Mais logo

Quem aqui se viu retratado no final do ano passado pela pena de Joao Pinto Coelho não vai certamente querer faltar ao lançamento, mais logo, do seu romance Perguntem a Sarah Gross, finalista do Prémio LeYa. Trata-se de uma história contada em tempos e lugares distintos, pois é, afinal, nesse país-continente chamado Estados Unidos – e no final dos anos 1960 – que vamos conhecer a cidade de Osphitzin desde o final da Primeira Guerra Mundial e, com ela, também a vida de Sarah, uma rapariga nascida na América mas cedo recambiada para a Polónia, donde só sairá no fim da Segunda Guerra Mundial e na companhia de Esther, amiga que nunca a abandonou e conhece melhor do que ninguém (até porque os acompanhou) os dramas terríveis da sua vida e as perdas que suportou nessa cidade que, pelas piores razões, é hoje conhecida em todo o mundo por Auschwitz. Para saber mais, não conte comigo. Na FNAC do Chiado, pelas 18h30, contamos com uma oradora de luxo – Irene Pimentel – para apresentar a obra; e fazemos questão da sua companhia, estivesse ou não nos belíssimos desenhos que o autor ofereceu a este blogue. Por isso, arranje maneira de sair hoje mais cedo. O metro vai quase até à porta e o João Pinto Coelho merece.


_opt_VOLUME1_CAPAS-UPLOAD_CAPAS_GRUPO_LEYA_DQUIXOT

Comentários

  1. Acabei de ler o livro há alguns dias e merece claramente todos os elogios que lhe têm sido feitos. Recomendo-o aos extraordinários e prevejo muito sucesso para esta obra, que merece prémios e leitores.

    Tenho pena de estar tão longe, teria muito gosto em dar os parabéns pessoalmente ao João Pinto Coelho.

    Rui Miguel Almeida

    ResponderEliminar
  2. Na impossibilidade de estar presente, desejo ao autor e ao livro o merecido sucesso. Ainda não li, mas os numerosos excertos que o João Pinto Coelho tem disponibilizado no Facebook evidenciam a qualidade da sua escrita e aguçam-me a curiosidade. Se dúvidas tivesse, e não tenho, quanto à qualidade da obra, os comentários entusiásticos da Carla, do António, de tantos outros amigos conhecidos através deste blogue, dissipá-las-iam. Vai ser a próxima leitura.
    JCC
    Um abraço, João Pinto Corlho.

    ResponderEliminar
  3. Lá estarei, até porque tenho lido aqui apreciações muito entusiásticas. Mas tenho que arranjar maneira de o fazer depois de terminada a apresentação pois não suporto as banalidades que Irene Pimentel habitualmente produz.

    ResponderEliminar
  4. Comprei este livro há mais de mês, numa decisão impulsiva alimentada pela entusiástica recomendação aqui lida. Infelizmente, não consegui passar do capítulo 3. Devia ter seguido a velha norma de ler por completo a página 99 antes de ter feito a compra; o dinheiro não me sobra. O estilo é "flat". E o estilo é 70% de um romance, como dizia o Saramago. Tenho que admitir que o autor tem bastante imaginação e saberá construir um enredo. Seguramente teria apreciado este romance se eu tivesse capacidade de gostar dos livros de José Rodrigues dos Santos. Mas não tenho essa capacidade.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Boa tarde Artur,

      É bom "vê-lo"; por aqui, sempre gostei dos seus comentários aos livros que lê.
      Se me permite, uma vez que já comprou este livro, dê-lhe uma oportunidade e leia mais uns tantos capítulos. Na minha modesta opinião, a coisa "descola" e o ritmo e a maneira como a história é montada mais que compensa o estilo "flat", como o apelida. A partir de meio, já não se consegue parar. Tem momentos muito bons, como a parte em que um filho morre nos braços da mãe, sem que ela possa fazer nada para o impedir. Na minha opinião, é um grande momento literário e merece bem que "mastigue" mais uns tantos capítulos.

      Era menino para apostar que me daria razão, se o fizesse. Deixo à sua consideração, como é lógico e não me leve a mal estar-lhe a dizer isto.

      Um abraço,

      Rui Miguel Almeida

      Eliminar
    2. Caro Miguel Almeida,
      Muito obrigado pelo cuidado que teve em enviar-me a sua sugestão para que retorne à leitura do romance do Pinto-Coelho. Vou ter isso em conta e levar o livro comigo quando for de férias em Agosto. Nas próximas semanas não vou largar o Knausgard (lido diariamente em doses homeopáticas para que delícia dure muito tempo) e o Agualusa. Infelizmente, o último João Tordo foi uma desilusão: o seu estilo luxuriante está numa transformação loboantunesiana, ou seja, seco, seco e demasiado paranoide para meu gosto, e sem os brilhantes e apaixonantes enredos dos seus anteriores romances. Acabei de ler a semana passada "O Poder e a Glória" do Greene. Que livro espantoso ! Vou voltar ao Greene em breve, amor antigo de que só tinha lido uns quatro romances ("The Heart of the Matter", outro livro inesquecível dele).
      Abraço !

      Eliminar
  5. Tive a sorte de ser contemplada com um desenho e tenho muita pena de não poder estar presente. Alimento a esperança de que se realize, em setembro, a Feira do Livro no Porto, à semelhança do que aconteceu no ano passado, e que o João Pinto Coelho lá vá. Conseguirei assim o seu autógrafo para o livro que encomendei, mas ainda não tenho, pois chegou à livraria Poética de Macedo precisamente no dia em que regressei à Alemanha. Às vezes, tem-se mesmo azar...
    O livro fica assim à minha espera, até ao final de agosto. E, se tiver a sorte de me encontrar com o João Pinto Coelho, além do autógrafo, vou querer uma fotografia com ele ;)

    ResponderEliminar
  6. Eu já me manifestei quanto ao livro em questão. É certo que não podemos agradar a Gregos e Troianos, mas comparar uma obra destas a um romance de JRS é seguramente o maior absurdo que ouvi nos últimos tempos, ainda por cima quanto não se passou do terceiro capítulo.
    Extraordinários leitores, leiam, leiam a obra e depois falaremos.

    ResponderEliminar
  7. Claudia da Silva Tomazi3 de junho de 2015 às 05:19

    Bom dia a uns e boa tarde, outros. Gosto de escritores com os pés na América (abertura e consenso) faz o valer competência.

    Gostei da arte, sucesso ao João Pinto Coelho finalista Leya.

    ResponderEliminar
  8. Se há coisa que me tira do sério, e não são muitas, é a ingratidão num mundo onde os gestos corporizados em pequenas gentilezas são cada vez em menor quantidade!
    Tem toda a razão, assim, a Rosário. Mas se a gratidão é um bonito sentimento, mau, mau, é viver numa cidade, nosso berço, onde a mesquinhez de uns poucos contraria a beleza da paisagem, quando te multam por colocares um tripé no chão para capturares a beleza única do edificado.
    Nem interessa se esta é uma notícia do momento, ou do passado recente, já que a consequência é começares a descrer da bondade do edificado humano, que cada vez comparas mais com uma ruína.
    Mas não me parece nada, pelo que li do livro do João Pinto Coelho, que ele necessite de gratidão como resposta à gentileza que demonstrou.
    Daquilo que li, e foi muito, o seu romance teve o toque do arquitecto — e pudesse eu chicotear tantos que com feia insensibilidade colocaram tantos desenhadores e criadores de espaços a suspirar de pé por uma trave mestra num qualquer lugar da polis.
    Por mim muito gostaria de poder tirar o meu "bipé" do chão no fim deste dia, mas receio apanhar uma multa de quem fez desta polis, um mau sentimento.
    Outras oportunidades haverá, objectivamente mais livres e melhores carteiras, mas nunca melhores gratidões que, essas, mesmo ao pé coxinho mantém-se de pé.
    Parabéns e duplamente grato, João Pinto Coelho, pelo edificado desenhado e pelo retrato ficcionado!

    ResponderEliminar
  9. Infelizmente não vou conseguir ir, mas tenho imensa pena. O livro é muito bom, tem um enredo excelente, personagens muitíssimo bem caracterizadas e, como já aqui disse, é profundamente cinematográfico: acho que daria um magnífico filme. Ou série. Oxalá a sua editora consiga promovê-lo fora de portas. Parabéns ao autor e votos de felicidades para a sua carreira literária. E boa sessão, claro. :)

    ResponderEliminar
  10. com ou sem banalidades (eheheheheh), muito obrigada pelo convite, Maria do Rosário, e parabéns pela edição do livro. Um beijo

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Obrigada eu pela sua apresentação. E sem contar nada da história, o que é obra. Um abraço.

      Eliminar
  11. Estava indeciso se havia de partilhar o que se passou há pouco na FNAC no CHiado.

    Mas acho que devo mesmo contar...

    Foi uma apresentação extraordinária, graças à Rosário, à Irene e ao João.

    A Rosário começou por levantar pistas, a Irene foi mais longe, como se pede a uma apresentadora, sem se esquecer de nos revelar o seu grande entusiasmo como leitora. A espaços emocionou-se e emocionou-nos, é o que acontece quando se fala de Auschwitz.

    O João - que eu não conhecia (e foi um prazer conhecer) - foi ele próprio, contou-nos a história do livro, do lado de fora, com alguns episódios rocambolescos (nem faltaram os vividos com a Rosário), com a emoção e a alegria de um estreante, que contagiou a plateia.

    Se eu tivesse alguma dúvida em fazer as tais perguntas à Sarah Gross, elas tinham desaparecido após ter ouvido a Rosário, a Irene e o João.

    (aproveitei a viagem de cacilheiro para começar a leitura...)

    ResponderEliminar
  12. fico contente, por ter estado durante a apresentação e não só no fim. abraço. mas não tenho nada conta banalidades. Desde que não sejam do mal.

    ResponderEliminar
    Respostas
    1. Sem estar a ser "puxa saco", a Irene diz tudo menos banalidades.

      E desta vez foi menos historiadora e mais leitora, revelando que aproveitou da melhor maneira a sua ida até às "Américas" (que sortuda), viajando dentro e fora do livro. :)

      Eliminar

Enviar um comentário

Mensagens populares deste blogue

Em Berlim

O que ando a ler

O principal e o acessório