Pela nossa saúde
Recentemente, foi publicado um estudo (link abaixo), capitaneado por um professor da Universidade de Chicago, que revela o quanto a nossa saúde pode melhorar se vivermos numa zona onde existam árvores, muitas árvores. A amostra era muito mais do que uma simples amostra, incluía mais de meio milhão de árvores na cidade de Toronto e os registos de saúde de cerca de 30.000 habitantes, concluindo os estudiosos que este cenário natural contribui também para muitas vantagens cognitivas e psicológicas (o oxigénio tem destas coisas) e que um aumento de dez árvores por quarteirão, por exemplo, pode aumentar cerca de sete anos a nossa vida. Sempre achei que Lisboa era muito carente de parques e jardins, sobretudo em comparação com outras cidades europeias cheias de espaços verdes e de alamedas. E, ironicamente, vivo rodeada de árvores, se pensar que os não sei quantos mil livros que temos em casa são oriundos de muitas, muitas árvores. O problema é que esses, com o pó, nos deixam respirar cada vez pior…
Para além de respirar perto de árvores (excelente nova informação!), a saúde dos idosos, como eu, melhora se tivermos os seguintes hábitos diários: ingerir 6 peças de fruta de cor diferente; 2 cápsula de óleo de salmão e de alho; 100 mg de aspirina; 600 mg, em 2 tomas, de anti-inflamatório (ibuprofeno); 2 tomas de 800 mg de metformina (protetor dos recetores de insulina), andar a pé pelo menos 3 kms e ler pelo menos 100 pgs de um romance. E, naturalmente, refeições equilibradas, bem acompanhadas por vinho, porque é pela boca que habitualmente morre o peixe...
ResponderEliminarVou morrer cedo. De vontade. Se há coisa que não me apetece é criar tais hábitos.
EliminarComer fruta e morfar umas pastilhas ?
EliminarNão aprecio a parte das pastilhas. Gostos:)
EliminarBelo exemplo a vitalidade também o são árvores desde sempre a inteligência é feito ser vivo embora o tapete verde transformado em (livro) segundo a Rosário a matéria prima celulose cada vez mais está a ser plantada e conseqüentemente a natureza é sábia.
ResponderEliminarAs árvores são criaturas fascinantes. Sejam por terem um tempo diferente de tudo (pelo que demoram a crescer, pelo que duram), seja pela capacidade que o verde tem de se moldar aos estados de espírito de quem as olha.
ResponderEliminarMuito bem!
ResponderEliminarMas, cuidado que há também as árvores que provocam alergias... e são muitas!
Portanto tem de haver critérios até nisso...
E não se esqueçam do mel... o mel é um excelente remédio natural e preventivo de muitas doenças, pelo que uma colher diária de mel - ou de pólen, ou de própolis - também se aconselha!
Saudações silvícolas e arbóreas cá da Cidade Morena, também conhecida por "das Acácias Rubras" , se bem que estas sejam causadoras de alergias respiratórias e oftálmicas!
A propósito de árvores, escolhi a dedo um pequeno excerto de “Já um pouco de vento se demora” – Vitorino Nemésio, que não resisto a transcrever-vos:
ResponderEliminar« (...)
Árvores há no outono que conhecem
O toque e ardor das folhas de amanhã
E esperando-as, altas, adormecem.
Com espaço e vento nunca a vida é vã.
(,,,) »
Concordo. Mas não só pelo oxigénio que nos fornecem. As árvores ensinam-nos muita coisa com seu estar parado e ainda assim tão mutável. Dão-nos lições mudamente. Como as canta e conta António Gedeão. Hummm...é claro que as minhas conclusões não fazem parte - e nunca farão - de um estudo. Mas os benefícios de viver perto delas são inumeráveis.
ResponderEliminarOs livros não são árvores. E, por muitos braços e ramos que estendam, por mais que a esperança que criam seja verde, por mais que floresçam no coração dos homens as palavras, nada neles se compara ao ser natural da árvore. Livros são, incomparavelmente, outra coisa, um artifício, uma construção humana. Provindo no entanto delas.
Doce beleza de existir e ser diverso.
Boa tarde,
ResponderEliminarGostei muito do seu texto sobre as árvores. De resto, o seu blog está ao nível dos melhores jardins: o da Gulbenkian, por exemplo, ou o de Serralves. Não é só Lisboa que tem falta de jardins, é o país inteiro. Lamento, ainda, que a sua casa tenha tanto pó. Já o seu blog, felizmente, não tem. É tão arejado!
Cumprimentos,
Miguel
Diz-nos o Miguel que este blog não tem pó, é arejado.
EliminarOra cá está um exemplo concreto do que nos dizia há bocado Vitorino Nemésio, (vd o meu comentário aí acima): “Com espaço e vento nunca a vida é vã.”
Este blog é um jardim... um parque ou um bosque, como quisermos e cada um entenda!!!!
ResponderEliminarE tem de tudo em todos os estratos vegetais ou animais: árvores, arbustos, ervas e flores! Até cactos e urtigas... silvas. Tem lagos e ribeiros (há quem meta água...) e claro está que todo o género de animais, domésticos ou selvagens, incluindo cágados, sapos, lesmas, passarões, cães-de-fila...
Ahahah!
Não sei bem a qual pertenço, no reino animal ou vegetal, mas desconfio que é conforme ...
Saudações jardineiras cá da Cidade Morena!
Gosto de verde, muito verde, mas também já não posso viver sem o azul do mar...
ResponderEliminarPor acaso não acho que Lisboa tenha falta de verde, nasci e cresci em Lisboa e sempre vivi rodeada de verde e perto do mar.
Vivo há 19 anos no Funchal que conjuga o verde com o azul, aliás, da minha janela eu vejo e respiro a maresia.
Não seria feliz se tivesse que viver em cidades escuras e longe do mar.
Quanto aos livros, investi há muitos anos numa biblioteca com portas em vidro e que vai aumentando conforme a necessidade.