Futilidade
Depois de ter publicado um livro chamado Esse Cabelo de que convém afastar toda e qualquer suspeita de futilidade (é, na verdade, o contrário disso), deixem-me aproveitar um dia sem ideias e assumir um post inteiramente fútil. Acho que todos nós (mulheres e homens, não importa) gostamos de nos apresentar bem ao lado de pessoas de quem gostamos, ou que respeitamos, ou até que não conhecemos, mas a quem queremos causar boa impressão por isto ou por aquilo. Sempre que fui à TV participar em algum programa e aquelas magníficas maquilhadoras profissionais se ocuparam de me pôr mais bonita, a verdade é que toda a gente me dizia depois como ficara tão bem. Ora, apesar de não ter nascido sem dotes para os trabalhos manuais (sei coser e tricotar), acontece que, se me pinto sozinha, na maior parte das vezes fico pior do que com a cara lavada. Percebi recentemente que também para isso é preciso ciência. E como? Pois bem, como haveria de ser? Num livro, que também os há sobre estas coisas comezinhas. Chama-se Maquilhagem Real para Mulheres Reais, escreveu-o a Inês Mocho e quem me falou dele foi a editora, que é minha colega e mo ofereceu quando lhe expliquei como era, de facto, bastante naba em questões de maquilhagem (que não de borrar a pintura). Assim, lá experimentei seguir os conselhos da autora no dia de um casamento para que fui convidada há pouco tempo e não é que os resultados foram compensadores? Tive de comprar alguns produtos novos, mas, enfim, acho que valeu a pena. Desculpem-me a futilidade, mas quem sabe não ajudo algumas leitoras de caminho?
Mas muito pelo contrário Extraordinária MRP!
ResponderEliminarEste post, confirma tudo aquilo que falamos e de que gostamos: a magia dos livros!
É justamente porque há, e podem haver, livros escritos sobre qualquer tema - por mais fútil, vão ou incompreensível que possa parecer - que os livros se tornaram naquilo que são, uma ferramenta e sobretudo um depósito do saber e da cultura humana!
Um dia, em que por um bombardeamento de neutrões, a vida desaparecesse, pois ficavam os livros, e se uma nave extraterrestre poisasse e viesse investigar, poderia com a sua inteligência encontrar nos livros TUDO o que a humanidade foi ou continha, tudo mesmo, do melhor ao pior!
Portanto, e em minha opinião, sim a todos os livros mesmo aos que tratem de maquiagem!
A magia dos livros está nisso mesmo!
Saudações encantadas da Cidade Morena!
A vida não desaparecia, ficavam as baratas e as formigas. E talvez algumas bactérias.
EliminarQuanto ao tema do post: a maquilhagem é uma verdadeira ciência! Mesmo uma arte! Por isso, nada fútil. Quem faz da maquilhagem o centro da sua vida (a não ser que seja profissional, como as senhoras da televisão) é que tende a ser fútil.
Eu também sou uma naba nesses assuntos, quer dizer, já fui mais. Até fazer trinta anos, nunca usei maquilhagem, porque sempre tive muita dificuldade em pintar e no rosto, então, era uma desgraça. Por acaso, também sei tricotar e costurar, por isso, não sou inteiramente destituída de talento para os trabalhos manuais ;)
Voltando à maquilhagem: é conhecido que o tempo deixa marcas no nosso rosto. E principalmente às mulheres muito se exige, em termos de aparência. Tive de me iniciar nessa arte (ou ciência). Não foi fácil, mas fiz grandes progressos e hoje, com 50, já tenho alguma estaleca ;)
As unhas é que são o meu ponto fraco. Não imaginam o quanto me custa pintar as unhas, sou um verdadeiro desastre, borrato tudo. Conclusão: se quero unhas pintadas, tenho de pagar a alguém o serviço. Mas ainda não desisti. Planeei treinar nas unhas dos pés, durante o Inverno, pois não se mostram. Vamos ver se consigo cumprir ;)
50 ????
EliminarA sério???? Olhe que ninguém lhos dava... pronto lá estou eu a discordar de sei outra vez!!!!!
Ahahah!
Mas falo a sério e não estou a ser lisonjeiro...
Saudações cinquentonas cá da Cidade Morena, que a partir de Janeiro próximo inicio outra década...
Não ligue à ilustração do meu perfil, feita pelo extraordinário escritor João Pinto Coelho, baseada numa foto que já tem cinco anos...
EliminarNova década? Enfim, o Facebook me dirá ;)
Não acho nada, mas mesmo nada fútil uma pessoa (homem ou mulher) querer arranjar-se seja em que ocasião for... Eu por exemplo, raramente saio de casa sem maquilhagem, um gosto que adquiri na adolescência e que se tornou um hábito tão banal como lavar os dentes todas as manhãs. Naquela altura, lembro-me de passar muitas horas a ler umas revistas de moda que ensinavam as miúdas a pintar os olhos. E se os livros existem, que façamos uso deles.
ResponderEliminarFutilidade há de ser outra coisa...
Abraço a todos os extraordinários desta sala.
Olhos com mais ou menos rímel são igualmente capazes de lerem Tolstoi.
ResponderEliminar(e tenho cá para mim, que esse livro é capaz de me dar bastante jeito)
Não me parece que seja assim tão fútil uma pessoa tratar de se apresentar bem.
ResponderEliminarNão é que me preocupe por aí além com esses cuidados com a minha apresentação. Sou um bocadito desleixado nessa matéria.
Mas aprecio essa postura nos outros, agrada-me que exista esse cuidado civilizacional na sociedade em que vivo.
Creio que a sensação de futilidade decorre do enorme poder dos negócios associados à moda, que procuram padronizar a apresentação das pessoas.
Por isso, aprecio especialmente o bom-gosto da simplicidade, a manifestação da individualidade, a isenção relativamente ao que é moda no momento.
Em suma: tratar da boa apresentação sem ligar à moda é exprimir a individualidade sem arrogância, e desse modo praticar a fraternidade.
Lá dizia o meu avô, quando vinha a propósito: “É boa pessoa. Não é de modas.”
Eu sou fã desses livros e dessas maquilhadoras! Falo no plural porque há outra Inês igualmente boa e com um livro muito bom também,a Inês Franco. Maquilho me todos os dias porque a profissão o exige e porque ja não passo sem maquilhagem e tenho aprendido imenso com elas! É tão bom sentirmo- nos bonitas!
ResponderEliminarBeijinho
Não faz mal a publicação ser sobre uma futilidade, também faz falta.
ResponderEliminarE se a informação para a melhoria tiver sido tirada de um livro, melhor ainda.
Não sou uma mulher nem me interesso pelo assunto aqui retratado, mas adorei o texto pela qualidade da escrita. :)
Ando a pensar comprar esse livro, também não tenho muito jeito para fazer maquilhagens mais elaboradas e até gostava de aprender mais um pouco sobre o assunto! :)
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