Cidades mais literárias
No tempo em que andei na faculdade, havia uma cadeira de opção que me atraía (mas, por acaso, não cheguei a fazê-la) chamada Literatura e Artes Plásticas. É dessa agradável combinação que hoje se reveste o assunto deste post. O Departamento de Património Cultural da Câmara Municipal de Lisboa, em parceria com a Leya, lançou há tempos o desafio de, através das artes plásticas, serem decorados os simpáticos vidrões da cidade com intervenções de inspiração literária, mas com toda a liberdade criativa. Podia ser simplesmente a partir de uma frase, mas também da história contada em determinado livro ou até da obra de um certo autor – o que importava era que a literatura de língua portuguesa fosse homenageada nos 100 vidrões que estão espalhados por Lisboa. E os artistas nem tinham de ter formação específica ou mais de dezoito anos, a ideia era mesmo permitir a qualquer amante da literatura fazer bonito com o seu autor preferido num vidrão e trabalhar em grupo ou sozinho. Pois estamos quase a poder ver o resultado – e cá para mim, que não cheguei a fazer aquela cadeira na faculdade, misturar literatura e artes plásticas só pode ser bom.
Misturar literatura e artes plásticas, Maria do Rosário, não só pode ser bom, como é desejável.
ResponderEliminarA literatura e a escrita, como sabe, nasceu da arte plástica, que se confirma nas paredes das cavernas de Lascaux, Altamira e outras; também pela forma como nasceram os caracteres da escrita, primeiramente desenhados como motivos figurativos de comunicação.
A propósito de comunicação, li hoje no blog do Fernando (um outro Fernando, entenda-se), que a Sapo levou ao espaço de referência, e que fala das Horas Extraordinárias e de um post anterior aqui deixado.
Leia-se em:
http://fernandodinis.blogs.sapo.pt/pior-que-o-acordo-ortografico-50669
É preciso fazer-se um mapa dos 100 vidrões; daria um roteiro divertido, andar por Lisboa de um lado para o outro para ver os desenhos.
ResponderEliminarE fotografá-los. Dará um conjunto de que mais tarde nos orgulhamos. Aconteceu assim com aqueles que o fizeram com os painéis das paredes de Lisboa no pós-25 de Abril.
ResponderEliminarFoi, sem dúvida, uma iniciativa fantástica da Leya e da Galeria de Arte Urbana (GAU) de Lisboa :-)
ResponderEliminarObrigada pela colocação da foto do meu trabalho (vidrão do Afonso Cruz) e pela divulgação da iniciativa.
Parabéns, é um desenho bastante divertido!
EliminarObrigada :-)
EliminarVi. no seu blogue, o seu vidrão completo, e dou-lhe os parabéns, porque, mais do que os outros que vemos no post de MRP, concilia de facto as palavras da Literatura com a "versão" Artes Plásticas.
EliminarTambém achei muito interessante grande parte das suas outras artes que vi no blogue.
Força nisso, menina!
Obrigada :-)
EliminarOra essa! Não fica obrigada a nada - a não ser continuar a fazer coisas estimulantes.
EliminarVamos a isso :-)
Eliminaras artes e letras só beneficiam com projectos comuns.
ResponderEliminaré do melhor em aprendizagem.
Querida Maria do Rosário
ResponderEliminarSou um leitor antigo do seu blog e não sei se este é o devido espaço para enviar-lhe uma sugestão de leitura.
Trata-se da crônica escrita por Joaquim Ferreira dos Santos na sua coluna no jornal carioca O Globo. Fala do seu encantamento com a Lisboa que visita e o contraste daquilo que vê com as mazelas enfrentadas pelos cariocas.
O que Joaquim descreve é o que normalmente sentimos quando visitamos Portugal.
http://oglobo.globo.com/cultura/rio-lisboa-16250315
Sugiro que visitem e explorem também o Porto, que - sem desprimor - não ficam a perder em encantamento.
EliminarVerdade!
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