Livros da Selva
No meio das terríveis notícias que enchem as páginas dos jornais em todo o mundo sobre os refugiados e migrantes que tentam chegar à Europa, descobrem-se por vezes pequenas boas notícias. Num campo de refugiados em Calais, baptizado com o nome The Jungle (a Selva) – com cerca de 3000 pessoas, muitas das quais oriundas do Sudão e da Eritreia, que tentam ir para Inglaterra trabalhar –, uma professora inglesa de nome Mary Jones, que já apoiava o campo como voluntária, tomou consciência de que havia muitos refugiados com formação acima da média e resolveu criar uma biblioteca equipada exclusivamente com livros oferecidos. Além deste material, a biblioteca possui outros serviços: dá aulas de Inglês e orienta quem quiser na procura de uma profissão. Além desta biblioteca, o campo tinha já barbearia, mercearia, restaurantes, igrejas, uma mesquita e uma loja de reparação de bicicletas, parecendo querer sair da «Selva» o mais rapidamente possível. Mary Jones diz que muitos dos refugiados lhe pedem livros de poesia e ficção e afirma que seria muito importante receber livros noutras línguas que não apenas o inglês, que nem todos dominam, e também dicionários que facilitem a aprendizagem da língua inglesa. Todos podemos colaborar – e, se quiserem, aqui vai o endereço da professora:
Bom dia... selvas há muitas, de facto...
ResponderEliminarQuanto à iniciativa ... duvido que dominem o português, portanto enviar livros é capaz de ser útil apenas para o Inverno que se avizinha ...
Inverno que temo seja ainda o do nosso descontentamento, como temo pelo futuro dos meus queridos livros se as coisas forem como se anuncia!
A propósito, algum Extraordinário já leu as chamadas profecias de Nostradamus? Se calhar estava na altura...
Saudações selváticas cá da Cidade Morena
Obrigada Rosário. Que cada um de nós faça o que nos for permitido fazer. Para começar irei contactar a professora voluntária em questão... O que for urgente levarei de Paris. Talvez uns livros infantis em Português...
ResponderEliminarAbraço e ainda bem que existe gente extraordinária.
A única solução imediata é ajudar, a única posição aceitável é receber bem quem se meteu assim ao caminho, mas confesso que quando espreito a curva ao cimo da minha rua fico mais descansado por não ver chegar nenhuma multidão. Ainda assim não muito, porque não sendo um problema novo na história da humanidade, é realmente um grande problema que vai custar muito resolver na origem. Se calhar estamos em guerra sem darmos por isso, ou tendo dado, sem querermos aceitar tal ideia.
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