O eterno desacordo

Pois é, a discussão sobre o Novo Acordo Ortográfico (NAO) está para durar – e isto mesmo se infere da declaração do vice-presidente do Supremo Tribunal de Justiça, o juiz Sebastião Póvoas, sobre a matéria, ao dizer que a resolução do Conselho de Ministros que obrigou as escolas e todos os organismos do Estado, incluindo os Tribunais, a aplicarem o NAO é inconstitucional «a título orgânico», violou «os princípios da separação de poderes» e, entre outras coisas, não respeitou a «equiordenação entre os órgãos de soberania». Diz, aliás, que o NAO nem sequer se encontra verdadeiramente em vigor, porque não foi ratificado por todos os Estados que o subscreveram (Angola e Moçambique, por exemplo), não estando, por isso, em vigor «na ordem jurídica internacional». E acrescenta que (transcrevo do jornal Público) «coloca em causa princípios e direitos consagrados na Constituição da República, como o “princípio da identidade nacional e cultural”, o “direito à Língua Portuguesa” e o “princípio da independência nacional devido às remissões para usos e costumes de outros países”». E, se um juiz do Supremo o diz, quem sou eu para o contradizer?

Comentários

  1. E é preciso vir um tribunal dizer isto.

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  2. Coisas de velhotes conservadores (eg, Juízes do Supremo, Monárquicos, Escritores-Donos-da-Língua, Pacheco Pereira, Sousa Tavares, jornalistas vários e outros que, como eu, estavam na universidade no 25 de abril). Os estudantes que chegam hoje à universidade usam ortografia simplificada. Acham que algum dia eles vão voltar a escrever consoantes que não são lidas? Eu fazia uma maldade aos defensores do NÃO ao AO: aprovava a realização do referendo que eles pedem. O resultado seria óbvio: 90% dos votantes seria pelo fim do AO, mas menos de 10% dos eleitores iria dar-se ao trabalho de ir votar num assunto que não lhes interessa... Seria uma vitória moral (há como gostamos de vitórias morais!), já que os referendos, para terem valor legal, requerem a participação de 50% dos eleitores. Assunto arrumado. E Portugal continuaria no paraíso da não escrita das consoantes mudas. Seria o último estertor de reacionarismo das gerações que nasceram e cresceram no fascismo (a minha, recordo). Ou talvez não. Poderia ser o início de uma tentativa de "putch"por parte dos intelectuais do NÃO, para forçar os políticos da altura a adotar os resultados do seu minoritário referendo. Eles são capazes de tudo, os intelectuais do NÃO: acham-se a elite de ilustres patriarcas que tem que encaminhar o ignaro povoléu para o "sendero luminoso"..

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    1. Extraordinário Artur Águas:

      Com todo o muito respeito que por si nutro, com a maior estima e consideração, devolvo-lhe o argumento... os apoiantes do sim ao acordo, acreditam ser detentores da razão, e, estarem a conduzir os restantes boçais ignaros, monárquicos e etc. para a luz da nova cultura e os benefícios da modernidade irreflectida... dá no mesmo, mas de sinal contrário!

      Aquilo que argumenta pode ser usado contra si!
      E o argumento da maldade em obrigar os jovens a usar consoantes mudas é bem fraco... não usam em inglês letras que não se dizem? Mas que estão lá por alguma razão.
      E, não será uma violência muito maior obrigar a uma larga maioria de velhos e gente de meia-idade que se criaram e foram educados, que aprenderam nas escola a escrever assim a mudar agora?

      Apoiar o acordo só porque os jovens teriam facilidade em escrever? Francamente Artur... e quantas gerações não aprenderam a escrever correctamente segundo a antiga grafia? Quantas?

      É que não me vejo do modo que refere, sendo embora a favor do não!

      Saudações discordantes cá da cidade morena.

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    2. Caro Amigo: Agradeço o seu comentário até porque sou firme defensor do saudável que é o contraditório e o diálogo entre diferentes visões de uma mesma questão. Só assim se chega às melhores soluções. Confesso-lhe que me senti libertado quando há meia dúzia de anos deixei de ter de escrever consoantes que não leio. E não gostaria de voltar para trás.

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    3. António Luiz Pacheco22 de julho de 2015 às 04:17

      É sempre um prazer lê-lo, com ou sem consoantes, nisso sou concordante ...

      Um Grande e discordante abraço!

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    4. Obrigado ! A discordância faz parte da vida e enriquece-a.

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    5. Estou com o Águas e aproveito para referir que o seu comentário de pouco mais de 200 palavras escrever-se-ia exatamente do mesmo modo, fosse qual fosse o Acordo a considerar. Os argumentos do juíz são engraçados.

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    6. Juiz, queria eu escrever.

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    7. Deve ser um péssimo treino para esses estudantes da ortografia simplificada, que depois têm de aprender inglês, a língua franca actual, que tem uma das ortografias mais caóticas do mundo; e porém há um consenso alargado de que é uma das línguas mais fáceis de aprender.

      O português, entretanto, continuará a ser falado em países de baixa escolaridade onde o analfabetismo funcional atinge percentagens como 70 por cento (Brasil - dados oficiais de lá),

      Daqui a 10 anos, quando se estiver a escrever as habituais crónicas de balanços nos jornais (como se escreveu 10 anos depois da adesão á UE e ao euro), vai-se aceitar que o acordo não serviu para criar um mercado comum de livros, não serviu para dar mais visibilidade à língua portuguesa, não serviu para torná-la uma das línguas oficiais ou de trabalho da ONU, não serviu para aumentar as traduções de obras - porque nada disso vai acontecer por obra e graça do AO, como desejavam os seus arquitectos. Simplesmente não há exemplos de uma reforma ortográfica, em qualquer país do mundo, ter obtido todos os resultados que os fautores do AO imaginaram para ele.

      Então, volvidos 10 anos, todos vão cair na real, mas é claro que será tarde demais para emendar a estupidez.

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    8. Permita-me que discorde de si quando afirma que o inglês é "uma das ortografias mais caóticas do mundo". Exatamente o contrário: a simplicidade ortográfica e sintática foram uma boa ajuda para que se tornar-se "língua franca". Usei o inglês como língua do meu dia à dia de emigrante durante 7 anos. O francês e o alemão tentaram sê-lo antes do inglês, mas as complexidades várias destas duas línguas foram fator adverso para a sua difusão universal. Bem sei que houve o império universal inglês primeiro, e a hegemonia americana depois e agora, e essa herança histórica terá sido o fator essencial da difusão universal do inglês. Para mim, a vantagem primordial da ortografia simplificada não é a de vir a ser adotada pelos outros países lusófonos (é, de qualquer modo, muito mais próxima esta ortografia da dos PALOPS do que a do português de antes do AO), é simplesmente não ter que se escrever letras que não são lidas. A ortografia ganha em ser o grafismo simples e exato da fala. Claro que o que acabo de escrever é discutível, sobretudo para os linguistas. Mas é a minha sincera opinião.

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    9. Permito-lhe o desacordo, mas sugiro-lhe o seguinte teste: peça a alguém para lhe repetir umas dez palavras inglesas, daquelas menos conhecidas, daquelas que o Sr. Águas nunca tenha ouvido. Depois tente escrevê-las baseado no modo como foram pronunciadas. Vai depressa verificar que se enganou a escrevê-las todas por causa da vasta diferença que há entre som e grafia.

      Obviamente não podemos conduzir este teste com fidelidade, mas tente imaginar que ouve estas palavras pela primeira vez - you, yes, that, thing, house, car. No som o que lhe diria que é y e não i, que é you e não iu? Que é yes e não iess? Que é that e não tat ou dat? Que é thing e não ting ou ding? House e não hauz? Car parece fácil, mas numa língua com kapas, como saber pelo som que não é kar?

      O Sr. Águas que defenda o AO com os argumentos que tiver, mas deixe-se de desonestidade intelectual. Você sabe tão bem quanto eu que a ortografia inglesa não faz sentido nenhum, e que só com a memória é que se aprende.

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    10. Caro LSR, por favor não me acuse de desonestidade intelectual por eu afirmar que a simplificação ortográfica prevista pelo AO retira da ortografia as consoantes que não têm qualquer som.
      Obviamente que todas as línguas têm regras diferentes quanto à sonoridade das letras e seus agrupamentos, em particular das vogais. Não passa pela cabeça de ninguém querer ler inglês lendo palavras inglesas com os sons, letra a letra, que essas letras têm em português (é o modo ridículo como o brasileiro médio tenta ler e falar inglês).

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    11. Só apoio porque é lógico e prático. Tenho o maior dos respeitos, como calcula, pelos velhos como eu.

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    12. Sr. Águas, por desonestidade intelectual refiro-me à sua tentativa de fazer a ortografia inglesa passar por simples, para justificar a reforma da portuguesa no sentido de a tornar mais competitiva como língua franca.

      E ainda em resposta aos seus textos anteriores, claramente tem uma ideia esmaecida da importância que o francês teve no passado como língua franca; efectivamente FOI a língua internacional durante, pelo menos, o século XVII e a segunda metade do XX; não "tentou" sê-lo, como escreveu, foi-o, até à derrocada da Europa na 2 Guerra Mundial e à transferência da capital cultural e intelectual de Paris para Nova Iorque. Durante séculos todas as nações pensantes da Europa usaram o francês, como aliás a abertura do romance de Tolstói, Guerra e Paz, no qual os aristocratas só falam francês, ilustra.

      Se o inglês é hoje a língua franca, é-o por causa de razões económicas e políticas, nada tem que ver com ortografias simplificadas. A língua segue o dinheiro e a influência; qualquer língua se aprende quando é necessário; assim como qualquer pessoa inteligente no Iluminismo tinha de saber francês para estar a par do melhor que se produzia nas áreas da ciência e das artes, hoje em dia é preciso saber inglês para não se ficar alheado da modernidade. É por isso que o português, consoantes cortadas ou não, nunca terá qualquer importância internacional, porque ninguém precisa dele para estar a par de nada de vital nos diferentes ramos das artes, das ciências, etc.

      Essa é a vacuidade de quem pensou este acordo: pensaram que umas mudanças cosméticas trariam vida a um cadáver; mas por baixo da maquilhagem, um cadáver é sempre um cadáver. E tendo em conta que cada vez se investe menos na ciência e nas artes em Portugal, algo me diz que não está para breve haver um Lázaro...

      Mas pelo menos o Sr. Águas agora pode escrever mais depressa, alegadamente; que consolo...

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    13. Caro Sr. LSR, muito obrigado pelo seu longo e esclarecido comentário. Parece-me previsível que o português venha a valer no futuro mais do que vale hoje, sobretudo à custa dos 200 milhões de brasileiros e dos 50 milhões de africanos que o falam. Não esqueçamos que nós somos apenas 10 milhões, ou seja, 1/25 dos falantes de português.
      Sendo a ortografia do português do AO mais próxima da ortografia do português do Brasil ou de África, isso significa que ficaremos menos distanciados das locomotivas que estão a fazer avançar o português no mundo.
      Para finalizar, o meu consolo de escrever mais rápido segundo o AO, eliminando consoantes mudas, já é um ganho, ainda que puramente pessoal.

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    14. O Sr. Águas continua a não compreender e a associar quantidade com poder; não é assim que funciona; 200 milhões de brasileiros semi-analfabetos não significa nada: os cientistas brasileiros, por exemplo, se quiserem ser lidos, terão de escrever em inglês, em revistas internacionais de língua inglesa; é aí que o prestígio continua a estar. Eles vão a convenções internacionais e falam inglês.

      E ninguém vai aprender português porque não há benefício cultural, económico ou científico, ou até de entretenimento. Enquanto o mundo continuar a querer ser entretido com boas séries de TV e cinema, o inglês será sempre a língua essencial, porque as pessoas mais criativas e divertidas trabalham nessa língua.

      É como o mito da importância do Mandarim; a língua, com o seu bilião de falantes, só serve para se falar com chineses; mas os próprios chineses falam inglês no estrangeiro.

      Com as economias brasileira e angolana a desacelerarem , vamos ver como é que essa locomotiva leva o português a lado algum. Que os portugueses, sempre escravos do mito do Quinto Império, continuarão a sonhar com o domínio global eu não duvido; mas continuará a ser só isso - um sonho, enquanto não se fizer algo mais substancial do que apagar consoantes.

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    15. Eu sou irracional ótimista !

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  3. António Luiz Pacheco22 de julho de 2015 às 03:19

    Não sou linguista, mas como ser pensante não concordo com este acordo... entendo e até aceito alguns argumentos esgrimidos a favor, e também acredito que haja necessidade de rever alguns conceitos e sobretudo de incluir novas palavras e novos significados, afinal é uma língua viva e por isso evolui.

    Porém há muita coisa que não consigo aceitar, como seja a alteração da grafia alegadamente para se aproximar da fonética... coisa que eu não vi ninguém fazer noutros idiomas ainda mais falados, como seja o inglês ou espanhol ... e de resto não faz sentido, pois se assim fosse cada um escreveria como pronuncia e o teria de se lhe chamar antes "acordo otográfico" , em que se poderia escrever vaca ou baca ... pão ou pom, sim ou xim, não ou nã e por aí fora numa girândola interminável e absurda!

    Creio que os autores do acordo, pretenderam ficar na história... e se calhar ficarão, mas não como Camões ou Pessoa, antes pelas piores razões e mais como o Buíça ...

    Pior foi o poder político, que aliás como sempre e em particular nestas coisas, agiu impensadamente porque é matéria que não domina e acreditou que iriam dar uma lição ao Mundo, que seria uma prova de modernidade e desenvolvimento o atreverem-se a mexer na língua, sem perceber que iam apoiar um projecto pessoal e do mais mercantilista que existe, mas um mercantilismo estúpido que qualquer jovem "marketeer" lhes explicaria ser errado!

    Á política o que é da política! Ao marketing o que é do marketing! À cultura o que é da cultura!

    Mais, acho que uma tão profunda e sensível acção, deveria ter sido no mínimo referendada pelo menos no país da língua-mãe, que é o nosso!

    Aliás, é por isso, porque eu falo a língua-mãe, que consigo perceber brasileiros, angolanos, moçambicanos, micaelenses, por mais arrevesada que seja a sua pronúncia ou uso dos termos! Já o contrário não sucede... mas essa é a superioridade de falar o idioma original! E não digo isto por quaisquer razões de convencimento numa patética superioridade, mas porque tenho a certeza de que é verdade! E tenho-o comprovado bastamente!

    Saudações portuguesas cá da Cidade Morena, onde a Mariana me dizia: "Porvo? Não pódi cózê ansim! Tem qui bátê premêro!".

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  4. De facto não se pode parar o vento com as mãos mas efectivamente custa-me a engolir este fato!

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  5. Todavia, lembro o velho e certíssimo adágio:

    - Da discussão nasce a luz!

    Porém, da discussão elevada, onde se esgrimam argumentos e confrontem ideias, não onde se desprezem e menos adjectivem os opositores apenas porque pensam diferente.

    Repito que aceito que haja a necessidade de rever alguns aspectos da nossa língua, de inovar ou melhor, de renovar. Mas não me parece que escrever facto e fato como se fossem uma e a mesma palavra seja deveras vantajoso para a aprendizagem do idioma!
    E por acaso eu até digo "de faCto".

    Saudações de facto cá da Cidade Morena!

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    1. e escreve muito bem, porque ao contrário do que muita gente julga, em PORTUGAL, FACTO não passou a FATO - porque o C não é mudo por cá.

      não quer dizer que o AO não tenha grandes falhas. mas simplesmente, muita gente nem faz ideia, entre outras coisas, da manutenção e correcção das DUPLAS GRAFIAS e desata a tirar consoantes onde elas são precisas porque pronunciadas!!!

      PLFF

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    2. António Luiz Pacheco22 de julho de 2015 às 06:01

      Talvez tenha razão quanto a este facto, Caríssimo Anónimo... porém, vejo escrito "fatos" (de factual) em toda a parte, daí o erro não ser só meu, e tal como uma andorinha não faz a Primavera também não me parece ter sido derrotado na minha dúvida e oposição ao NAO ...

      Em "Lesboa" e particularmente entre as gentes mais afectadas e tidas por de cultura, diz-se "afétado", "espétador", como se diz "de fato não se provou" ... e ainda se diz "friu", "tiu", "riu",
      "treuze", "espalho", "joalho","coalho" ...

      Isso justificará talvez uma nova grafia? Pois se não se diz o c de afectado ele cai, nem o c de espectador... então se o "ê" se pronuncia "a", passa a "a"? E se io é dito como iu, também se altera? E por aí fora...

      É nestes detalhes e por estas muitas minudências que nem entendo o porquê do acordo e nem posso aceitar... pois se eu digo "espectável" e "espectador", porque raio é que terei de deixar de escrever o c?

      Pela minha parte continuarei a escrever como aprendi e claro, a dar os erros que sempre dei, não preciso de novos erros... bastam os antigos e já tão arreigados que nem dou por eles ...

      Saudações discordantes da Cidade Morena

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    3. Muito bem argumentado, António Luiz Pacheco! Gosto de o ler com todas as vogais e com todas as consoantes, a que todos nós temos direito. Que aprendemos e que fazem todo o sentido. E também serei daquelas que irão resistir até ao fim. E por isso assumo que jamais confundirei aqueles que assistem aos programas televisivos, com aqueles que (eventualmente) espetem farpas nas vidas alheias. Bem-haja!

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    4. O PLFF bateu na tecla - o AO espalhou a confusão, quantas vezes tenho de pensar três vezes para verificar se a palavra que acabo de escreve está correcta.

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  6. a cor do horto gráfico
    é de burro quando foge

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  7. Uma sugestão de leitura, em especial para aqueles claramente confusos sobre onde está o verdadeiro reaCcionarismo:

    http://www.publico.pt/culturaipsilon/noticia/o-estado-novo-da-ortografia-1700984?page=-1

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    1. E vale sequer mencionar que um ministro do governo de Sócrates ameaçou extinguir a Academia de Ciências de Lisboa se esta não apoiasse o AO incondicionalmente? Estas acusações graves não são boatos que andam por aí na internet; estão num documento de uma comissão da Assembleia da República, e tanto quanto sei nunca ninguém veio a público contestá-las.

      E chamam aos detractores de fascistas? Deviam ter vergonha na cara.

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  8. Abaixo o "des"acordo ortografico...

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