Autor, autor
Hoje, a partir das 18h30, decorre na Galeria Carlos Paredes a sessão comemorativa dos noventa anos da Sociedade Portugues de Autores (SPA), fundada precisamente no dia 22 de maio de 1925, cerca de um mês antes de o regime republicano ter sido substituído por uma ditadura militar (foi por pouco). A SPA conta com cerca de 26 mil associados de todas as disciplinas criativas – de escritores a músicos, fotógrafos, artistas plásticos – e protege os Autores, cujo dia se celebra também hoje. Se eu não fosse sócia da SPA, não receberia provavelmente um cêntimo quando passam na rádio e na TV canções e fados para que escrevi as letras; não conseguiria saber quem anda a colocar poemas meus dentro de antologias sem me consultar, ganhando dinheiro à minha custa. E esta é apenas uma das grandes vantagens da SPA que, muito para lá destas rotinas, ajuda muitos artistas, especialmente na reforma. Hoje serão entregues medalhas a alguns criadores, como António Pinho Vargas, Carlos do Carmo, João Mota, José Luandino Vieira, Pacheco Pereira, e ainda os Prémios Pró-Autor, destinados a instituições que têm contribuído para preservar o nosso património cultural. Serão distinguidos a Biblioteca Nacional de Portugal, a Biblioteca da Universidade de Coimbra, o Cante Alentejano, a Casa da Música, a Cinemateca Portuguesa-Museu do Cinema, o Lisbon & Estoril Film Festival, o Programa Literatura Agora da RTP2 e as Curtas de Vila do Conde. Parabéns à SPA e a todos os Autores!
Sim, parabéns à SPA, que agora parece ser mais democrática e atenta à realidade.
ResponderEliminarE a todos os Autores (sócios e não sócios).
Apesar de toda a obra da minha autoria publicada, nunca me associei à SPA, mesmo tendo em conta que, para o fazer, tinha alguns escritores de renome que apadrinhariam a minha inclusão.
ResponderEliminarTambém não o fiz na Associação Portuguesa de Escritores - e esta, confesso, seria a minha preferida - nem sei por que razão. Talvez aderisse à SPE (Sociedade Portuguesa de Escritores), mas esta foi extinta por um Galvão Teles quando eu não era ainda escritor.
Terei de confessar que não aprecio agremiações, associações, irmandades e outras congéneres. A juntar a tudo isso, como pratico a arte do desenho, seria curial juntar-me a uma associação de desenhadores e pintores.
Na protecção que a Maria do Rosário refere, coloco algumas reticências; tanto assim que, vou assistindo a muitos atropelos dos direitos autorais, designadamente na internet, sem que vislumbre as atitudes procedimentais para ressarcir os detentores dos direitos.
A única associação que me vem dando apoio - e sem que eu esteja inscrito - é a APEL (Associação Portuguesa de Editores e Livreiros), porque cerca de metade da minha obra publicada, tem sido através de "chancela" própria.
De qualquer forma, parabéns à SPA.
P.S. Para evitar os caça-gralhas (coitaditas!), pela primeira vez carreguei no ícone "Verificar Ortografia". E não é que a coisa encontrou duas?
Entrei em contacto com a SPA, há uns anos, a fim de me tornar sócia, mas infelizmente declararam ser impossível apoiar-me na minha tentativa de receber os direitos de autor em dívida por parte da minha editora de então.
ResponderEliminarNão foi «um mês antes» mas sim um ano antes: a 28 de Maio de 1926...
ResponderEliminar... E o (primeiro) regime republicano não foi substituído por uma ditadura militar mas sim pelo segundo regime republicano. Ambos foram ditaduras iniciadas por golpes de Estado.
A propósito das "erratas" (isto parece ser viral, a partir de determinada altura, neste blog), presumo que há nesta efeméride da SPA algum lapso, uma vez que:
ResponderEliminar- a SPA teve origem na Sociedade dos Escritores e Compositores Teatrais Portugueses;
- o reconhecimento da respectiva personalidade jurídica como associação legalmente constituída, ocorreu em 22 de Junho de 1925 e não 22 de Maio), conforme se confere através do Decreto n.º 10860 de 22 de junho de 1925.
A não ser assim, qualquer criança registada em determinada data, mas nascida dois ou três dias antes, tem o seu aniversário conspurcado na data por incúria dos pais.
Foi daqui que retirei toda a informação:
ResponderEliminarhttp://www.casaldasletras.com/bloco_desenvolvimento_2015.html
Uma vez que este site é de dois antigos e reputados jornalistas, nem pude imaginar que a informação pudesse estar incorrecta. Peço desculpa por ter reproduzido sem mais, mas fazer um post diário nem sempre deixa tempo para isso.
Acredito que a SPA faça um bom trabalho. Mas desconhecia quase tudo que com ela se relaciona, sou completa estranha nesse mundo. Mas uma data de aniversário é especial. Com erratas ou sem elas é hoje que se celebra. Portanto, parabéns.
ResponderEliminarA Extraordinária Beatriz faz hoje anos?
Eliminar(Não diga, não diga!...)
Se não faz, parabéns.
Fui verificar melhor o caso e descobri os Estatutos da SPA. Da sua leitura extraio o meu lapso, originado na confusão entre a escritura e a publicação no Diário do Governo, pelo que dou a mão à palmatória.
EliminarEm intróito, os estatutos registam a data da escritura em 22 de Maio de 1925, enquanto que a publicação na 3ª série do D.R. se deu a 27 de Maio de 1925.
Também fui iludido pelas fontes e peço desculpa à Maria do Rosário, à Beatriz e a todos aqueles a quem causei a perplexidade.
Onde escrevi D.R., leia-se, pela evidência, D.G.
EliminarAndo em onda negativa, há que considerar estes (des)propósitos.
Obrigada. A gente precisa de tudo. Até de parabéns sem razão:)
EliminarBoa tarde
Hoje não vou entrar em correcções que não estou para aí virado. Apenas o apontamento de uma gralha no texto que toda a gente certamente terá visto mas que ninguém se desinibe para apontar:
ResponderEliminarNa segunda linha, onde está "Portugues" substituir por "Portuguesa".
O nosso caro e atento nemo sum intervém na segunda linha do post.
EliminarPois eu, zeloso, interviria também na simétrica penúltima.
Cá p’ra nós, onde está “Lisbon & Estoril Film Festival” deveria, em bom Português Suave (com filtro), estar “Festival de Filmes de Lisboa & Estoril”.
Digo “cá p’ra nós” porque isto foi entre mim e o meu inseparável amigo “Cogito” – de seu nome completo cogito ergo sum – que anda sempre comigo de um lado para o outro, uma espécie de meu duplo, para não dizer sombra [que, aqui p’ra nós, nem sei como se diz(ia) em Latim…].
Pois foi ele que, lendo o post, me cogitou: «Então a Sociedade Portuguesa de Autores agora patrocina a língua inglesa?!» E acrescentou, murmurando: «Sublinho “Sociedade” e também “Autores” para evidenciar “Portuguesa”».
E eu achei que sublinhou muito bem. Cogitei até dizer-lhe: “Quem murmura assim não é gago”, mas contive-me…
… até porque, neste entretanto, ele continuou a murmurar: «Não sei se estás a ver – “Portuguesa”, conforme nos chamou a atenção o amigo nemo sum… »
E eu respondi: “Sim. Não lhe escapa nada.”
E ele, agora um pouco mais alto, retorquiu. «Não é bem assim. Esta escapou-lhe.» E, murmurando para si próprio, lamentou: «He didn't pay enough attention…»
Pois meu caro, foi assim que, a bem da Língua Portuguesa, a coisa se passou.
Cumprimentamos, estes que s’assinam,
(ego sum nemo & cogito ergo sum)
... ...
(P.s. - Em Português Suave sem filtro seria “Festival de Filmes da Bela Capital de Portugal & da mais Elegante Freguesia do Município de Cascais” – mas isso, cogitando bem, não daria lá muito jeito)
MRP = pessoa de má fé. Quando lhe corrigi erros, não se manifestou. Quando lhe apontei gralhas à vista de todos, nada fez. O não ter substituído "portu-gues" por "portuguesa" revela que tem mau fígado.
EliminarMas gosta de corrigir e diz nas entrevistas que obra de que ela não goste é livro que não presta...
A poetisa pimba revela-se.
arriverdeci, poetisa da tanga. Um dia futuro dirá o que realmente vales. Entretanto, continuarão os salamaleques dos vassalos.
Desculpa, Jordão, não era nada contigo. Eu é que não percebo nada disto...
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