Ups!

Não costumo distrair-me com as Horas Extraordinárias, mesmo quando escrevo ou planeio com antecedência; mas hoje, quando cheguei à empresa e fui consultar o blog, o post que cá estava não fazia sentido, pois prendia-se como uma sessão a que eu pensava ir, mas afinal tive de faltar... Tirei-o a correr para não enganar ninguém, mas, como estou cheia de trabalho hoje, quero apenas anunciar que a razão por que não estou onde devia estar a falar com os leitores tem que ver com um outro evento que se realizará mais logo, às 18h30, no Auditório 2 da Gulbenkian: Mário Cláudio irá receber (pela segunda vez!) o Prémio de Romance e Novela da APE-DGLAB pelo seu romance Retrato de Rapaz, um texto delicioso sobre a relação de Leonardo Da Vinci e um seu discípulo sem talento mas cheio de graça. Vá lá fazer-nos companhia! O ministro da Cultura entrega o galardão.

Comentários

  1. Era bom que a Rosário, de vez em quando, nos relatasse como decorrem as sessões que por aqui anuncia.

    Não deu para ir e fiquei cheio de curiosidade por causa das "Arrependidas". :)

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  2. Mário Cláudio parece estar em alta!

    Gosto bastante da sua maneira de escrever - do estilo, creio que á assim que se diz -, e acho-o muito bom nas descrições, eu gosto muito de escritores que descrevem e discorrem descrevendo, pois acho que é a melhor maneira de me levarem com eles, de partilhar o que vêem ou sentem e querem passar-me.

    Pena é sermos discordantes em alguns pontos de vista, mas isso é o menos.

    Saudações descritivas cá da Cidade Morena, molhada e com aquele cheiro...

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  3. Vai receber um prémio por este "RETRATO DE RAPAZ"? perdoe-se-me a minha ignorância (e tenham paciência) mas este retrato foi das coisas mais chatas que li em 2014, uma pastilha de caixão à cova, uma pastilha que me custou mesmo a mastigar. E eu que, não muito tempo antes, me havia deliciado com o excelente "CAMILO BROCA"

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    1. Uma pastilha? Ora essa. Até o achei assim a modos que pequeno, com letras mais ou menos gordas e assunto agradável; pareceu-me uma abordagem algo original, ainda que seja o que menos aprecio nos romances. E o escritor tem boa prosa. Pronto, tá bem, é a minha opinião.

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    2. Está a ver porque é que eu não costumo recomendar livros...é que o que para mim foi uma chatice e uma pastilha das antigas para outras pessoas pode ser o máximo, e vice-versa; os gostos são realmente muito subjectivos. EU (repito) eu (a muito custo) li-o todo e achei-o (repito) uma pastilha das antigas, uma chatice.

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  4. Bem que gostaria de ir, mas o meu mundo fica tão longe que não dá senão em pensamento. Alguém teve o bom gosto de me dar esse livro. Gostei de lê-lo. Parabéns a Mário Cláudio e a todos os envolvidos na edição.

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  5. Parece que foi o Pessoa quem escreveu, numa carta: "Caro amigo, escrevo apenas para lhe dizer que não tenho tempo para lhe escrever."

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    1. Eu entendo a frase de Pessoa. E não vejo nela qualquer mal entendido. Todos podemos escrever o mesmo quando só há tempo para uma frase e queríamos tê-lo para uma carta longa quiçá a esclarecer assunto, a responder a questões, a contar de nós...então, por amizade e delicadeza, escrevemos dessa forma..

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