Contar histórias
Dizem os especialistas que uma boa maneira de motivar para a leitura é contar histórias às crianças desde muito pequenas; melhor ainda, contar as histórias com o livro na mão e mostrar-lhes as imagens à medida que, expressivamente, se lê o texto de cada página. Ler aos filhos pequenos um bocadinho todas as noites é meio caminho andado para os interessar pelos livros. Pois bem, a tarefa pode parecer fácil, mas, quando os filhos são muitos, a coisa, afinal, complica-se. Um professor de artesanato norte-americano, que costumava sentar um filho em cada joelho para ler a ambos a mesma história, viu a sua vida dificultada quando lhe nasceu um terceiro rebento, o que obrigava Rachel, a filha mais velha, a escutar o conto de pé. E o que fez então para não privilegiar ninguém? Como artesão experimentado, criou uma cadeira de balouço que dá para todos três ouvirem confortavelmente a mesma historinha contada pelo papá. Ao seu invento chamou StoryTime Rocking Chair – e a fotografia desta família para quem as histórias são importantes vai aí abaixo. Uma bela ideia!
Bom dia!
ResponderEliminarTenho a dita de fazer parte daqueles a quem eram lidas e contadas histórias na infância!
Avó e mãe, tias velhas, criadas de servir e em particular uma cozinheira muito amiga de inventar histórias, mais caseiros, boieiros, trabalhadores rurais e de frequentar lugares de culto no que toca aos relatos vividos ou ficcionados como lagares de vinho e azeite, eiras, ranchos ... tudo isto contribui para o meu imaginário!
Li sempre ao meu filho, em pequeno... uma história antes de dormir ou então contava uma que ouvira por minha vez e até as inventava ...
Não fiz dele um grande leitor, a despeito de tanto a mãe quanto eu o sermos...
Acontece!
Porém, tal como eu recordo também ele se lembra das histórias que lhe lia ou contava, ainda hoje... às vezes ainda ri: Ó pai e quando tu contavas a história do "cão Saltinho e do ouriço Eurico que vivia debaixo da casota!" - e depois ele pequenito ia espreitar debaixo das casotas dos cães, e às vezes encontrava mesmo, lá a dormir, um ouriço!
Saudações e memórias cá da Cidade Morena.
Bela invenção, mas por cá não resultava. Os meus netos até brigam pela ordem por que vão tomar banho, quanto mais por um lugar na cadeia ou no colo do contador de histórias!
ResponderEliminar-- Hoje sou eu, porque ontem foste tu!
-- Mentira, ontem foi o ...!
JCC
Bela ideia!
ResponderEliminarE excelente o comportamento do pai, decidido a não privilegiar ninguém! Por mais incrível que pareça, muitos pais (eu diria até a maior parte, mas não tenho provas) é incapaz de tal.
Faltou dizer que a leitura ou o contar de histórias aos pequenos ajuda a cimentar os laços de afeto.
Absolutamente fantástico!!!
ResponderEliminar"Ler aos filhos pequenos um bocadinho todas as noites é meio caminho andado para os interessar pelos livros." Pode ajudar, mas não me parece regra.
ResponderEliminarA minha mãe era analfabeta, o meu pai sabia juntar as letras. Não tive, por isso, quem me lesse histórias numa casa em que nem livros havia. E talvez isso tenha sido bom.
Com a imaginação a correr tanto como as pernas, inventava eu as histórias que depois escrevia. Recordo de, por volta dos dez anos, ter escrito o meu primeiro romance(?), inacabado, num mini-bloco. (o que eu daria para recuperar agora esse bloco...)
Devido à minha profissão, raramente estava em casa à hora de os meus filhos se deitarem. Pouco lhes li. Porém, dei-lhes liberdade para pegarem em todos os livros que lá em casa sobravam pelas estantes. Mesmo aqueles... Hoje são excelentes leitores.
Não consigo, por isso, ter certezas quanto a este tema.
Ainda bem que o João Madeira conseguiu tornar-se um excelente leitor sem qualquer ajuda.
EliminarTive essa ajuda, sim. Mas essa história não cabe neste post feito de pais e filhos. Abraço
EliminarUma invenção bastante engraçada, e que eu desconhecia de todo.
ResponderEliminarBoa tarde.
ResponderEliminarJá conhecia a cadeira, adivinhem de onde? Claro, do FB !
Também a achei super gira e sobretudo, engenhosa!
Quanto a leituras na infância, éramos muitos e muitas as dificuldades diárias, para haver antes de adormecer tempo para leituras. Mas, o beijo de boa noite nunca faltou...
Lá por casa havia uma estante com um generoso conjunto de livros, restos de coleções dos progenitores.
Mais tarde, as carrinhas da Gulbenkian e o Circulo de Leitores (de três em três meses cada um dos 7 filhos tinha direito a escolher um livro) vieram preencher as leituras.
Aos meus filhos li muitas histórias, quando aprenderam a ler, eram eles que as liam para mim. Hoje não lêem o que eu gostava, mas, lêem o que gostam.
Acho a cadeira magnífica quanto à função, mas também a acho bonita enquanto peça de mobiliário. No que respeita à ação do pai... chapeau!
ResponderEliminarQuando era pequena, quem incentivou aquela que se veio a tornar a minha paixão pela leitura, foi a minha Avó materna. Lembro-me que, em vez de ser ela a ler as histórias porque já lhe custava ler, pedia-me a mim e à minha prima para lhe lermos os livros a ela. Ainda assim, a cadeira agradou-me imenso e não me importava nada de ter uma!
ResponderEliminarA realidade afasta-se muitas vezes das teorias.
ResponderEliminarTenho dois filhos. Li mais histórias ao meu mais velho (talvez por ser o primeiro...), agora com 17 anos, que à minha filhota com onze.
E ela gosta muito mais de ler e de livros que o irmão...
(este anónimo sou eu...)
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