Feira do Livro
Sim, é hoje que se inicia mais uma Feira do Livro de Lisboa. Foram já tantas, como leitora e como editora, e em mais do que um sítio, que lhes perdi a conta; seguramente, frequento-as – sem falhar uma que seja – desde os quinze ou dezasseis anos, idade em que passei a ir sozinha comprar livros (que antes era com dinheiro e opiniões da minha mãe). Estive dentro dos stands muitas vezes a vender, e é lá que se aprende mais sobre os leitores (e que encontramos alguns de uma exigência enorme com a ausência de vincos nas lombadas, o que sempre me confundiu, pois parece que não querem os livros para ler, mas para guardar), que se auscultam tendências e gostos, que se pasma com certas perguntas («Ó menina, tem algum livro que explique como se deitam os pardais?» – juro que já me puseram esta questão) e que se vibra quando um livro de que gostamos especialmente se vende bem. Mas agora regresso apenas como compradora (já tenho algumas coisas fisgadas) e como dama de companhia dos autores que vão lá autografar ao fim-de-semana e aos feriados. Por favor, aproveite estas três semanas de preços mais baixos e vá visitar-nos ao Parque Eduardo VII. Os livros esperam por si e eu também.
E falava eu da alienação do futebol...então não é que sou um autêntico, absoluto e total alienado por livros, é uma coisa assustadora. A Feira do Livro??? mas todos, todos os dias eu visito pelo menos uma biblioteca e pelo menos uma livraria e agora vem aí a Feira do livro...ai ai o meu orçamento...só não estou a ler quando vou a conduzir (e às vezes...), ou a ver o meu SPORTING ou a Selecção Nacional; dizem-me: -és um caso raro, não conheço ninguém como tu.
ResponderEliminarJá somos dois, Severino, incluindo o clube. Mas há mais...
EliminarSejamos três, então. Clube incluído.
EliminarMais um F! Mais um F!
EliminarNós portugueses adoramos Feiras... não é só o Paulinho, eheheh!
Saudações festivas e tendeiras da Cidade Morena
Pelo clube, sejamos quatro então. Quase se poderá dizer que se o amigo Jordão é homem de uma só cor (azul-e-branco), nós não lhe ficamos atrás: Verdilivro
EliminarDe uma só cor -- azul-e-branco ,
Eliminare de uma só palavra -- Futebol Clube do Porto!
Mas, lamentavelmente, de uma só língua: castelhano!
EliminarNá! 'Tás enganado, ó Severino: eu cá é mais galego, que era o que se falava no Condado Portucalense, já lá vão uns séculos.
EliminarQuanto ao português, infelizmente é hoje a língua menos falada no FCP, no SLB, no SCP...
Isto dos negócios do futebol é no que dá.
E ainda vamos ver coisas piores com isto da FIFA (que até tem logo dois FF...).
Pode ser que, depois disto, o futebol regresse ao seu espírito inicial e fundador.
Mesmo assim no SCP mais de 60% do onze titular fala português!
EliminarEntão, se são assim tantos, o melhor é levá-los à Feira do Livro.
EliminarBom dia ASeverino, segundo diz a Rosário feira Democrática.
ResponderEliminarFeira do Livro que tem (para mim) a mesma magia que tinha a Feira de Agosto de uma pequena vila alentejana onde eu vivi entre os dois e os nove anos e cujos carroceis e carrinhos de feira exerciam sobre mim, naqueles curtos oito dias em que durava a feira, a magia que agora me oferece esta feira democrática.
EliminarEste ano apetece-me menos passar por lá.
ResponderEliminarEmbora saiba que é inevitável...
Amo a Feira do Livro. Nem sei bem porquê, porque há vários factores ao barulho. O Gostar de barraquinhas com livros em que podemos mexer, haver coisas bem interessantes de segunda mão, haver os escritores a dar autógrafos, ser no parque Eduardo VII que acho uma maravilha esperançosa...haver pessoas muito interessantes a comprar ou só a bisbilhtar. E os jacarandás em guarda fiel, nuvem azulada a desfazer. E é isto.
ResponderEliminarA Feira é um bom local de negócio para as editoras mas igualmente para os leitores, mas ainda consegue ser um negócio diferente do que grassa fora do daquele círculo da Feira.
ResponderEliminarE a propósito de negócio, falava eu ontem de futebol: realmente o mundo transformou-se num negócio, em que tudo mas tudo é negócio, tudo mas tudo gira à volta do dinheiro...só a leitura e os livros nos separam desse mundo, porque através deles é possível sonhar, é possível viajar, é possível cheirar, é possível ouvir, é possível gostar. é possível, saborear, é possível amar sem que nos peçam nada em troca!
Há 19 anos que não visito a Feira do Livro de Lisboa, morro um bocadinho de saudades todos os anos.
ResponderEliminarSempre gostei dela pelos livros, pelo cheiro, pelo ambiente.
Sempre comprei mais livros do que aqueles que consigo ler.
São os meus melhores amigos.
Amanhã o meu filho completa 24 anos. Lembro-me bem daquele dia, como o parto foi provocado, terminei a leitura de um livro e ainda pude iniciar a leitura de outro, antes de as contrações tomarem conta de mim...
Não consigo viver sem eles.
Verdilivro, boa! E já somos 5.
ResponderEliminarMas naquele local e nesta época o azul também é incontornável: jacarandás (de Beatriz), mar (da Palha) e o céu que envolve ambos.