No lugar certo
Este é um blogue que fala sobretudo de livros e edição, bem sei, e os seus leitores regulares são quase todos amantes de livros; mas, de vez em quando, gosto de me desviar desses assuntos por boas razões – e esta, creio, é uma delas. Muitos já devem ter conhecimento da campanha levada a cabo pelo Museu Nacional de Arte Antiga para a aquisição de um quadro belíssimo do pintor Domingos Sequeira, A Adoração dos Magos. A oportunidade de o acrescentar ao acervo do museu (que já possui os estudos para esse mesmo quadro e o cartão final) num tempo em que, infelizmente, não há dinheiro nem para mandar cantar um cego levou o director a convidar todos os portugueses a contribuírem com o que puderem, tornando-se verdadeiros mecenas de um dia para o outro. A iniciativa, muito aplaudida, de resto, pelos media e os artistas, teve resultados muito bons na primeira semana – em que imensas pessoas foram escolher um bocadinho desta tela magnífica para oferecer ao museu. Mas o museu precisa ainda de mais contributos e o facto de poderem ser pequeninos faz-me agora usar este blogue para difundir a campanha. Vamos pôr o Sequeira no lugar certo? Veja o link abaixo e ajude.
Apesar de ser uma excelente iniciativa, entre outras coisas, faz-nos pensar no estado a que chegou a cultura no nosso país, que dizem receber apenas 0,05 do PIB.
ResponderEliminarIsto sim uma vergonha.
Mixed feelings. Campanha criativa, bem adaptada a um tempo de redes sociais, merece o meu aplauso. Mas num tempo de subida de impostos, o cidadão pagar também para ter obras de arte em museus parece-me excessivo.
ResponderEliminarAcho uma bonita ideia. Mas não deixa de ser triste que os museus tenham de apelar aos portugueses de médio e baixo rendimento para adquirir arte. Os verdadeiros mecenas deviam ser outros. Que os ricos portugueses, é uma verdade da estatística, estão mais ricos. Isso sim, é que seria partilhar com quem tem menos; e ter a satisfação de ver o dinheiro brilhar à luz mais bela. Mas esses senhores compram para si, para os corredores e escritórios onde passam a vida. Como se o valor da arte não esteja em ser contemplada pelo maior número.
ResponderEliminarÉ claro que é vergonhoso, para o país e para os governantes!
ResponderEliminarÉ vergonhoso o ministro da cultura que agora inicia dizer na comunicação social que o regime cleptocrata de Angola é o "bando" que se mantém há mais tempo no poder, quando representa uma força política que se tem pautado pela corrupção e uso de cargos e dinheiros públicos nos últimos 40 anos, e, o seu próprio pai é disso exemplo com a sua fundação para a qual aposto não vai faltar dinheiro ao contrário de para iniciativas destas!
Peço me desculpem pela tergiversação, mas não me posso conter.
É claro que esta forma de apoiar estas causas é de divulgar e usar, pela minha parte, envergonhado e revoltado mas contribuo!
Saudações revoltadas cá da Cidade Morena.
Ainda não consigo separar o afã do Governo em obter dinheiro com a venda das obras de Miró e a iniciativa do MNAA para acrescentar o seu acervo com dinheiro de quem queira contribuir. O MNAA é um órgão de execução do Governo. Só espero não assistir um dia ao ato do Governo vender parte das obras de arte dos museus e encontrar-se iincluída esta tela de D.A. de Sequeira. É que ainda será preciso enfiar nos bancos uns milhares de milhões visto que o mal que fizeram e os levou à falência vai continuar a ser praticado (ou há por aqui alguém que se oponha?).
ResponderEliminarSim. Importante (apoiar) boas inativas. Eu gosto de Arte pictórica.
ResponderEliminarCláudia da Silva Tomazi
iniciativas
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