Celebrar os criadores

Pouco depois de conhecida a desgraça que foi o incêndio no Museu da Língua Portuguesa de São Paulo (onde até morreu uma pessoa), chega-me uma boa notícia da Sociedade Portuguesa de Autores (SPA): a ideia da criação de um Museu do Autor Português que celebre, no fundo, os nossos criadores em várias áreas e esteja aberto ao público. Parece que as conversações vão já adiantadas entre a presidência da SPA e a Câmara Municipal de Lisboa – o seu presidente e a vereadora da Cultura – para que possa ser pensado na capital um espaço que passe a albergar documentos, obras de arte e muitos, muitos, objectos relacionados, afinal, com a vida dos autores – que podem ser músicos, pintores, escritores, fotógrafos, não importa, terão certamente peças fundamentais para partilhar com os visitantes. Além de uma sala de exposições (que poderão ser temporárias ou permanentes), a SPA crê fundamental a criação em tal museu de um centro de documentação e de uma biblioteca, e eu não posso senão concordar. O facto de a gestão ser conjunta – da SPA e do município – também é novidade. Não vai ser talvez nos tempos mais próximos que vamos ver a coisa de pé, mas a circunstância de divulgarem o projecto é já meio caminho andado para acreditarmos que ele irá avante.

Comentários

  1. Não vejo razões para que esta boa ideia possa demorar assim tanto tempo a ser colocada em prática.

    De certeza que a CML têm instalações subaproveitadas e em bom estado, que poderiam albergar este Museu.

    Das coisas que mais me irritam nas cidades portuguesas é a inexistência de parcerias entre Autarquias e Instituições Privadas (desde Associações a Escolas), de forma a que seja mais fácil e mais económico gerir as Casas de Cultura (que muitas vezes não recebem a visita de quase ninguém, porque não têm uma programação que vá ao encontro dos interesses dos seus cidadãos).

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  2. Uma excelente notícia que, de algum modo, representa um bálsamo para a daqueloutra da tragédia de além-mar, aquém-mar e de todos os território da língua e identidade portuguesa. Que se realize, tão greve quanto possível!

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  3. Celebremos a ideia mesmo que a concretização já não venha a pertencer aos nossos dias. tem que se começar por algum lado. Parabéns à SPA e à Câmara Municipal de Lisboa

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  4. Eu gosto de visitar as chamadas casas-museu de escritores. E essas, geralmente, são ricas em contexto e espicaçam o imaginário do visitante. Na minha terra, por exemplo, existe a Casa-Museu Júlio Dinis.

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  5. É, na verdade, uma excelente, e louvável, ideia e iniciativa. E, de facto, locais potenciais em Lisboa para a sua concretização não faltam, como, por exemplo, o (ex-)Pavilhão de Portugal (no Parque das Nações) e o Pavilhão Carlos Lopes.

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  6. Excelente ideia.
    Quanto ao local deve haver muitos. Estou a lembrar-me do Convento da Graça a que José Sá Fernandes (antes de ser vereador na CM Lx) se dedicou a fim de ser atribuído a atividades deste tipo e até hoje... nada.

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  7. Bom... falamos da Rua de S. Paulo (Lisboa) ou, de S. Paulo capital do estado brasileiro do mesmo nome?

    É que parece que o povo irmão Sul-americano nem por isso valoriza muito a cultura dos seus irmão europeus -nós (ai que raiva!!!) ... Mas é um facto geográficamente preponderante, ainda que culturalmente discutível.

    Saudações africanas da Cidade Morena.

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