A bunch of escritores
Embora Portugal seja uma aldeia, não pensem que todos os escritores se conhecem, mesmo os que habitam a mesma cidade e têm idades próximas. A Figueira da Foz vai assistir hoje no seu museu, pelas 21h30, a um encontro que nunca se deu e que, provavelmente, também não se vai repetir tão cedo (ou, pelo menos, nos mesmos moldes). Para estas afamadas 5.as de Leitura, temos a bunch of escritores, e a particularidade é que todos ganharam o Prémio LeYa – são na verdade os vencedores das últimas quatro edições desse prémio: João Ricardo Pedro (com O Teu Rosto Será o Último), Nuno Camarneiro (que é figueirense e ganhou com Debaixo de Algum Céu), Gabriela Ruivo Trindade (vinda de Londres e autora de Uma Outra Voz) e ainda Afonso Reis Cabral (o mais recente galardoado com a obra O Meu Irmão). Mas não é tudo: convida e modera a conversa um finalista do mesmo prémio, António Tavares (autor de As Palavras Que Me Deverão Guiar Um Dia), que é também o vice-presidente da Câmara da Figueira da Foz. E eu também vou, claro, pois não perdia uma reunião assim por nada deste mundo. Quem foi que disse que devíamos descentralizar? Pronto, nós descentralizámos. Agora, apareçam!
António Tavares, para além de autor de um excelente romance, é um homem culto e um grande dinamizador da literatura portuguesa, ora promovendo concursos literários, ora dando voz aos nossos escritores. Nos últimos anos tem feito da Figueira da Foz uma praia onde a literatura acontece fora do epicentro nacional.
ResponderEliminarEu estarei lá, para mais um bronzeado literário.
António Breda Carvalho
Descentralizar, descentralizaram, mas continua-se na mesma pecha. Revoltam-se contra o NAHO (Novo Acordo "Hortográfico"), no meu entender com pertinência, mas continua-se a utilizar anglicismos a torto e a direito.
ResponderEliminarApetece-me dizer um palavrão (faz de conta que o leram, mas não expresso).
O que é uma "bunch of escritores"? É uma catrefa, um punhado, um magote, um conjunto?...
Era apenas uma graça ao disco «A bunch of meninos» por estarmos a falar de escritores estreantes e jovens. Mas já vi que não funcionou.
EliminarO novo português está a ser redireccionado por incultos. "As palavras que deverão guiar-me um dia" tinha custado assim tanto? Como é possível deixar passar um título com erro?
ResponderEliminarSim, sim, virão dizer-me que tudo bem, que não tenho razão, que há a atracção e coiso e tal. Mas isso é a linguagem falada. Num discurso indirecto não se pode deixar passar isto, meus senhores. Sejamos um pouco puristas para isto não descambar demasiado. Já basta o Acordo Ortográfico...
Opiniões.
Eliminarhttp://www.ciberduvidas.com/pergunta.php?id=138
Não será um bocado como o "virão dizer-me" v. "vir-me-ão dizer"?
EliminarPara uma lisboeta, a versão do título está boa. Mas não está. E a MRP não escreve propriamente um bom português, não admira que aceite a versão errada: a lisboeta.
Eliminar"virão dizer-me", claro.
EliminarPois, se calhar fui aventuroso.
EliminarDivirta-se e que corra bem!
ResponderEliminarA Figueira é também conhecida por ter uma gelataria fantástica e se comer um peixinho do melhor. O menino da terra deve saber disso bem melhor que eu, mas ficam as dicas.
Rui Miguel Almeida
Uma boa 5ª de Leitura na Figueira da Foz. Para todos: escritores e público. É uma mão cheia de estrelas no céu da Figueira.
ResponderEliminarExcelente iniciativa, parabéns a todos os participantes e organização. Espero um dia poder assistir a um destes encontros.
ResponderEliminarMJC - euronews