é o cerne da coisa, o mais provável é pedirem-me que leia poemas e fale do acto da criação. Hoje, embora vá estar presente também como poeta, parece que me vão interpelar sobre os jovens autores que publiquei e publico e a minha teimosia em tirar livros das gavetas dos escritores numa tentativa de mostrar ao público nova literatura. A sessão vai acontecer na Livraria Bulhosa do Centro Comercial das Amoreiras, que celebrou recentemente o seu 30.º aniversário e tem um clube de leitura ao qual já foram, ainda por cima, alguns dos autores de quem tenciono falar. A moderação será feita por Olga Marques e a entrada é livre. Por isso, se tiver curiosidade, apareça por lá pelas 18h30.
Sim ela é modesta e, faz da literatura uma(s) festa(s) em grande estilo. Parabéns Maria do Rosário Pedreira!
ResponderEliminarCláudia da Silva Tomazi
modesta é coisa que ela não é.
EliminarTambém me parece...
EliminarApelidar-se de teimosa/o é sempre uma maneira de fingir modéstia.
E afinal descobre talentos por originais que lhe são enviados, ou tira-os das gavetas dos amigos?
Tomem um rennie que isso passa.
EliminarJá passou. Obrigada pela sugestão!
EliminarDeve ser interessante. Boa sessão.
ResponderEliminarE porque não como romancista ?
ResponderEliminar"Alguns Homens, Duas Mulheres e Eu" é o melhor retrato que conheço dos jovens adultos lisboetas da geração da Maria do Rosário Pedreira.
E porque não também como autora de literatura juvenil ?
"O Clube das Chaves" foi lido por muitos adolescentes deste país.
Tenho a felicidade de ter o livro de poesia, apresentado no cartaz, entre inúmeros outros de Grandes Autores. Lido na íntegra.
ResponderEliminarA poesia é a linguagem de «uns poucos», lida por muito poucos...
Parabéns!