A arte e a vida

A Fundação Calouste Gulbenkian tem um programa de Desenvolvimento Humano, no qual se insere o Partis – Práticas Artísticas para a Inclusão Social, que visa ocupar através da arte pessoas normalmente marginalizadas e integrá-las socialmente. Ao que diz a responsável pelo programa, está provado «que a arte tem mesmo um efeito de causalidade na alteração de comportamentos», e daí que um certo tipo de pessoas – desde crianças exageradamente irrequietas até jovens institucionalizados – beneficie claramente da integração em projectos de índole artística, sejam teatro, música, cinema, sejam fotografia, pintura e até o circo. Para isso, a Fundação aplica anualmente gordas verbas que entrega a entidades culturais ou instituições sociais que, assim, se tornam parceiras do projecto, exigindo -lhes que se ocupem não de simples actividades de tempos livres, mas de programas de excelência que sejam acompanhados ao longo do tempo e ajudem de facto a integrar os desintegrados. Uma bela ideia que se materializa anualmente em espectáculos, filmes e exposições nos palcos e galerias da Fundação, onde os improváveis artistas mostram, afinal, o que aprenderam e o bem que isso lhes fez. Este ano calhou a vez, entre outros, a crianças de bairros problemáticos de Loures e a jovens internados em centros do Ministério da Justiça. Pode ser que um dia também a literatura seja usada no Partis.

Comentários

  1. Quem sabe... há uma libertação que se faz pela escrita e penso até que seja aconselhada. Não sei no entanto se serve exacta e precisamente os mesmos objectivos que por exemplo o teatro, a pintura, a escultura, a fotografia. Mas acredito que talvez.
    Da minha experiência colhi que a realização pessoal tem muitos caminhos. Estive em tempos numa instituição e verifiquei que o comportamento dos internos - crianças e jovens - sofreu uma alteração qualitativa quando se criaram actividades que agrupavam interesses e perseguiam objectivos comuns; não sei se se podiam chamar de tempos livres, foi um projecto que durou alguns anos e modificou bastante a forma de estar na e da instituição. Foi muito proveitoso e deu mesmo alguma fama à casa. Forçoso é que, dos envolvidos, ninguém o tenha esquecido.
    Parabéns à Gulbenkian

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  2. Claudia da Silva Tomazi20 de julho de 2015 às 02:51

    Bom dia! Excelente iniciativa a integração e interação social embora a Fundação Calouste Gulbenkian está o mérito desde sempre incluir arte a perspetiva humana o conhecimento, aprecio-a em desenvolver trabalhos e este um dos mais importantes dedicado "a marginalização social".


    Margem

    ' O sol nasce a prateada imenso em uma gota este mar, vos horizonte '.

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