Livro ecológico

O argumento mais frequente a favor do livro digital e contra o livro em papel é, efectivamente, o facto de este último consumir hectares e hectares de floresta (embora as papeleiras plantem florestas com o propósito exclusivo da produção de papel) e litros e litros de água… É um facto que gostaríamos que assim não fosse, mas… Em todo o caso, um editor independente de livros infantis na Argentina chamado Pequeño Editor teve uma ideia de génio: a de publicar para crianças uma obra ilustrada auto-sustentável , uma espécie de livro-árvore. E como? Pois bem, a receita é uma beleza: o livro, que se chama Mi papá estuve en la selva, não só é impresso com tintas ecológicas em papel reciclado, como traz, incorporadas no papel, sementes de jacarandá – uma árvore linda e em vias de extinção que alegra a Feira do Livro de Lisboa todos os anos e me faz espirrar bastante – que podem e devem ser plantadas depois de lido o livro. Quando as crianças terminam a história, a ideia é devolverem à Natureza o que esta lhes deu, contribuindo assim para o equilíbrio ecológico do Planeta e desenvolvendo nos pequenos leitores uma consciência ambiental. Veja o booktrailer no link abaixo.


 


https://www.youtube.com/watch?v=v07V8yNpaCI

Comentários

  1. O livro presta-se a muitas boas causas.

    Esta é mais uma. Ainda bem. :)

    Já espirramos por tantas coisas, por isso que as cidade se povoam de jacarandás com o seu rosa (violeta?) primaveril.

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  2. Se o mundo se encher de jacarandás vai ficar muito mais bonito, as ruas todas lilases ao alto e ao baixo, varredores e máquinas de aspirar com imenso trabalho. E talvez seja pecado cortá-los depois de tantos anos a enfeitar a Terra. Até por terem uns ramos extraordinários que levam anos a criar aquelas formas atraentes.

    Os jacarandás que vestem Lisboa são lindos. Não só os do Parque Eduardo VII. E há uma onda de plantio desta árvore a grassar pelo país. Isto, sem livros infantis com sementes.

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  3. Um problema sério no qual tenho pensado, ou seja, o desperdício da água; a madeira não será assim tanto dado que há espécies que se renovam e não são nefastas como o eucalipto: talvez até seja um incentivo à reflorestação e ao recurso da reciclagem. Aliás, pode-se recorrer à transformação da esteva em pasta, só ainda não se avançou por questões de finança, lucro, entenda-se. Qualquer dia ainda me verão por aí com uma coisa daquelas a passar o dedo no mostrador, mudando de página...

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  4. Pois é... bela idéia!

    Quanto ao resto, não se preocupem que é treta como de costume e por moda... o papel gasto nos livros não pesa assim tanto, imaginem antes o papel gasto em embalagens de cartão! Imaginem as florestas cortadas para dar lugar a produção da tal soja-que-ia-acabar-com-a-fome-no-Mundo, ou por causa de autoestradas e parques industriais! Ou para produzir tintas e tanta coisa que os modernos usam sem qualquer prurido... ai, mas os livros gastam muito papel... pois! A minha consciência ecológica diz-me que não é verdade e como muito apropriadamente disse a Nossa Extraordinária Anfitriã, as árvores que se derrubam são e devem ser replantadas, pois também e além do mais o estrato arbóreo abafa e elimina os outros.

    Esses objectos que se dedilham usam metais raros, pesados e preciosos, como o Cobalto, Titânio, Estanho, Cobre, e sobretudo o raro e localizado Coltan que é directamente responsável por guerra, mortes e uma inacreditável linha de corrupção em África! Será que os modernos e os adeptos do digital-que-é-mais-limpo sabem disso? Hum? Se calhar nem imaginam... mas informem-se, sejam modernos que diabo!

    Saudações alegre e despreocupadamente papeleiras cá da Cidade Morena e das suas acácias rubras!

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  5. Hmm... mixed feelings.
    As florestas plantadas pelas papeleiras são tudo menos ecológicas.
    Os ebooks ainda não são o novo paradigma (a não ser que estejamos no Japão).

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